Publicado por: Ricardo Menacker em: outubro 6, 2011
Por Ricardo Menacker
Hoje quero falar sobre aspectos da maravilhidade, sobre as coisas intangíveis e qualquer neologismo porque ontem um mago partiu para terra de onde veio, um mestre voltou ao éter, Steve Jobs.
Sou usuário de equipamentos Apple desde 1986. Nunca tive um PC Windows. Era comum ter de explicar o que era Apple aos amigos e levá-los para o mundo da maçã. Costumava dizer … Mordeu a Maçã? Tá danado! Tudo o que Jobs fez foi mágica. Tive diversos equipamentos, como o Newton MessagePad 2100, um precursor do iPad. Tenho diversos Macs.
O pensamento, a voz, a presença. E de tudo que criou e viveu dou fé que compartilhamos com graça os conteúdos nas mídias pelos encantamentos dele. Mui grato, querido, meu coração segue o seu. Descanse em paz.
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O Blog Virgem em Câncer e Lua na Esperança! reúne sob diversas categorias e tags centenas de posts dedicados à busca da melhoria de qualidade de vida, e cura, de pacientes oncológicos, bem como prevenção. Contudo não trata o Blog do que não lhe é pertinente: fazer o papel de médicos especialistas. Procure sempre um especialista da área que busca informação. Informação é sempre a melhor ferramenta. Converse com seu médico.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: agosto 24, 2011
Por Ricardo Menacker
É sempre importante ressaltar que a vida, tão preciosa quanto a luta, é tão melhor quando guardada por sorrisos. As rudezas, asperidades, de tratamentos oncológicos atuais sofrem menos com atitudes que deveriam ser o senso comum do agir, mas não são, e indagora são regidas por uma expressão formidável: tratamento humanizado. Antes, bichos, seríamos signatários de que coisa? Bem, prosseguir sem digressão … o homem incute agora que deve tratar o homem como homem em tratamento humanizado, para todos nós homo sapiens sempre, em algumas casas, hospitais. Entre eles, a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein com seu PROCAP, Programa Contínuo de Apoio a Pacientes, Familiares e Amigos, cujo objetivo “é aproximar o hospital das necessidades dos pacientes como seres humanos, para além de sua enfermidade.”.
É certo que o Blog busca alternativas SUS para todos os casos, mas não se pode deixar de lado opções abastadas de tratamento … Não menos importante está em grande estima e patamar o IBCC, Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, que atende pelo SUS com carinho, amor e atenção, sorriso e educação sem que se pague um tostão. Pra rimar eu digo vá!
Fonte: Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: maio 17, 2011
Na medida em que a mulher retarda a primeira gestação para depois dos 35 anos, existe a maior chance de haver uma coincidência entre a gestação e doenças mais comuns dessa faixa etária. “É o que tem acontecido. É mestrado, doutorado e depois a gravidez. Uma executiva estressada, por exemplo, pode desenvolver uma hipertensão arterial, diabetes, hipotireoidismo e até um câncer de mama”, diz o ginecologista Waldemir Rezende, especialista em obstetrícia e mastologia do Hospital Santa Catarina.
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer do Ministério da Saúde, a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos aumenta as chances de caso deste tipo de câncer, que representa, nos países ocidentais, uma das principais causas de morte em mulheres.
Mas é possível tratar um câncer durante a gravidez? Segundo Rezende, sim. “É um tratamento que precisa estar bem coordenado para não gerar consequências ao bebê. Envolve o obstetra, o oncologista e o pediatra. A mãe faz a cirurgia para a retirada do tumor, faz quimioterapia em períodos administrados e em doses que não causem efeitos no feto e a última quimioterapia deve ser feita 28 dias antes de o bebê nascer”, explica.
Foi assim com a pedagoga Márcia da Silva de Barros, 40, de Mogi das Cruzes (SP). Por um erro de diagnóstico, Márcia descobriu o tumor no seio direito apenas quando engravidou. “Quando completei 36 anos, fiz alguns exames admissionais. Entre eles, uma mamografia e um ultrassom das mamas. O médico pegou o resultado e me disse que estava tudo bem, que eu só deveria repetir os exames depois dos 40 anos”, conta. Como não tem nenhum caso de câncer na família, Márcia acatou as recomendações do médico.
Um ano após esses exames, a pedagoga engravidou e aos dois meses de gestação teve um aborto espontâneo. Três meses depois, engravidou novamente. “Foi então que eu percebi algo de errado com o bico do meu seio. Ele estava duro, estranho. Procurei meu médico que mal olhou e já disse que se tratava de um câncer”.
E por se tratar de um tumor em estágio avançado, a primeira indicação do plano de saúde foi o aborto. “Disseram que eu precisaria tirar meu bebê, mas eu não quis. Então fui para casa esperar o que seria decidido. Eu estava com medo, porque não sabia o que iria acontecer comigo e com meu filho”.
