Virgem em Câncer

HPV é relacionado a câncer raro de cabeça e pescoço

Publicado por: Ricardo Menacker em: Dezembro 7, 2009

O vírus do papiloma humano (HPV) está presente em mais de 90% dos casos de câncer de colo de útero, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). E uma pesquisa da Universidade de Michigan acaba de constatar que pode estar relacionado a um câncer raro de cabeça e pescoço, o de nasofaringe. “Esse é o primeiro relatório de câncer de nasofaringe sendo causado pela epidemia de HPV. Estamos no meio de uma epidemia de câncer de amídalas, vendo muitos pacientes com a doença ligada ao HPV. Acontece que o HPV pode ser também uma nova causa dessa forma rara de câncer que ocorre em local escondido (o tumor que cresce por trás do nariz e na parte superior da garganta, acima das amídalas)“, disse a autora, Carol Bradford.

O estudo, divulgado no site da publicação Head&Neck, examinou amostras de tecidos retiradas antes do tratamento para câncer de nasofaringe e amídalas. Dos 89 participantes, cinco tinham o tipo raro. Desse pequeno grupo, quatro eram HPV positivos e negativos para o vírus Epstein-Barr, uma das principais causas infecciosas da patologia.

De maneira geral, cerca de 60% dos pacientes com câncer de nasofaringe permanecem vivos após cinco anos do tratamento, segundo o site Science Daily. Os pesquisadores suspeitam que um motivo provável é que os tumores relacionados ao HPV são mais sensíveis à quimioterapia e radioterapia em comparação aos ligados ao vírus Epstein-Barr, e propõem um estudo com mais pacientes.

Fonte: por Patricia Zwipp para o Portal Terra, em Vida e Saúde. Outubro, 10, 2009.

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Para OMS, Hospital do Câncer é exemplo de atendimento

Publicado por: Ricardo Menacker em: Dezembro 7, 2009

Para comemorar o Dia Mundial da Saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu o tema Salvar vidas: Hospitais seguros em situações de emergência. No Rio de Janeiro, o Hospital de Câncer III, e, em São Paulo, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz são exemplos de entidades que executam simulações do Plano de Atendimento a Múltiplas Vítimas, que objetiva identificar que riscos e perigos são potencialmente possíveis de acontecer e quais as medidas de prevenção e respostas rápidas devem ser adotadas.

Antever situações e treinar suas equipes em situações de emergência já é realidade em alguns hospitais brasileiros. Instalação de rampa, ampliação da escada e criação de novo acesso aos elevadores são algumas das modificações feitas no Hospital de Câncer III, de acordo com o diretor César Lasmar, para melhorar a circulação na unidade.

Como estamos próximos à comunidade do Morro dos Macacos, fizemos até simulações de tiroteio. Os funcionários hoje sabem como evacuar a área em caso de risco“, acrescenta Lasmar.

Essas iniciativas têm como objetivo assegurar a tranquilidade e o bem-estar dos pacientes e a normalidade dos serviços e da rotina da instituição e seu entorno.

Além do aspecto assistencial, é importante também garantir que as instalações físicas estejam preparadas para atender um aumento de demanda em caso de emergência. O suprimento de energia, água e gases deve estar garantido, assim como a disponibilidade de leitos”, afirma engenheiro Marcos Hoffmann, gerente de Logística do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Fonte: Jornal do Brasil. Abril, 7, 2009.

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Câncer de útero: exames e camisinha são melhor opção

Publicado por: Ricardo Menacker em: Dezembro 7, 2009

O câncer do colo de útero é o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres de todo o mundo. A doença, caracterizada pelo crescimento anormal de células da parte inferior do útero, tem sua maior incidência na faixa dos 45 aos 49 anos, mas mulheres mais jovens, a partir dos 20 anos, podem também ser afetadas.

O perigo é que não há sintomas iniciais. Por isso, o exame preventivo periódico é fundamental, já que é o único meio de diagnosticar a doença em seu estágio inicial.

Apesar da extensa faixa de idade que o câncer do colo do útero atinge, ele é o que tem mais chance de cura, quando diagnosticado precocemente. O famoso papanicolau – cujo nome se refere ao nome do seu criador, o médico greco-americano – pode facilmente identificar a doença. É preciso conscientizar a população feminina da importância de realizá-lo, pelo menos, uma vez por ano, a partir dos 18 anos (ou da primeira relação sexual) até os 65 anos de idade.

O HPV, ou vírus do papiloma humano, principal causador desse tipo de câncer, é a doença sexualmente transmissível mais prevalente no país, atingindo cerca de 15% das mulheres. Na faixa dos 16 aos 25 anos, estima-se que a incidência chegue a assustadores 40%. Ele causa alterações nas células do colo do útero, que podem se transformar em lesões pré-cancerigenas.

Como o HPV é silencioso, muitas mulheres não procuram o ginecologista até começarem a sentir sintomas mais graves como sangramento vaginal, corrimento e dor. Por meio do exame de papanicolau, o médico pode identificar células atingidas em sua fase precoce, o que amplia enormemente a chance de cura.

Hoje já é possível também prevenir o câncer de colo de útero com a vacina contra o HPV, lançada recentemente. Mas é importante enfatizar, que ela não protege contra todos os subtipos do vírus e só é indicada para quem nunca teve entrado em contato com o papiloma, ou seja, adolescentes que ainda não iniciaram a vida sexual. Por isso, o exame preventivo continua sendo a melhor forma de combate ao câncer do colo do útero, mesmo em mulheres vacinadas.

Hoje, a única forma de prevenção realmente eficaz contra todos os subtipos do vírus é a camisinha. Além disso, fortalecer o sistema imunológico, que combate naturalmente o vírus, também é muito importante. Assim, ter hábitos saudáveis como uma boa alimentação, não fumar e praticar atividades físicas, bem como manter uma higiene íntima adequada e visitar periodicamente o ginecologista, são fundamentais para ficar longe desse mal.

Fonte: por Dra. Maria Cecília Erthal, ginecologista obstetra e diretora-médica do Centro de Fertilidade da Rede D’Or, para o Jornal do Brasil. Abril, 30, 2009.

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Instituto do Câncer inaugura novo centro de pesquisa no Rio

Publicado por: Ricardo Menacker em: Dezembro 4, 2009

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) inaugurou nesta terça-feira o Centro de Pesquisa em Imagem Molecular, considerado o mais moderno parque público de diagnóstico por imagem da América Latina. Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a unidade consolida a posição do Inca como principal centro do setor no País e um dos mais importantes entre os países vizinhos.

Os equipamentos de medicina nuclear que compõem o centro (PET-CT e Spect-CT) têm como principal característica a capacidade de detectar precocemente e fornecer mais precisamente a localização de tumores.

Eles aumentam a capacidade de diagnóstico, com mais refinamento e precisão. Além disso, melhoram as possibilidades de tratamento, já que dão ao médico, cirurgião ou oncologista clínico uma segurança muito maior“, afirmou Temporão.

Além disso, os equipamentos funcionam como ferramentas de pesquisa avançada sobre tumores e vão possibilitar o desenvolvimento de conhecimento para todo o Sistema Único de Saúde (SUS), prioritariamente sobre os tipos de câncer de maior incidência entre a população brasileira. O centro de pesquisa vai funcionar no Hospital do Câncer 1, na Praça da Cruz Vermelha, no centro da cidade.

Durante a cerimônia, também foi lançado o projeto do Campus Integrado do Inca, que vai unificar os 18 prédios do instituto em um só endereço. A nova unidade, que começará a ser construída no ano que vem, deverá estar pronta em 2014, ocupando uma área de 14,5 mil m² em terreno cedido pelo governo do Estado. A obra está orçada em R$ 321 milhões e será custeada com recursos da União.

O diretor-geral do Inca, Luiz Antonio Santini, ressaltou que a unificação garantirá melhor aproveitamento dos recursos financeiros e humanos e ampliação da capacidade de pesquisa.

Imagina quatro unidades separadas com o mesmo orçamento. Tem que multiplicar o número de funcionários de limpeza, de manutenção, tanto recursos humanos quanto técnicos. A outra razão é que, do ponto de vista do desenvolvimento do conhecimento, é importante ter as pessoas trabalhando da forma mais integrada possível“, afirmou Santini.

Dados do Inca revelam que o câncer é a segunda principal causa de morte no Brasil, sendo responsável por cerca de 15,4% de todos os óbitos no País.

Fonte: Agência Brasil para o Jornal do Brasil. Outubro, 13, 2009.

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Cafeína pode evitar câncer de pele

Publicado por: Ricardo Menacker em: Dezembro 4, 2009

A cafeína é uma das novas promessas da ciência na luta contra o câncer de pele, o tipo de tumor que mais cresce no mundo. Isso é o que revelou recente pesquisa publicada pelo Journal of Investigative Dermatology. De acordo com o Dr. Gilvan Alves, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, só em 2008, foram realizados cerca de 115 mil diagnósticos da doença no País.

O estudo realizado por pesquisadores da Harvard Medical School verificou que o estimulante atua na eliminação de células danificadas pela exposição aos raios ultravioleta que, por sua vez, podem evoluir para um tumor de pele. “Trata-se de uma das descobertas mais surpreendentes. Espera-se agora que as pesquisas atestem a eficácia tópica da cafeína, através de sua adição à composição de filtros solares e cremes”, diz Dr. Gilvan.

Para entender a ação terapêutica do estimulante, Dr. Gilvan explica que ele pode substituir a proteína-quinase, responsável pelo controle de danos ao DNA. “Na prática isso significa que as células alteradas cometem ‘suicídio’. O mais interessante é que os tecidos saudáveis não são atingidos”, descreve.

Fator de risco
A cafeína é um composto químico que além de atuar sobre o sistema nervoso central, aumenta a produção de suco gástrico. Em excesso, pode ocasionar alguns sintomas como irritabilidade, ansiedade, dor de cabeça, agitação, insônia e problemas estomacais. “A ingestão de café não funciona no combate ao câncer de pele e, em excesso, pode desencadear uma série de alterações”, alerta o dermatologista.

Fonte: Nécessaire, em Saúde e Bem Estar.

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Lodamina: médicos discutem medicamento, em teste, contra o câncer

Publicado por: Ricardo Menacker em: Dezembro 4, 2009

Depois da polêmica causada pela nova droga em fase de testes, que mataria o tumor do câncer por fome através da contaminação por um fungo, especialistas esclareceram a questão e pediram cautela para a compreensão completa da informação.

A experiência se deu através de uma droga desenvolvida usando nanotecnologia e um fungo que contaminou um laboratório de experimentação.

Pesquisadores americanos afirmaram que a experiência pode ser amplamente eficaz contra uma gama de tipos de câncer, mas que a população deve ter cautela e tentar entender que o medicamento ainda está em fase de pesquisa.

O oncologista e pesquisador sobre câncer, Judah Folkman, falecido em janeiro deste ano, foi pioneiro da idéia de angiogênese terapêutica. A técnica faz os tumores “morrerem de fome” ao impedir que o suprimento de sangue que os faz crescer chegue a eles, a ‘lodamina’ funciona sobre a mesma lógica.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica do Rio de Janeiro, doutor Pedro Basílio, comentou a existência da ‘lodamina’ e orientou cautela para a população.

Temos que entender que essa experiência ainda está na fase de testes em ratos, ainda não chegou nos humanos. Entretanto, o que há de muito positivo nessa história é o fato da droga não apresentar efeitos colaterais, mesmo nos ratos isso é surpreendente. Essa não é primeira droga com esse mecanismo e também ainda não há um relato para saber se eles conseguiram um número significativo de bichos que não apresentaram efeitos colaterais, mas não há dúvida que a experiência é significativa, ainda mais porque a descoberta aconteceu por acidente“, disse.

Doutor Pedro Basílio disse ainda que, se os testes avançarem, o tempo mínimo para que a “lodamina” esteja no mercado é de dois anos.

Inicialmente as drogas seriam muito caras, mas depois ficariam mais baratas. A grande novidade é que a droga viria em forma de pílula, isso também seria um diferencial“, completou.

O doutor Daniel Tabak, oncologista e ex-diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do Instituto Nacional de Câncer (INCA) explicou que o princípio básico da “lodamina” já vem sendo estudado há muito tempo e que o novo na experiência é a forma como ela foi ‘preparada’.

Criou-se uma maneira de desenvolver o medicamento por vai oral e isso é muito interessante, porque desta forma não haverá penetração no sistema nervoso, além do composto ser eliminado paulatinamente pelo fígado. Sem dúvida é um produto que deve receber atenção, mas há que se alertar que na maioria das vezes pode haver uma demora de três anos até que o medicamento entre em prática clínica, caso seja for aprovado“, disse.

Segundo o doutor Daniel Tabak há que se modificar a visão do câncer, ele deve ser visto como uma doença crônica.

Eu não acredito em uma cura definitiva do câncer, não curamos o hipotireodismo, o lúpus e nem a hipertensão, nós os controlamos. E, a longo prazo, vamos aprender a controlar o câncer também. É uma notícia promissora e não podemos evitar que um paciente que convive com isso pense em testá-lo, mas o processo não é tão simples assim“, completou.

A “lodamina” é mais uma droga em estudos contra o câncer

Em entrevista com o doutor Daniel Herchenhorn, chefe do serviço de oncologia do Hospital do Câncer e do Hospital Badim/Rede D’Or no Rio de Janeiro, foi esclarecido que atualmente existem no mercado mais de 200 drogas em estudo e a “lodamina” é apenas mais uma delas.

As pessoas têm que saber traduzir a informação que é veiculada na imprensa, é uma mistura de ansiedade por novidades com o sensacionalismo na informação. Tudo o que tem sido apresentado com essas pesquisas da ‘lodamina’ é relevante, mas já está em estudo há algum tempo. Já existem drogas disponíveis no mercado que são bloqueadoras de angiogênese como a “Sorafenibe” e a “Sunitinibe”“, disse

Ele disse ainda que a “lodamina” está em fase de estudos pré-clínicos e há que se ter cuidado.

Os resultados podem ter sido satisfatórios nos ratos, mas e com os humanos? E mesmo assim em um tipo de câncer. O câncer não é uma doença, são mais de trezentas, se um medicamento funciona para câncer de rim não necessariamente ele vai funcionar para câncer de pulmão“, completou.

Fonte: por Carla Knoplech para o Jornal do Brasil. Julho, 8, 2008.

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Ressonância é eficaz no diagnóstico de câncer de mama

Publicado por: Ricardo Menacker em: Dezembro 4, 2009

Imagens por ressonância magnética (MRI) são mais confiáveis do que mamografias no diagnóstico do câncer de mama – tanto para localizar novos tumores em pacientes com câncer de mama já diagnosticado, quanto para detectar tumores em pacientes com mamas supostamente sadias. É o que afirmam estudos conduzidos por oncologistas da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, apresentados durante o encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO – American Society of Clinical Oncology).

Os estudos também revelaram padrões distintos entre tumores ipsilaterais (na mesma mama afetada) e tumores contralaterais (na mama antes não afetada), que podem guiar o uso da tecnologia de triagem (screening), dizem os pesquisadores.

Os resultados obtidos nos estudos confirmaram que MRIs podem detectar tumores não revelados por exames tradicionais e podem ser vitais no momento em que as mulheres e seus médicos vão definir a forma mais apropriada para o tratamento do câncer de mama“, diz a oncologista especializada em radiação da Clínica Mayo, Laura Vallow.

Ela e outros oncologistas especializados em radiação da Clínica Multidisciplinar da Mama, em Jacksonville, examinam as duas mamas de todas as pacientes com câncer de mama recém-diagnosticado, através de mamogramas e MRIs. Assim, podem comparar os resultados das duas técnicas de triagem (screening) em centenas de mulheres.

No estudo que comparou o emprego de MRI e de mamografia na detecção de câncer de mama ipsilateral ? o primeiro estudo do gênero no país -, os pesquisadores descobriram que exames de MRI detectaram tumores não detectados por mamografias em 16% das 390 pacientes.

Mulheres com tumores ipsilaterais, detectados por MRI, tendiam a ser mais jovens ou tinham um tumor primário na mama, com pelo menos um centímetro. Os tumores primários (os que iniciam o câncer) também pertenciam a muitos subtipos diferentes de câncer de mama; e os tumores recém-diagnosticados eram diferentes do tumor primário em 29% das pacientes.

Essa é uma descoberta importante porque o câncer de mama tende a ser mais agressivo quando diagnosticado em mulheres jovens“, diz a oncologista LauraVallow, a principal pesquisadora do estudo.

“Isso sugere que um exame de MRI de toda a mama pode ser muito conveniente para mulheres jovens, que optam por uma cirurgia conservadora do seio, para combater o câncer recém diagnosticado”, ela afirma.

O segundo estudo, que comparou o uso de MRI contra o de mamografia na detecção de câncer de mama contralateral, mostrou que o exame de MRI detectou tumores não detectados por mamogramas em 3,2% das 401 mulheres estudadas. Algumas mulheres participaram dos dois estudos e, em poucos casos, o exame de MRI detectou tumores que não foram detectados por mamografias.

As pacientes com tumores detectados apenas por exame de MRI se encontravam, na maioria dos casos, na fase pós-menopausa e apresentavam um tipo comum de tumor, o classificado como receptor de estrogênio positivo.

Fonte: Jornal do Brasil. Junho, 21, 2007.

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Aumenta incidência de câncer de cérebro

Publicado por: Ricardo Menacker em: Dezembro 2, 2009

Raro, mas crescente
Embora seja raro – com cerca de 2% do conjunto de casos – o câncer de cérebro vem aumentando em várias partes do mundo. No Brasil, as mortes por tipo de câncer já estiveram em oitavo lugar entre as neoplasias, representando 4%, em 2006.

Uma pesquisa que aborda os fatores que podem contribuir para esse aumento será apresentada no Congresso da Sociedade Internacional de Epidemiologia Ambiental, que será realizado em Dublin, na Irlanda. O estudo faz parte da tese de doutorado da pesquisadora da ENSP Gina Torres Rego Monteiro.

Causas do câncer de cérebro
De acordo com a pesquisadora, a etiologia dos casos de câncer no cérebro é complexa e ainda pouco conhecida. Há uma linha de pesquisa sobre fatores potencialmente associados ao desenvolvimento dessa neoplasia, tais como alimentação, uso de determinados medicamentos e exposição a substâncias químicas.

Enfim, ainda não se sabe ao certo o que provoca o crescimento da doença e do número de mortes. “Quando falamos em mortalidade, o câncer no cérebro já se encontra entre as dez primeiras causas de óbito por neoplasias, embora seja muito raro, com cerca de 4% de casos. Os números estão crescendo e não há nenhuma etiologia comprovada“, revelou.

Solventes e impactos na cabeça
A pesquisadora desenvolveu um estudo de caso-controle, no qual entrevistou 238 pessoas com a doença e um outro grupo hospitalizado por outros motivos, para verificar se o conjunto de fatores apontados pela literatura tinha uma maior incidência no grupo de casos.

A maior associação detectada pelo estudo foi a exposição a solventes, mas essa era uma informação autorreferida e com número de casos pequeno. Outra associação observada foi a história pregressa de trauma na cabeça. Nós perguntamos se o fato de ter tido um traumatismo craniano, que seria uma causa física, estaria relacionado ao desenvolvimento de um tumor a longo prazo. A literatura sobre essa associação é controversa, mas alguns estudos a detectaram“, observou.

Meninges e gliomas
Segundo Gina, do ponto de vista histopatológico, há dois grandes grupos de câncer no cérebro. Um deles é o das meninges, que são tumores na membrana que envolve o cérebro, e o outro e o dos gliomas, que acontecem nos tecidos de sustentação do cérebro.

Os traumas estão mais associados à camada mais externa ao cérebro, ou seja, às meninges. Todo câncer tem a ver com reprodução de células. Dessa forma, quando há um trauma, o corpo tem que repor aquelas células mortas e é possível que alguma delas se torne cancerígena. Encontramos outros trabalhos que associam esses fatores“.

Epidemiologia e meio ambiente
Serão apresentados no congresso dois trabalhos, desenvolvidos a partir do estudo principal. Um aborda a dieta na adolescência e outro a história ocupacional, analisando os diferentes grupos ocupacionais. Além desses, Gina irá apresentar um estudo sobre a prevalência de diabetes nos policiais militares de Teresina, no Piauí.

O tema do congresso este ano, que ocorre de 25 a 29 de agosto, será ‘Alimentação, Ambiente e Saúde no Mundo’. De acordo com Gina, o encontro abordará fundamentalmente questões de epidemiologia e meio ambiente, e a participação de alunos em eventos desse porte é muito importante.

Fonte: Diário da Saúde. Agosto, 28, 2009.

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Nanopartículas matam células do câncer de cérebro

Publicado por: Ricardo Menacker em: Dezembro 2, 2009

Nanotecnologia contra o câncer
Em um avanço rumo a novas formas de tratamento para uma das mais sérias formas de câncer, o câncer de cérebro, cientistas da Universidade de Illinois (EUA) anunciaram o desenvolvimento das primeiras nanopartículas capazes de localizar e destruir as células cancerosas sem causar danos às células vizinhas ao redor do tumor.

Nanopartículas são partículas com dimensões na faixa dos nanômetros – 1 nanômetro equivale à milionésima parte de 1 milímetro. A pesquisa foi publicada na revista sobre nanotecnologia Nano Letters.

Câncer de cérebro
A Dra. Elena Rozhkova e seus colegas destacam a necessidade premente de novos tratamentos sobretudo para o glioblastoma multiforme (GBM), que frequentemente leva o paciente à morte apenas alguns meses depois de ser diagnosticado. Outras pesquisas demonstraram que a incidência de câncer de cérebro está aumentando.

Os cientistas já sabiam que as nanopartículas de dióxido de titânio, um tipo de material sensível à luz e que é largamente utilizado em protetores solares, cosméticos e até mesmo no tratamento de água, são capazes de destruir alguns tipos de células cancerosas quando as nanopartículas são expostas à luz ultravioleta.

Contudo tem sido mais difícil fazer com as nanopartículas destruam apenas as células cancerosas, deixando intactas as células sadias ao seu redor.

Bionanopartículas
A solução encontrada pela equipe da Dra. Elena foi ligar as nanopartículas de dióxido de titânio a um anticorpo que reconhece as células do glioblastoma multiforme, ligando-se a elas.

Quando os cientistas expuseram a cultura de células do câncer de cérebro humano a essas nanopartículas híbridas, chamadas “bionanopartículas”, elas mataram até 80% das células cancerosas depois de serem expostas à luz branca durante 5 minutos.

Perigos das nanopartículas
Os resultados sugerem que essas nanopartículas poderão se tornar, no futuro, uma abordagem promissora para novas terapias contra o câncer de cérebro, podendo ser utilizadas durante uma cirurgia, em substituição à remoção mecânica do tecido lesado.

Os testes foram feitos apenas em culturas em laboratório. O uso de nanopartículas diretamente no corpo humano ainda é alvo de sérias controvérsias entre os próprios cientistas. Estas partículas são tão pequenas que poderiam entrar no interior das células, havendo possibilidade de que venham causar efeitos colaterais mais danosos do que os benefícios que proporcionam.

Fonte: Diário da Saúde. Setembro, 18, 2009.

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O câncer na infância e adolescência

Publicado por: Ricardo Menacker em: Dezembro 2, 2009

Por Ricardo Menacker

Quando suspeitar do câncer na criança e no adolescente. A apostila do Centro Infantil Boldrini aborda diversos tópicos importantes da doença da mais tenra idade até a adoslecência.

Nos países desenvolvidos, o câncer representa a primeira causa de morte relacionada à doença, no grupo de 5 a 14 anos de idade. Contudo, nos últimos 30 anos, a terapêutica do câncer infantil teve significativo sucesso e tem alcançado importantes taxas de cura com a utilização das terapias combinadas: cirurgia, quimioterapia e radioterapia. A cartilha produzida traz textos elucidativos sobre o tema ao abordar diversas enfermidades, suas definições, sintomas relacionados e dados estatísticos.

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Câncer Infantil: Diagnóstico precoce eleva para 90% a chance da cura

Publicado por: Ricardo Menacker em: Dezembro 2, 2009

Por imperfeição da vida, os pequenos também são vítimas do câncer. A cada 1 milhão de crianças com até 15 anos de idade, 140 sofrem do mal que se caracteriza pela proliferação descontrolada de células anormais. No entanto, as chances de cura são altas, variam de 70% podendo chegar a 90% em alguns casos. Mas o sucesso está relacionado diretamente ao diagnóstico precoce e tratamento adequado, alerta o XI Congresso Brasileiro de Oncologia Pediátrica.

Considerada a segunda causa de mortalidade infanto-juvenil (de 1 a 19 anos) – perde só para àquelas relacionadas a acidentes e violência – o câncer de maior incidência é a leucemia.Responsável por 30% dos casos de câncer na infância, a leucemia afeta as células brancas do sangue e desenvolve-se na medula óssea. O seu pico de incidência é entre 2 e 5 anos de idade.

No Brasil, o segundo câncer que mais atinge as crianças é o linfoma, seguido do de sistema nervoso – ambos representam 16% dos casos. Já no páreo mundial, os tumores do sistema nervoso central figuram o segundo de maior acometimento.

Talvez no Brasil o segundo câncer de maior incidência também seja o cerebral, mas o difícil diagnóstico pode mascarar isso“, suspeita a oncologista pediatra Beatriz de Camargo do Hospital A. C. Camargo.

Também acometem as crianças o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, geralmente localizado no abdome), tumor de Wilms (renal) e outros. Cerca de 85% dos cânceres têm origem genética. Quando a criança, por exemplo, recebe um gene bom da mãe e um defeituoso do pai – associado a fatores que alteram o DNA – ela fica mais suscetível a desenvolver um tumor maligno na primeira infância (de zero a 5 anos), explica o hematologista do Centro de Pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Maria do Socorro de Oliveira.

Existem também os fatores ambientais como uma infecção contraída pela mãe durante a gestação.

Ingestão de bebida alcoólica, fumo, exposição a irradiação como raio-X durante a gravidez também são fatores de risco“, explica Maria.

Segundo a hematologista, durante a gravidez as mulheres têm de evitar proximidade com álcool e gasolina, e devem tomar ácido fólico, pois quando há lesões no cromossomo a vitamina ajuda no mecanismo de reparo do DNA.

Diferentemente do câncer em adultos, as doenças malignas em crianças são mais facilmente combatidas por serem predominantemente de natureza embrionária.

Na infância, o tumor age em células embrionárias, que ainda não estão maduras. Essas células dividem-se mais rapidamente. Como a quimioterapia age intensamente nesse ciclo celular, as crianças, em geral, respondem muito bem ao tratamento“, afirma Beatriz.

Tratamento
O caso de Giulia, de 6 anos, é conhecido no Inca. Diagnosticacada com leucemia linfóide aguda – o tipo mais simples – em junho, ela está na fase final de quimioteria, e não vai precisar passar por transplante de medula óssea.

Ela reagiu muito bem ao tratamento e tem 90% de chance de cura“, comemora a mãe Eliane de Menezes, fotógrafa, 42 anos.

Além da quimioterapia implicar em menor toxicidade na criança, tem também efeitos colaterais menos danosos que a radioterapia. Por isso, é o tratamento preconizado pelos médicos.

A radio tem mais efeitos tardios, como baixa estatura, déficit de inteligência, alteração hormonal“, explica o oncologista Cláudio Galvão, presidente do Congresso Brasileiro de Oncologia Pediátrica, realizado em Gramado, Rio Grande do Sul.

Já os efeitos colaterais da quimioterapia se apresentam por queda de cabelo, baixa da resistência – o que deixa a criança vulnerável a infecções – anemia e mucosite.

Em caso de tumor sólido, como no cérebro e no rim, opta-se pela cirurgia, e faz-se a quimio posteriormente.

Sintomas podem ser confundidos com dengue
O diagnóstico precoce é incisivo para as chances de cura. No entanto, muitos pais desconhecem os sintomas o que pode tardar a busca pelo tratamento. Ou até mesmo os médicos podem confundi-los com outra patologia devido a sua falta de especificidade na fase inicial.
No Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro, um menino, de 12 anos, foi internado com suspeitas de dengue. A demora da melhora do quadro levou os médicos a buscarem outro diagnóstico. Assim, eles descobriram que, além do vírus da dengue, ele tinha leucemia.

Os sintomas das duas doenças na fase inicial são semelhantes. Em ambas, há presença de febre, cansaço, queda das plaquetas, sangramento oral, anemia e alterações nos leucócitos“, compara a pediatra especializada em oncologia, do Hospital da Lagoa, Soraia Rouxinol. “Isso pode retardar o diagnóstico do câncer“, completa.

Em meio à epidemia de dengue enfrentada pelo Estado do Rio do Janeiro, os médicos devem ficar alertas aos sintomas da doença, mas também de outras patologias com sintomas semelhantes.

Se o quadro de dengue não estiver evoluindo como o previsto, o médico deve buscar outro diagnóstico“, levanta Soraia. “É importante que, de uma forma geral, lembrem da possibilidade da criança ter câncer.

Na leucemia, além dos sintomas já citados, a criança pode apresentar roxos nas pernas. O emagrecimento não vem acompanhado, segundo o oncologista Cláudio Galvão.

Ela começou a ter febre persistente, dor nas pernas e cansaço“, conta Eliane Menezes, 42 anos, mãe de Guilia que sofre de leucemia. “Passamos por dois hospitais, onde não fizeram o diagnóstico corretamente. Só quando chegamos no Inca descobrimos que ela tinha leucemia.”

Já no câncer de linfoma, o aumento da íngua na região do pescoço e debaixo do braço é o que mais indica a doença. O fato de não doer também acarreta no retardo do diagnóstico. O aumento da glândula pode chegar a 2 cm.

A neoplasia do sistema nervoso central apresenta-se por uma perda de equilíbrio da criança, estrabismo (olhos não conseguem fixar no mesmo ponto), vômitos e alterações no comportamento.

Dor de cabeça persistente que antes a criança não apresentava também é um sintoma comum“, acrescenta Galvão.

Os tumores sólidos podem se manifestar pela formação de massa, podendo ser visíveis ou não, e causar dor nos membros.É importante que os pais estejam alertas para o fato de que a criança não inventa sintomas e que ao sinal de alguma normalidade, é fundamental levar o filho ao pediatra. Em geral, esses sintomas estão relacionados a doenças comuns na infância, mas isso não exclui a necessidade de ir ao médico.

Suporte
Tão importante quanto o tratamento do câncer em si, é a atenção dada aos aspectos sociais da doença, que deve receber atenção integral. Neste sentido, não pode faltar ao paciente e à sua família, desde o início do tratamento, o suporte psicossocial necessário. Isso envolve o comprometimento de uma equipe multiprofissional e a relação com diferentes setores da sociedade, envolvidos no apoio às famílias e à saúde de crianças e jovens .

Fonte: por Cecilia Minner para o Jornal do Brasil. Novembro, 15, 2008.

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Declaração de Direitos dos Jovens e Adolescentes Portadores de Câncer

Publicado por: Ricardo Menacker em: Dezembro 2, 2009

Declaração de Direitos dos Jovens e Adolescentes Portadores de Câncer

Não somos casos pediátricos nem geriátricos.
Temos necessidades únicas: médicas, sociais e econômicas.
Entretanto, os direitos e a dignidade de adolescentes e jovens são iguais aos de todos os indivíduos.
Merecemos ter nossas crenças, privacidade e valores pessoais respeitados.
Acesso à saúde é um direito, não um privilégio.

Nossos direitos, como os entendemos e queremos preservá-los, são:
• O direito de ser levados a sério quando buscamos atenção médica para evitar o diagnóstico tardio ou errôneo, e o privilégio de ter discussões confidenciais sobre nosso próprio tratamento.

• O direito a um plano de saúde dentro das nossas possibilidades, assim como testes para detecção de doenças em estágio inicial, sem interferência de seguradoras de saúde ou status socioeconômico.

• O direito aos métodos preservação de fertilidade e a informações e pesquisas sobre possíveis efeitos imediatos ou futuros que o tratamento do câncer possa ter sobre nossa fertilidade.

• O direito de ser informados sobre testes clínicos disponíveis e acesso razoável aos mesmos.

• O direito de acesso direto a especialistas em câncer em adolescentes ou jovens e, quando requisitada, uma segunda opinião independente de plano de saúde ou localização geográfica.

• O direito de acesso a uma assistente social ou profissional especializado em jovens ou adolescentes pacientes de câncer.

• O direito ao suporte psicológico adequado a nossa faixa etária.

• O direito de ter nosso plano de saúde como estudantes ou funcionários protegido por lei enquanto tratamos o câncer a fim de minimizar discriminação.

• O direito a explicações claras sobre os efeitos colaterais da doença e do tratamento a longo prazo e a todas as opções para procedimentos reconstrutivos ou de reabilitação.

• O direito de ter todas as opções de tratamento explicadas detalhadamente, ter todas as nossas perguntas respondidas, e receber esclarecimento quando necessário, para que possamos ser parte ativa em nosso próprio tratamento.

A declaração em inglês pode ser lida em www.seventyk.org.

A declaração é importante uma vez que só nos EUA, 70 mil novos casos de câncer são diagnosticados em pacients entre 15 e 39 anos a cada ano. No Brasil não existem estatísticas do gênero. Há mais de duas décadas tem havido pouca ou nenhuma melhora nas taxas de sobrevivência destes pacientes. Ao assinar a declaração você está dando seu apoio para que a Declaração de Direitos dos Jovens e Adolescentes Portadores de Câncer seja estabelecida como padrão de tratamento para satisfazer as necessidades desta população mal servida.

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Estudo aponta descobertas sobre células-tronco do câncer

Publicado por: Ricardo Menacker em: Dezembro 1, 2009

Muitos cientistas duvidam da existência de células-tronco do câncer, mas uma equipe de biólogos descobriu novidades sobre essas células, que poderiam ter uso terapêutico, informa um artigo publicado nesta quarta-feira.

De acordo com o texto, publicado pela revista Cell Stem Cell, pesquisadores das universidades de Michigan, Harvard e Pensilvânia e do Instituto Suíço de Pesquisa Experimental do Câncer revelaram o funcionamento interno de um sistema comum de sinalização de célula a célula.

As células-tronco do câncer são um subgrupo de células cancerosas que se encontram dentro de tumores no sangue, e que, segundo alguns pesquisadores, possuem características que normalmente se associam com as células-tronco.

Ao contrário da maior parte das células de câncer, acredita-se que as chamadas células-tronco do câncer podem formar tumores, se renovarem e se desenvolverem como diferentes tipos de células.

A descoberta tem implicações para um importante teste de medicamento para o câncer de mama, realizado na Escola de Medicina da Universidade de Michigan e em outras duas instituições.

No teste, os pesquisadores combinam a quimioterapia com um remédio que interfere sinalização Notch, que ajuda a regular o desenvolvimento do feto e está ativa na maioria dos sistemas de órgãos ao longo da vida de uma pessoa.

O objetivo é usar os chamados inibidores da sinalização Notch para o ataque contra as células-tronco do câncer, isto é, a pequena fração de células-tronco dentro de um tumor que o ajudam a sobreviver e que promovem seu crescimento.

A grande preocupação, porém, é que os inibidores, apesar de ajudarem na destruição das células-tronco do câncer, podem também matar ou causar danos às células-tronco normais e saudáveis, como as que formam o sangue na medula óssea.

Os novos resultados obtidos por Ivan Maillard e seus colegas de Michigan poderiam dissipar alguns destes temores.

Os pesquisadores mostraram que as células-tronco que formam o sangue em ratos podem sobreviver bem quando se bloqueiam experimentalmente a sinalização Notch.

Max Wicha, diretor do Centro Integral do Câncer na Universidade de Michigan, disse que os resultados obtidos por Maillard trazem boas notícias para os pesquisadores das células-tronco do câncer.

É realmente importante porque muito do que nos preocupa agora é a busca de formas de atacar estas células-tronco do câncer, porque pensamos que isso é o que realmente promove a malignidade” disse Wicha.

Porém, a teoria das células-tronco do câncer é controversa. Alguns pesquisadores não estão convencidos de que elas existem.

Fonte: Agência EFE para o Jornal do Brasil. Abril, 9, 2008.

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Britânicos apresentam novo tratamento para câncer de mama

Publicado por: Ricardo Menacker em: Dezembro 1, 2009

Uma equipe de pesquisadores britânicos apresentou, nesta segunda-feira, 1º de junho, um novo tratamento contra o câncer de mama hereditário – o que poderia devolver a esperança a um grupo que desenvolve, em muitos casos, os tipos mais agressivos dessa doença, e com um maior índice de recaída.

O novo tratamento, batizado pela farmacêutica britânica Astrazeneca como Olaparib, atua inibindo a enzima “Parp”, uma molécula utilizada pelas células cancerígenas para reparar o DNA após as sessões de quimioterapia e prosseguir, assim, sua expansão pelo organismo.

Ao impedir este processo de regeneração, o remédio consegue que as células cancerígenas se tornem mais sensíveis à quimioterapia, aumentando a efetividade do tratamento.

O remédio atua de forma específica sobre as mutações hereditárias nos genes BRCA1 e BRCA2, e também destrói as células cancerígenas sem afetar as demais células saudáveis, com o que se eliminam os efeitos secundários derivados dos tratamentos tradicionais.

Para chegar a essa conclusão, os especialistas do King’s College, de Londres, estudaram 54 mulheres com a doença em hospitais europeus, americanos e australianos, que foram divididas em dois grupos para receber uma dose mais ou menos alta de Olaparib.

Assim, foi comprovado que no grupo que recebeu uma dose maior o tamanho do tumor foi reduzido em 40% das pacientes.

Em um dos casos, inclusive, o tumor chegou a desaparecer totalmente.

O novo medicamento também é capaz de fazer frente a um tipo de câncer que até agora foi especialmente difícil de tratar: o triplo negativo.

Embora esses pacientes respondam melhor à quimioterapia, não se beneficiam de tratamentos endócrinos nem de remédios antitumorais adequados a seu perfil genético – por isso costumam sofrer recaídas adiantadas e ter poucas possibilidades de sobrevivência.

Segundo o diretor da unidade de pesquisa do câncer de mama do King’s College, Andrew Tutt, os resultados alcançados com o novo medicamentos são “muito promissores para as mulheres com câncer de mama hereditário“, que representam 5% dos casos de tumores mamários do Reino Unido.

As mulheres com um forte histórico familiar de câncer de mama e que herdam um gene BRCA1 ou BRCA2 defeituoso têm 80% mais de probabilidades de sofrer da doença em algum momento.

Este e outros novos tratamentos contra o câncer estão sendo apresentados na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia, realizada esses dias em Orlando (EUA).

Fonte: da EFE para a Folha Online. Junho, 1, 2009.

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Pesquisa revela que álcool aumenta risco de câncer de mama

Publicado por: Ricardo Menacker em: Dezembro 1, 2009

O mito de que beber uma taça de vinho por dia faz bem à saúde pode estar indo por água abaixo. Pesquisadores britânicos descobriram que ingerir uma dose de álcool por dia é suficiente para aumentar o risco de desenvolver câncer em mulheres.

De acordo com cientistas do Cancer Research UK, o consumo de uma bebida por dia resulta em cerca de 7 mil casos de câncer extras – sendo a maioria de mama – nas mulheres do Reino Unido a cada ano.

Segundo informações obtidas com base na observação de 1 milhão de mulheres, o risco cresce conforme aumenta o consumo de bebida, seja destilados, vinhos ou mesmo cerveja.

De modo geral, o álcool é culpado por cerca de 13% dos casos de câncer de mama, fígado, intestino, boca e esôfago. Pesquisadores estimam que cerca de 5 mil casos de câncer de mama no Reino Unido – o equivalente a 11% dos 4.500 diagnosticados a cada ano – podem estar diretamente ligados ao consumo de álcool pelas mulheres.

Método
No estudo, observou-se especificamente mulheres que consomem de baixos a moderados níveis de álcool – definidos em até três doses por dia. Nos sete anos necessários para a execução da pesquisa, publicada no Journal of National Cancer Institute, um quarto das 1,3 milhão de mulheres afirmaram não consumirem bebidas alcoólicas. Daquelas que bebem, na prática, consomem menos que 21 drinques por semana, em média 10g de álcool por dia, o que equivale a uma taça de 125 ml de vinho ou uma simples dose de destilado.

Cerca de 70 mil mulheres de meia idade que participaram do estudo desenvolveram câncer. Consumir um drinque por dia aumenta o risco de todos os tipos de câncer em cerca de 6% em mulheres com idade acima dos 75, segundo o estudo.

As taxas em relação aos tipos de câncer variam: uma dose por dia eleva em 12% o risco de câncer de mama, 10% no de intestino, 22% no de esôfago, 29% no de boca e aumenta em 44% as chances de se desenvolver câncer de traquéia.

Em uma escala populacional, isto significa que 15 casos de câncer são diagnosticados para cada mil mulheres – incluindo 11 de mama, um de boca, um de intestino e 0,7 relacionados a tipos como de esôfago, traquéia e fígado.

O câncer de mama é atualmente o tipo mais comum no Reino Unido. Anualmente, quase 45 mil mulheres são diagnosticadas com a doença. O risco de desenvolver câncer de mama acomete uma em cada nove britânicas.

O governo britânico alerta que o consumo de nenhuma quantia de álcool é seguro, mas recomenda que mulheres não bebam mais que duas ou três unidades por dia. Para homens, o limite recomendado é não ingerir mais do que três.

Em entrevista à BBC, a autora do estudo, Naomi Allen, da Universidade de Oxford, avaliou que seu trabalho poderia ajudar o governo estimar se os limites aceitos por legislações deveriam ou não mudar – ainda que a pesquisa não tenha foco na população masculina.

As descobertas deste estudo mostram que até mesmo os baixos níveis de bebidas alcoólicas que eram tidos como seguros podem, sim, aumentar os riscos de desenvolver câncer“, ressaltou. Cerca de 5% de todos os tipos de câncer no Reino Unido estão ligados ao hábito de beber nada mais que um drinque alcoólico por dia.

Um porta-voz do Departamento de Saúde britânico garantiu que autoridades ficarão atentas e colocarão a orientação que costuma ser dada por elas sob revisão.

Recomendamos um limite e beber mais do que esse nível pode ser prejudicial. Iremos examinar esta pesquisa com mais atenção“, garantiu o porta-voz à BBC.

Fonte: Jornal do Brasil. Fevereiro, 26, 2009.

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Arteterapia pode trazer benefícios para mulheres com câncer de mama

Publicado por: Ricardo Menacker em: Dezembro 1, 2009

As mulheres que fazem tratamento com radioterapia para o câncer de mama podem ter uma significativa melhora na saúde física e mental e na qualidade de vida utilizando a arteterapia, segundo estudo da Universidade de Umea, na Suécia. De acordo com os autores, a intervenção envolve diversos materiais e expressões artísticas do paciente, com o objetivo de oferecer tempo e espaço para expressão e reflexão para a redução do estresse.

As descobertas apóiam fortemente a arteterapia como um poderoso instrumento na reabilitação de pacientes com câncer de mama e, presumidamente, também nos cuidados de pacientes com outros tipos de câncer”, explicaram os autores no European Journal of Cancer Care.

Lidar com o estresse é um dos maiores desafios dessas mulheres após o diagnóstico de câncer de mama. E o estudo sugere que a terapia com arte poderia oferecer uma forma de essas mulheres expressarem e “processarem” suas emoções, trazendo benefícios para sua qualidade de vida.

Estudos
Para investigar o papel da terapia em pacientes com a doença, os pesquisadores avaliaram 41 mulheres que passavam pela radioterapia para o tratamento do câncer de mama. Algumas dessas voluntárias foram submetidas a cinco sessões de uma hora, uma vez por semana, de arteterapia, e completaram questionários sobre qualidade de vida e autoimagem antes de começar a radioterapia, e após dois e seis meses do início do tratamento.

Após seis meses, os especialistas notaram que aquelas que participaram da terapia apresentavam melhora na qualidade de vida, na saúde geral, saúde física e psicológica, além de melhoras específicas na imagem corporal, nas perspectivas para o futuro e uma redução nos efeitos adversos da radioterapia. Por outro lado, o grupo controle teve benefícios apenas na saúde psicológica.

Em estudos anteriores, a equipe já havia demonstrado que a arteterapia está associada à melhora na capacidade de lidar com a doença e na habilidade de lidar com outros problemas.

Segundo os autores, a razão disso é que a intervenção ajuda as mulheres a manter uma identidade positiva, a lidar com a dor e a sentir mais controle sobre sua vida.

Fonte: European Journal of Cancer Care. Janeiro, 2009.

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Aparelho de DNA detecta câncer

Publicado por: Ricardo Menacker em: Dezembro 1, 2009

Cientistas israelenses desenvolveram aparelhos microscópicos capazes de detectar sinais de câncer, antes de o tumor ser perceptível, e liberar remédios para o tratamento, publicou a revista Nature.

A pesquisa liderada por Ehud Shapiro, do Instituto de Ciência Weizmann, está em testes, mas pode levar à nanoclínica e drogas inteligentes, que permaneceriam no corpo humano e o tratariam automaticamente.

Em vez de chips de silício e circuitos elétricos, a pequena máquina é feita de DNA. E é tão minúscula, que numa gota d’água cabem bilhões de unidades.

Esses biocomputadores têm sensores que detectam sinais do RNA, molécula similar ao DNA, particularmente indicando anormalidade em genes ligados ao câncer de pulmão e próstata. Ao detectar esses sinais, o bioaparelho lança uma droga anticâncer, também feita de material genético.

Ainda faltam décadas, mas as futuras gerações de computadores de DNA poderão funcionar dentro das células“, comentou Shapiro.

Os computadores de DNA não são inteiramente novos, mas esta é a primeira vez que a resposta do computador é de ordem biológica, o que significa que se poderia acoplar ao corpo humano.

O bioaparelho ainda passará por muitos testes, como funcionar em tecidos celulares, em organismos simples, em mamíferos e só depois em humanos.

Fonte: Jornal do Brasil. Abril, 30, 2004.

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Tabagismo é responsável pela origem de oito tipos de tumor maligno

Publicado por: Ricardo Menacker em: Novembro 30, 2009

A Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) comemora o Dia Nacional de Combate ao Câncer com um importante alerta à população: o fumo está ligado à origem de tumores malignos em oito órgãos: boca, laringe, pâncreas, rins e bexiga. O câncer de pulmão, colo do útero e esôfago, que ocupam o topo do ranking de mortalidade no Brasil, completam as neoplasias que têm o cigarro como principal fator de risco.

Todas as medidas de prevenção devem ser voltadas para coibir o tabagismo desde o início até a cessação. É importante alertar a população que, quanto mais tempo fumar, mais precocemente começar e maior carga tabágica consumida por dia, as chances de desenvolver o câncer aumentam progressivamente”, explica dra. Ilka Lopes Santoro, presidente da Comissão de Câncer da SPPT.

Entre os 1,25 bilhões de fumantes em todo o mundo, mais de 30 milhões são brasileiros. O fumo é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão e, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) é esperado para 2010 27.630 novos casos.

Câncer de pulmão
Esse tipo de neoplasia é silencioso. Um dos sintomas mais frequentes, a tosse, muitas vezes é considerada pelo paciente, e até mesmo pelo médico, como a tosse habitual do fumante. O sangramento eliminado junto com a expectoração é um sinal mais efetivo, mas nesse caso pode ser que o câncer já esteja em um estádio avançado, o que impossibilita tratamento mais efetivo, a cirurgia. Atualmente, há um grande avanço tecnológico nos aparelhos de imagem. A tomografia computadorizada tem boa resolução, o que facilita o diagnóstico e o acompanhamento clínico dos pacientes durante o tratamento.

O tratamento mais efetivo é o cirúrgico, mas em casos de câncer em estágio avançado, esse procedimento não está indicado e deve ser considerada terapia paliativa. Entre a as terapias para neoplasia de pulmão temos a quimioterapia – neoadjuvante, adjuvante ou exclusiva -, que confere vantagens à sobrevida e qualidade de vida do paciente.

Para alguns casos específicos de câncer de pulmão, já é uma realidade o tratamento individualizado, ou seja, drogas que agem melhor em determinadas subpopulações de pacientes, e que respondem mais ao tratamento específico devido às mutações individuais do tumor”, comenta dra. Ilka.

Ações à população
Para a pneumologista, a nova lei antifumo, já em vigor em diversas partes do país, inclusive no Estado de São Paulo, acabando com os fumódromos e restringindo o fumo em locais fechados, é fundamental no processo de conscientização dos cidadãos. Grande parte de novos casos de câncer poderiam ser evitados com mudanças de hábitos e comportamentos de risco, como eliminação do tabagismo.

As campanhas de educação devem começar nas escolas. Além disso, é fundamental estimular que os médicos, tanto pneumologistas quanto clínicos gerais, dediquem ao menos cinco minutos de suas consultas para explorar o assunto com o paciente e alertá-lo dos males que o tabagismo acarreta na saúde como um todo”, completa.

Fonte: Acontece Comunicações e Notícias. Novembro, 26, 2009.

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Pesquisadores do Hospital Princess Margaret, do Canadá, finalmente encontraram uma reposta para a pergunta que confunde muitos clínicos – Por que alguns homens com níveis elevados específicos de antígeno da próstata (PSA), que são cuidadosamente monitorados e submetidos a repetidas biópsias negativas, ainda assim desenvolvem o câncer de próstata agressivo?

A resposta está na localização do tumor na parte superior da próstata, onde ele não é detectado por meio dos procedimentos-padrão de diagnóstico, como as biópsias feitas com agulhas guiadas por ultrassom.

Biópsia com ressonância magnética
A pesquisa, publicada no Jornal Internacional de Urologia, demonstrou que a imagem de ressonância magnética (MRI) é a melhor ferramenta para revelar esses tumores escondidos.

Nossas pesquisas identificaram um grupo específico de alto risco que tem seus tumores difíceis de diagnosticar devido à sua localização. Estes homens são beneficiados pelo uso do MRI para guiar o procedimento de biópsia com grande precisão“, diz o Dr. Nathan Lawrentschuk.

Os pesquisadores chamam a combinação de um resultado de elevado nível de PSA e biópsia negativa, de “PEATS” (Prostate Evasive Anterior Tumour Syndrome).

Vigilância
Saber mais sobre o PEATS também pode ser importante para os homens que já estão sob cuidados – pacientes com crescimento lento do câncer de próstata que estão sendo regularmente monitorados através do exame de PSA e da biópsia. Nem todos os homens precisam passar pela MRI mas, sabendo do PEATS, poderemos identificar aqueles que precisam“, diz o Dr. Neil Fleshner.

Uma equipe de cientistas, cirurgiões, radiologistas e patologistas estudaram 31 pacientes que tiveram resultados positivos de biópsia e que tiveram seus tumores detectados na parte mais alta de suas próstatas revelados pela ressonância magnética.

Foi constatado que, em 87% dos casos, o procedimento utilizando a MRI foi capaz de detectar os tumores escondidos. O Dr. Lawrentschuk alerta os médicos clínicos sobre a necessidade de se informarem mais sobre o PEATS, pois estes tumores podem ser os mais agressivos.

Fonte: Diário da Saúde. Outubro, 15, 2009.

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Rato-toupeira-pelado pode ajudar a tratar câncer, diz estudo

Publicado por: Ricardo Menacker em: Novembro 30, 2009

Pesquisadores americanos informaram que obtiveram uma inibição às células cangerígenas após realizarem testes com ratos-toupeira-pelados, um tipo de mamífero roedor. Conforme cientistas da Universidade de Rochester, em Nova York, se os resultados do estudo forem estimulados em seres humanos, o crescimento de tumores poderia ser interrompido. As informações são do site New Scientist.

Andrei Seluanov e Vera Gorbunova descobriram que uma solução diluída de células retiradas da pele destas toupeiras começou a proliferar, mas parou quando algumas células atingiram densidade relativamente baixa. Esta “inibição de contato”, segundo os especialistas, “também é utilizada por células humanas para inibir o crescimento”. No entanto, o câncer é capaz de driblar este mecanismo, mantendo o crescimento celular.

Os pesquisadores descobriram ainda que a inibição de contato em toupeiras é controlada por dois genes – p16 e p17 -, enquanto nos seres humanos somente a p27 realiza este trabalho. “Os ratos-toupeira-pelados têm uma barreira adicional na forma de progressão do tumor”, disse Seluanov, que apresentou os resultados do estudo em uma reunião em Cambridge, no Reino Unido.

Fonte: do Portal Terra para o Jornal do Brasil. Setembro, 22, 2009.

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Novo tratamento para câncer de mama evita queda de cabelo

Publicado por: Ricardo Menacker em: Novembro 30, 2009

Quimioterapia sem queda de cabelos
Pesquisadores da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, divulgaram que uma combinação tripla de medicamentos é uma opção promissora para o tratamento de câncer de mama HER2+ com metástase, com a vantagem adicional de não causar perda de cabelo.

A combinação de dois medicamentos usados em quimioterapia (capecitabina e vinorebina) com trastuzumabe é uma nova opção pelo menos tão benéfica aos pacientes quanto as disponíveis, porém com um benefício adicional: não causa perda de cabelos nas pacientes.

Estes foram algumas das conclusões de estudo desenvolvido pela Mayo Clinic de Jacksonville, reportadas durante o 45º Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO – American Society of Clinical Oncology), realizado, em Orlando, Flórida.

Esse é um regime terapêutico muito bem tolerado pela paciente. A combinação é um bom exemplo de um excelente equilíbrio: boa atividade e baixa toxidez“, diz a pesquisadora sênior do estudo, a médica Edith Perez, diretora do Centro de Câncer de Mama da Clínica Mayo de Jacksonville.

Combinação de medicamentos
O estudo clínico é o primeiro nos Estados Unidos a pesquisar essa combinação específica de tratamentos do câncer de mama HER2 positivo metastático. Das 45 pacientes participantes do estudo, 67% responderam ao tratamento, conseguindo uma redução do tamanho de seus tumores em pelo menos 30%. A resposta histórica a regimes com medicamentos convencionais (um medicamento de quimioterapia com Herceptin), que são usados atualmente no tratamento de câncer de mama HER2 positivo metastático, é de cerca de 50%, observa Winston Tan, médico oncologista da Mayo.

Para Winston Tan, “o regime triplo parece ser uma escolha bastante razoável, que oferece a vantagem adicional de não provocar a queda de cabelos nas mulheres que o adotarem“. A combinação de medicamentos, usada mais comumente por pacientes com câncer de mama HER2 positivo já disseminado – paclitaxel ou docetaxel com trastuzumabe – sempre causa perda de cabelo, explica.

Ainda não autorizado
Todos os agentes já foram aprovados para uso pela FDA (órgão que controla a comercialização de alimentos e medicamentos nos EUA), embora a vinorelbina ainda não tenha sido aprovada para esse regime específico de tratamento nos Estados Unidos.

A quimioterapia com capecitabina não é combinada normalmente com o trastuzumabe, porque alguns estudos sugerem que não oferece benefícios sinérgicos ou suplementares. No entanto, segundo o oncologista, novas pesquisas têm demonstrado que a combinação é, de fato, promissora.

Resultados da pesquisa
Entre as pacientes estudadas, 28 (58%) tiveram uma resposta parcial: uma redução no tamanho do tumor metastático em 30%, de acordo com tomografias computadorizadas. Quatro pacientes tiveram uma resposta completa: nenhuma outra evidência de tumores metastáticos apareceu nos exames de diagnóstico, segundo os pesquisadores.

As taxas de sobrevida melhoraram, em comparação histórica a tratamentos convencionais, diz Winston Tan. “Normalmente, a sobrevida no caso de câncer de mama metastático é de dois anos“, ele afirma. “Nesse estudo, o período de sobrevida foi de 27 meses“, conta. Ele observa que esses estudos ainda vão ser confirmados na Fase III do estudo.

A toxidez foi tolerável, não mais do que o visto em regime com dois medicamentos. A maioria das pacientes (61%) registrou uma contagem de glóbulos sanguíneos baixa, mas apenas 10% das pacientes tiveram problemas de fadiga ou de outros efeitos colaterais comuns“.

Tratamento não-curativo
O pesquisador enfatizou que esse regime não é um tratamento curativo, mas proporciona às pacientes melhor qualidade de vida, em comparação com outros regimes comumente usados. “É muito difícil tratar o câncer de mama que já se espalhou, mas acreditamos que fazer a combinação de tratamentos é importante, para que os tumores que estão crescendo rapidamente encolham”, declara.

De acordo com o oncologista da Mayo, 80% das pacientes que apresentaram benefícios foram tratadas com outros medicamentos de quimioterapia – na maioria, antraciclinas e paclitaxel – e pelo menos metade das pacientes também usou o trastuzumabe em condições adjuvantes ou metastáticas. “As pacientes ainda obtiveram uma resposta a essa combinação de duas quimioterapias mais o agente biológico. E isso é encorajador“, ele afirma.

Fonte: Diário da Saúde. Agosto, 31, 2009.

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Pouco sono eleva risco de câncer de mama

Publicado por: Ricardo Menacker em: Novembro 30, 2009

Mulheres que regularmente dormem seis horas ou menos por noite podem estar aumentando o risco de ter câncer de mama em mais de 60%, segundo um estudo de pesquisadores japoneses.

A pesquisa, realizada por uma equipe da Tohoku University Graduate School of Medicine in Sendai, no Japão, foi publicada na revista acadêmica British Journal of Cancer. Os cientistas analisaram os hábitos de quase 24 mil mulheres com idades entre 40 e 79 anos durante oito anos. Nesse período, 143 foram diagnosticadas com câncer de mama.

Eles descobriram que aquelas que dormiam regularmente seis horas ou menos por noite tinham 62% mais chances de ter câncer de mama comparado com as que dormiam regularmente sete horas. Além disso, mulheres que dormiam, em média, nove horas por noite tinham 28% menos chances de ter o tumor.

Os cientistas acreditam que a ligação pode estar no hormônio melatonina, produzido pelo cérebro durante o sono para regular o relógio interno do corpo. A melatonina teria um papel importante na prevenção do câncer de mama ao controlar a quantidade de hormônios sexuais que é liberada.

Eles afirmam, no entanto, que não tiveram informações sobre a qualidade do sono das mulheres, o uso de remédios para dormir ou a presença de problemas na hora de dormir. A organização Cancer Research UK disse que um “número crescente de estudos” aponta para uma ligação entre falta de sono e câncer.

A evidência sugere que hábitos na hora de dormir podem ter um pequeno efeito no risco de câncer de mama. Mas ainda é muito cedo para dizer se o efeito é importante quando comparado com outros fatores de risco no estilo de vida, como peso, exercícios e consumo de álcool“, pondera Henry Scowcroft da Cancer Research UK.

Sono e obesidade
Um outro estudo, publicado no The Journal of Pediatrics, já associou a falta de sono e o uso excessivo de internet e álcool à obesidade. Meninas e mulheres jovens que passam muito tempo na internet, dormem pouco e consomem álcool regularmente são mais propensas a ter sobrepeso, segundo estudo.

Avaliando mais de 5 mil garotas com idades entre 14 e 21 anos, os pesquisadores descobriram que, quanto mais tempo livre na internet, maior era o aumento do índice de massa corporal. E um padrão similar foi observado para o consumo de álcool e para a falta de sono. Eles destacaram que os efeitos em um ano eram modestos. Porém, com o tempo, esse aumento de peso poderia ser perigoso.

Fonte: Jornal do Brasil. Novembro, 3, 2008.

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Prognóstico de câncer da tireóide está relacionado à disseminação

Publicado por: Ricardo Menacker em: Novembro 27, 2009

Artigo publicado na Revista Chilena de Cirurgía de abril de 2009 sugere que o risco de morte por câncer na tireóide se associa à metástase distante e ao comprometimento histológico-linfático. Os resultados foram obtidos em pesquisa feita por Osvaldo Iribarren e colegas do Hospital Clínico San Pablo Coquimbo, da Universidad Católica del Norte e do Hospital San Juan de Dios, todos no Chile.

Para obtenção dos dados, os médicos incluíram em sua pesquisa pacientes com diagnóstico de câncer diferenciado da tireóide, sem tratamento prévio, que foram operados no Serviço de Cirurgia do Hospital Clínico São Pablo de Coquimbo e na Unidade de Oncologia do Hospital São João de Deus da Serena. Também utilizaram pacientes que contavam com estudo e registro histopatológico completo no Serviço de Anatomia Patológica do Hospital Clínico São Pablo de Coquimbo, entre janeiro de 1984 e dezembro de 2007. Segundo os pesquisadores, esta unidade processa, registra e armazena todas as informações da especialidade dos hospitais da rede assistencial pública da IV Região.

No texto, os pesquisadores constatam que “uma vez que não houve mortalidade em decorrência de câncer folicular, a análise dos indícios clínicos e histológicos de prognóstico ruim é restrita ao grupo de pacientes com câncer papilar. A mortalidade foi significativamente associada com a presença de metástase (p = 0,02%), tumores T4 (p = 0,05) e infiltração neoplásica vascular e linfática (p = 0,02)”.

Para os autores “os resultados sugerem que o risco de morte se associa, fundamentalmente, ao comprometimento histológico linfático e à metástase a distancia, e, em menor grau, ao avanço local e comprometimento de linfonodos cervicais”. Eles também afirmam que, “por outro lado, a aproximação terapêutico-cirúrgica mostrou resultados efetivos para o controle da enfermidade local e para o controle das metástases linfáticas regionais do CP (câncer papilar), que têm una conhecida disseminação por este meio”.

Fonte: Agência Notisa para o Jornal do Brasil. Julho, 15, 2009.

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Molécula presente na urina pode diagnosticar câncer de próstata

Publicado por: Ricardo Menacker em: Novembro 27, 2009

Um novo estudo norte-americano descobriu que a molécula conhecida como sarcosina , produzida pelo metabolismo humano e presente na urina, pode ser usada como marcador para identificar a presença e a agressividade do câncer de próstata. Segundo os cientistas, a descoberta abre também a possibilidade de desenvolver medicamentos que possam inibir a progressão do câncer de próstata por meio da manipulação dos caminhos e da ação da sarcosina.

A sarcosina é resultante da hidrólise da creatina ou da degradação biológica da colina. Metabolitos são compostos intermediários resultantes das reações enzimáticas do metabolismo.

Os pesquisadores identificaram dez metabolitos que se mostram mais abundantes nas células da próstata à medida que o câncer progride. Uma dessas moléculas, a sarcosina, ajuda as células cancerosas a invadir tecidos adjacentes. Conforme o câncer se desenvolve, os pesquisadores observaram que os níveis de sarcosina aumentam tanto nas células tumorais como nas amostras de urina, o que sugere que medições desse metabolito podem ajudar na criação de métodos diagnósticos não invasivos para a doença.

Biomarcadores atuais para detecção da progressão do câncer de próstata são mais imprecisos do que gostaríamos. Por conta disso, é de grande interesse a descoberta de um indicador preciso. A sarcosina e outros metabolitos podem se mostrar excelentes indicadores para a progressão da doença“, disse Sudhir Srivastava, chefe do Grupo de Pesquisa em Biomarcadores do Câncer do Instituto Nacional do Câncer, um dos autores do estudo.

Sabe-se que as células passam por mudanças complexas à medida que o câncer se desenvolve e se torna metastático. O novo estudo partiu do princípio de que os metabolitos poderiam oferecer um bom retrato dessas alterações moleculares. Os pesquisadores usaram espectrometria de massa – que identifica substâncias químicas com base no tamanho e na carga elétrica de seus componentes – para comparar os níveis de 1.126 metabolitos diferentes encontrados em tecidos saudáveis da próstata, em tumores localizados e em casos de câncer com metástase.

Do total, verificaram que 60 metabolitos estavam presentes em células tumorais mas não em benignas. Desses, dez apresentaram níveis que se elevaram drasticamente durante a progressão da doença.

Os cientistas direcionaram o estudo para um dos metabolitos, a sarcosina, por essa ter apresentado níveis elevados em tumores localizados e níveis ainda maiores em situações de metástase. Em seguida, confirmaram os aumentos em uma nova série de amostras de tecido da próstata e verificaram que havia mais sarcosina na urina dos pacientes com a doença do que em indivíduos saudáveis.

O grupo voltou a atenção a testes laboratoriais para ver como a sarcosina afetava o comportamento de células in vitro. Ao adicionar o metabolito a células da próstata e ao manipular os caminhos bioquímicos de modo a produzir ainda mais a molécula, os pesquisadores observaram que as células benignas se tornaram cancerosas e invasivas. Ao bloquearem a produção de sarcosina, a invasão foi interrompida.

Apesar do sucesso no trabalho, os pesquisadores alertam que os resultados obtidos in vitro precisam ser agora confirmados em modelos animais, que será a próxima fase do estudo.

O artigo Metabolomic profiles delineate potential role for sarcosine in prostate cancer progression, de Arun Sreekumar e outros, é destaque na edição desta quinta-feira da revista Nature.

Fonte: Jornal do Brasil. Fevereiro, 12, 2009.

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Campanha mostrou como se prevenir contra câncer de intestino

Publicado por: Ricardo Menacker em: Novembro 27, 2009

Como forma de difundir informações e alertar para a prevenção contra o câncer de intestino, que tem aumentado nos últimos anos, a Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino (Abrapreci) e a Associação Brasileira do Câncer (ABCâncer) realizaram em março o lançamento oficial da campanha Laços de Esperança – Luta Contra o Câncer, que se estenderá a todo o país.

O câncer de intestino é a causa de milhares de mortes anualmente no Brasil, só no Sudeste ele aparece em terceiro lugar nas causas de mortes. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima o surgimento de 12.490 casos de câncer colorretal em homens, no Brasil, em 2008, e de 14.500 em mulheres.

Os números correspondem a um risco de 13 casos novos a cada 100 mil homens e de 15 casos a cada 100 mil mulheres. Por estado, São Paulo lidera a estatística de casos novos em 2008, com 9.890. Seguem-se o Rio de Janeiro (3.890) e o Rio Grande do Sul (3.060).

O presidente da Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD) e primeiro-secretário da Abrapreci, Flávio Steinwurz lembra que o câncer colorretal apresenta uma peculiaridade em relação aos outros tipos da doença, cuja expansão pode ser evitada precocemente. De acordo com o médico, o câncer de intestino consegue ser eliminado antes de se tornar grave.

Você consegue detectar um pólipo (lesão que aparece na parede do intestino) ainda em estado benigno, retirá-lo por meio de exame de colonoscopia e impedir que venha a se desenvolver“, disse.

É preciso que a população tenha conhecimento dos fatores que podem facilitar o aparecimento de câncer do intestino, como fumo e álcool. Flávio Steinwurz destacou que a doença pode aumentar por questões alimentares. O uso de alimentos com conservantes e corantes artificiais, carnes vermelhas e com falta de fibras aumenta a chance.

Pessoas com doenças inflamatórias de cólon e reto, com presença de pólipos em membros da família e com histórico familiar de câncer colorretal e de mama constituem a população de maior risco individual de desenvolver a doença. O presidente da ABCD informou que, em novembro deste ano, São Paulo vai sediar o Fórum Internacional sobre Câncer Colorretal (Ficare), que reunirá especialistas de todo o mundo para discussão e troca de experiências.

Como parte do trabalho permanente de conscientização dos cidadãos para esse tipo de câncer, a Abrapreci e a ABCâncer levaram em 2008 a várias partes do Brasil e a outros países, como o Canadá, uma exposição com uma réplica gigante do intestino, onde as pessoas passeiam dentro e podem conhecer os problemas que levam à doença.

Fonte: Agência Brasil para o Jornal do Brasil. Fevereiro, 22, 2009.

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Prevenção do câncer de boca

Publicado por: Ricardo Menacker em: Novembro 27, 2009

Você já ouviu falar de câncer de boca? Não? Pois saiba que somente no ano de 2008 o INCA (Instituto Nacional do Câncer) estima que ocorreram mais de 14.160 casos de câncer de boca, sendo que, só no estado de São Paulo, foram mais de 4.510 casos, o maior índice entre todos os estados.

Pensando nisso, o INCA, CROSP e o Ministério da Saúde lançaram, em maio deste ano, a campanha Sorria Para Si Mesma, que incentiva o auto-exame de boca e a prevenção deste câncer que, ao contrário do que muita gente pensa, pode matar.

O câncer de boca é principalmente causado pelo vício de fumar e do consumo excessivo de bebidas alcóolicas. Para pessoas que associam as duas coisas o risco de desenvolver a doença aumenta em mais de cem vezes.

Já no caso dos lábios, o principal fator de risco é a exposição ao sol, seguido de perto pelo fumo.

Muita gente não percebe o desenvolvimento da doença, já que o primeiro sinal é uma pequena ferida, muitas vezes semelhante à uma afta, mas que não dói.

A pessoa deve estar atenta, porque essa ferida sempre cresce e nunca cicatriza. Se a ferida tem mais de 21 dias, você deve procurar seu odontologista.

A principal forma de detectar precocemente o câncer bucal é através do auto-exame, que leva poucos minutos e se resume a alguns passos:

• Olhe seus lábios superior e inferior, por fora e por dentro, inclusive gengivas;

• Olhe para dentro das bochechas, examine também a garganta e o céu da boca;

• Observe a língua, olhe por cima, por baixo e laterais;

• Apalpe suavemente a pele do rosto e pescoço, procurando sinais antes não notados.

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Uma esperança para o tratamento do câncer bucal

Publicado por: Ricardo Menacker em: Novembro 27, 2009

Terapia fotodinâmica: uma esperança para o tratamento do câncer bucal.

Uma descoberta está trazendo esperança para os portadores de câncer bucal. Trata-se da Terapia Fotodinâmica, que consiste na administração de um medicamento fotoativado pela aplicação de laser. Com a fotoativação, apenas as células tumorais são destruidas. Dessa maneira, é possível atacar, de forma seletiva, as células tumorais.

Um método foi desenvolvido pela cirurgiã-dentista Erika dos Santos Carvalho, Mestra em Odontologia pela Universidade de Brasília, e apresentado em sua dissertação de Mestrado, defendida em fevereiro de 2008. A pesquisa evidenciou resultados animadores da técnica na língua de ratos, surgindo uma esperança para o tratamento do câncer bucal.

Os pacientes portadores de câncer de boca sofrem com as conseqüências do tratamento cirúrgico mutilador, com os efeitos colaterais da radioterapia e da quimioterapia. Após o tratamento, angustiam-se com o retorno ao convívio social, devido às deformações físicas causadas pela terapia. As seqüelas e os efeitos colaterais do tratamento oncológico são significativos em pacientes portadores de câncer de boca, cujo diagnóstico ocorre, freqüentemente, em estádio tardio, o que implica a utilização de terapias agressivas.

As referidas terapias não são seletivas, isto é, tanto a quimioterapia, quanto a radioterapia incidem sobre células tumorais e não- tumorais. Por sua vez, a cirurgia mutila parte do corpo do paciente, mesmo porque, geralmente, são necessárias margens cirúrgicas. Além disso, os tratamentos atuais provocam seqüelas temporárias ou permanentes, agudas ou crônicas.

Atualmente, a utilização da Terapia Fotodinâmica é estudada, também, pela área médica, com o objetivo de tratar tumores desenvolvidos em outros órgãos do corpo humano. Espera-se, no futuro, que os estudos se desenvolvam em pacientes no Brasil, com o objetivo de promover tratamento isento de efeitos colaterais e seqüelas, gerando melhor qualidade de vida.

Fonte: por Dra. Erika Carvalho para Artigonal. Agosto, 28, 2009.

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MPF quer multar Requião por relacionar câncer de mama a passeata gay

Publicado por: Ricardo Menacker em: Novembro 26, 2009

O MPF (Ministério Público Federal) no Paraná pediu na Justiça aplicação de multa de R$ 250 mil contra o governador do Estado, Roberto Requião (PMDB), por declarações em que relacionou a ocorrência de câncer de mama em homens às reuniões de grupos homossexuais.

Durante o programa “Escola de Governo”, da TV Educativa do Paraná, Requião falava sobre ações do governo na área da saúde da mulher, quando disparou: “Embora hoje câncer de mama seja uma doença masculina também. Deve ser consequência dessas passeatas gay.

Além disso, a Procuradoria acusa o governador de utilizar a emissora de TV do Estado para ridicularizar o engenheiro agrônomo Lauro Akio, do Iapar (Instituto Agronômico do Paraná). Requião teria se referido a ele como “gafanhoto” e “Kung Fu” e ameaçado demiti-lo por críticas à falta de estrutura da instituição.

Roberto Requião foi proibido, pela Justiça Federal, de utilizar a programação da TV Educativa para autopromoção ou realizar ataques a adversários. De acordo com informações do MPF, o governador já foi multado quatro vezes, num total de R$ 850 mil por descumprimento dessa decisão judicial.

A última delas, no valor de R$ 200 mil, foi imposta em agosto de 2009, em razão dos ataques feitos ao prefeito de Curitiba, Beto Richa, seu adversário político. O peemedebista, cuja pré-candidatura à presidência foi lançada por uma dissidência do partido, rebate as acusações e alega sofrer censura por dizer o que pensa.

Fonte: Última Instância. Novembro, 25, 2009.

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Cientistas descobrem nova fórmula para tratamento da leucemia

Publicado por: Ricardo Menacker em: Novembro 26, 2009

Nova droga destrói células cancerígenas em pacientes com resistência.
Tratamento só deve estar disponível entre três e cinco anos.

Cientistas irlandeses e italianos descobriram uma nova fórmula para o tratamento da leucemia, a notícia está publicada na edição desta segunda-feira (2) da revista Journal Cancer Research.

Chamada “PBOX-15″, a nova droga consegue destruir as células cancerígenas em pacientes de leucemia que mostram sintomas fracos e resistência a outros tratamentos.

O estudo foi desenvolvido por cientistas do irlandês Trinity College Dublin (TCD) em cooperação com a Universidade de Siena, na Itália, e está ainda em fase experimental, por isso que o uso do novo tratamento pode demorar de três e cinco anos.

Segundo o professor do TCD, Mark Lawlor, sua equipe de pesquisadores trata agora de investigar os efeitos colaterais do “PBOX-15″.

“Estamos muito emocionados. Queremos dar esperança aos doentes de câncer”, afirmou Lawler, e explicou que o fármaco fornecido aos pacientes ataca e destrói a estrutura das células cancerígenas da leucemia.

Potencial
O tratamento foi particularmente bem-sucedido na Leucemia Linfática Crônica (LLC), o tipo de câncer de sangue e medula óssea mais comum no Ocidente.

Segundo a investigação, a “PBOX-15″ demonstrou maior eficiência que outros medicamentos utilizados até agora, como a “fludarabina”, um fármaco de quimioterapia anticancerígeno.

O diretor da Sociedade Irlandesa do Câncer, John McCormack, demonstrou confiança sobre a descoberta científica e deseja que o medicamento passe logo do laboratório para as camas de hospital em benefício dos pacientes.

Esta novidade destaca o potencial que têm os descobrimentos científicos básicos para o benefício clínico“.

Fonte: Da EFE para o Portal G1. Novembro, 2, 2009.

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Hormônios produzidos durante gravidez inibem câncer de mama

Publicado por: Ricardo Menacker em: Novembro 26, 2009

Os hormônios produzidos durante a gravidez induzem uma proteína que inibe o crescimento do câncer de mama, segundo uma pesquisa publicada hoje pela revista Cancer Prevention Research.

Os hormônios, como o estrogênio, induzem a alfa-fetoproteína (AFP) que poderia ser um agente bem tolerado para o tratamento e a prevenção do câncer de mama”, disse Herbert Jacobson, que liderou a pesquisa.

Jacobson é pesquisador no Centro para Doenças Imunológicas e Microbianas no Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Ciências Reprodutivas do Colégio Médico Albany, em Nova York.

Hormônios liberados durante a gravidez, como o estrogênio, progesterona e a gonadotrofina coriônica, reduzem o risco de que a mulher desenvolva câncer de mama

O corpo tem sistemas naturais de defesa contra o câncer de mama. O que se precisa é o manejo seguro da AFP e seu desenvolvimento em um composto que possa ser usado para proteger as mulheres do câncer de mama“, disse.

Estudos recentes mostraram que os hormônios liberados durante a gravidez, como o estrogênio, progesterona e a gonadotrofina coriônica humana, reduzem o risco de que a mulher desenvolva câncer de mama.

A AFP é uma proteína produzida normalmente pelo fígado e pela vesícula vitelina que envolve e nutre o feto nas primeiras semanas de sua gestação.

Jacobson e seus colegas procuraram determinar se a administração de hormônios da gravidez a ratas expostas a agentes cancerígenos as levava à produção da AFP, o que, por sua vez, causa o efeito protetor.

Os resultados do estudo mostraram que o tratamento com estrogênio e progesterona, estrogênio sozinho ou gonadotrofina coriônica humana reduz a incidência de câncer de mama nos ratos.

Além disso, os pesquisadores notaram que cada um destes tratamentos elevou o nível de AFP no sangue e inibia diretamente o crescimento das células de câncer de mama em cultivos, o que indica que estes hormônios da gravidez servem para prevenir essa doença.

Powel Brown, editor da publicação da Associação Americana para a Prevenção do Câncer, disse que “os pesquisadores não mostraram diretamente a atividade preventiva do câncer da AFP, mas encontraram uma associação destes hormônios na prevenção dos tumores de mama“.

Fonte: da EFE para UOL Ciência e Saúde. Novembro, 25, 2009.

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Para entender mais


Tratamento do Câncer
Laboratório Merck Sharp & Dohme


O excelente texto aborda de forma clara e precisa todos os aspectos do tratamento: cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapias combinadas e efeitos colaterais. Relaciona, inclusive, diversos tipos de câncer e porcentagem de indivíduos livres da doença após cinco anos de tratamento.

Quem escreve

Um publicitário … não um médico!

Um publicitário com alma solidária. Este é o autor, a razão do Blog está em Sobre Virgem em Câncer e Lua na Esperança! E me vejo obrigado a colocar esta mensagem porque são muitos os comentários buscando respostas que não posso dar. Não sou médico. E, por mais informações que tenha reunido, e lido, não sou eu quem lhes dará um diagnóstico ou a orientação mais acertada sobre a dúvida que tem. Encare Virgem em Câncer e Lua na Esperança! como um ajuntamento de informações, e encontre em mim um manancial de apoio. Em breve poderá contar com a orientação médica de um oncologista. E, reitero, tratar-se-á de orientação, não será uma consulta. Para consultas, procure o médico de sua confiança, por favor. Câncer não espera.

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Rede Câncer: visite para buscar Hospitais da rede SUS no Brasil


Rede Câncer


A Política Nacional de Atenção Oncológica garante o atendimento integral a qualquer doente com câncer, por meio das Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia, UNACON, e dos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia, CACON. Este é o nível da atenção capacitado para determinar a extensão da neoplasia, tratar, cuidar e assegurar a qualidade dos serviços de assistência oncológica, conforme a Portaria nº 2.439/GM de 8 de dezembro de 2005.

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Tipos de Câncer


Um guia completo do INCA, Instituto Nacional do Câncer.

Próteses

Pacientes oncológicos e a lei


Faça Valer Seus Direitos


A cartilha da Associação dos Familiares, Amigos e Portadores de Doenças Graves, AFAG, traz a legislação vigente e modelos de formulários a serem usados em diversas ocasiões, como acesso a dados médicos, isenção de imposto de renda, isenção de IPI, ICMS, IPVA, IPTU, Liberação de FGTS, PIS/PASEP, e outras valiosas informações para pacientes oncológicos.

Arquivos e artigos:

Programa Nacional de Humanização de Assistência Hospitalar
Plano de trabalho para a melhoria da qualidade do atendimento público à Saúde.


Comida que Cuida
Dicas de alimentação durante o tratamento do câncer.


Manual de Cuidado Nutricional
em Quimioterapia

Dicas de Nutrição para o paciente oncológico.


A Terapia Nutricional com Vitaminas Antioxidantes e o Tratamento Quimioterápico Oncológico
O artigo aponta os principais benefícios encontrados com a administração concomitante de vitaminas antioxidantes e drogas antineoplásicas.


A Importância da Alimentação
O texto fornece dicas valiosas para prevenção e quaisquer outros distúrbios alimentares como enjôos, vômitos, falta de apetite, diarréia, intestino preso, feridas na boca, boca seca e perda de peso.


Revista Rede Câncer
A publicação trimestral traz matérias diversificadas sobre cuidados, prevenção, legislação e mais uma infinidade de assuntos relacionados ao câncer.


Câncer, faça valer os seus direitos
A legislação brasileira assegura aos portadores de câncer alguns direitos, este guia irá ajudá-lo a exercer esses direitos.


Estatuto da Criança e do Adolescente
Mais do que um compêndio, todo o registro da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990.

Documentário: Método Kovacsik


Da origem ao fim do câncer
From the origin to the end of cancer


O documentário aborda o Método Kovacsik, desenvolvido Estevam Kovacsik para tratamento e cura do câncer através da radiestesia. Realizado em 2007, o diretor, Daniel Kovacsik, bisneto de Estevam, resgata a memória do tempo e nos mostra a visão simples e prática dum tratamento que não mais requer drogas nem cirurgias. Da origem ao fim do câncer, de Daniel Kovacsik. São Paulo, 2007, DVD, cor, 98’

Entrevista: Saúde da Mulher


A importância da mamografia para a saúde da mulher


O podcast traz entrevista com a Dra. Giselle Mello, assessora médica em mamografia do Grupo Fleury.

Fique de olho:


Retinoblastoma


Um tipo de câncer que ataca células embrionárias da retina e que atinge uma em cada 30 mil crianças até os 3 primeiros anos de vida pede atenção. A Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer, TUCCA, elaborou um breve vídeo para abordar a questão. Leia eo artigo. Veja o vídeo.

O câncer na infância e adolescência


Quando suspeitar do câncer na criança e no adolescente
Centro Infantil Boldrini


Nos países desenvolvidos, o câncer representa a primeira causa de morte relacionada à doença, no grupo de 5 a 14 anos de idade. Contudo, nos últimos 30 anos, a terapêutica do câncer infantil teve significativo sucesso e tem alcançado importantes taxas de cura com a utilização das terapias combinadas: cirurgia, quimioterapia e radioterapia. A cartilha produzida traz textos elucidativos sobre o tema ao abordar diversas enfermidades, suas definições, sintomas relacionados e dados estatísticos.

Atenção: a senha para download do arquivo é menacker.

Tratamento Humanizado


Humanização
Você sabe o que é? Do que trata?


Tenha contato com este importante assunto lendo o Manual de Humanização elaborado pelo Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar, PNHAH. Conheça também o Programa Nacional de Humanização

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Próstata


Em duas entrevistas, o Dr. Ricardo Felts de La Roca elucida pontos importantes sobre crescimento benigno e câncer de próstata.

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