Márcia foi então encaminhada ao Hospital das Clínicas, em São Paulo, onde conheceu Waldemir Rezende. “Ele foi o único médico a dizer que eu poderia ter meu filho. Ele pegou a mamografia que havia feito e me explicou. O exame estava errado, não aparecia totalmente a parte do seio onde estava o tumor. Mesmo assim ele identificou e me mostrou”.
Para começar o tratamento, Márcia teve de completar três meses de gestação, quando pôde fazer a primeira cirurgia, em que foi retirada toda a mama. Um mês após a cirurgia, começaram as sessões de quimioterapia, completando um total de quatro a cada 21 dias. “É uma superação diária. Primeiro a retirada da mama, depois meu cabelo caiu completamente. É uma doença cruel que mexe com toda a família. Meu filho mais velho, na época com 12 anos, tinha muito medo de que eu fosse morrer”, diz.
Com 37 semanas de gestação, no dia 10 de janeiro de 2008, foi marcado o nascimento de Waldemir da Silva Barros, filho de Márcia. Durante a cirurgia, foi feita a retirada dos dois ovários, pois assim evitaria a evolução do câncer. “Segundo o dr. Waldemir, já havia metástase nos ovários”, afirma Márcia.
Márcia não pôde amamentar o filho, hoje com 3 anos, e continua em tratamento. “Continuo tomando remédios, que prejudicam muito o fígado. Mas o que dói mesmo é saber que se o primeiro diagnóstico tivesse sido feito corretamente, a situação teria sido completamente diferente”.
Já com Marileide Franzini, 45, de Suzano, a história foi um pouco diferente. Em julho de 2006, aos 41 anos, a pedagoga – que tinha histórico da doença na família – descobriu um nódulo em seu seio direito. “Fiz exames e até uma punção. Todos deram negativos para malignidade”, explica. De qualquer forma, foi marcada a cirurgia para retirada do caroço, que era visível.
Após a cirurgia, foi constatado que se tratava de um câncer. Por este motivo, Marileide passou por uma nova cirurgia, onde foi realizada uma quadrantectomia (quando se retira apenas a parte afetada da mama) e a retirada de 13 linfonodos (ou gânglios linfáticos, que são as células responsáveis pela resposta imunológica. Elas exercem função de defesa do organismo contra infecções e estão estrategicamente localizadas em áreas como pescoço, axilas, virilhas, tórax e cavidade abdominal).
Enquanto realizava os exames necessários anteriores à quimioterapia, Marileide percebeu que sua menstruação estava atrasada. Foi pedida então uma ultrassonografia e ela descobriu que estava com sete semanas de gravidez. “Até os 31 anos eu tive três abortos. Com 40 anos, nem pensava mais que poderia ser mãe. Já havia desistido e não pensava mais no assunto”.
Os procedimentos dos médicos foram os mesmos no caso de Márcia. “Quando cheguei com o resultado para o médico oncologista, a primeira coisa que ele disse foi que eu teria de fazer o aborto, pois a quimioterapia era importantíssima e não poderia deixar de ser feita”. Marileide foi então encaminhada para a assistente social do Hospital em Mogi, que pediu que ela entrasse com o pedido de aborto para um advogado. “Mas eu não fui. Eu acreditava que era só esperar que eu iria perder o bebê, já que meu histórico de maternidade era de perdas”.
Algumas semanas depois, os médicos fizeram contato e encaminharam o caso para o Hospital das Clínicas, em São Paulo. “Quando cheguei lá, fui prontamente atendida e cercada de atenção. Entraram em contato com o dr. Waldemir dizendo do que se tratava. Ele, com toda a experiência, carinho e atenção, explicou como se procedia no caso de grávidas com câncer. Solicitou alguns exames e pediu para eu retornar”.
Com 15 semanas de gestação, foi dado início às sessões de quimioterapia, que se estenderam até abril de 2007. Em junho, Gabriel nasceu. “Por parte do dr. Waldemir, nunca houve um momento de dúvida quanto ao nascimento do bebê. Eu achava impossível”. Fato que agravava ainda mais o estado emocional de Marileide eram os comentários feitos no hospital de seu município. “A médica que me atendia nunca me animou muito. Pelo contrário, dizia que os bebês nasciam deformados, cegos e outras coisas. No início da situação, os médicos daqui não tinham uma conduta para o meu caso, que foi o primeiro e único na região do Alto Tietê. Quando iniciei o tratamento no HC, eu procurava compartilhar as informações com os médicos de Mogi. Isso foi muito importante também para eles. Os médicos sempre tinham algum artigo, pesquisa, informações. Com o tempo fiquei mais confiante com a equipe e resolvi finalizar as quimioterapias por aqui. Pedi alta no HC e fiquei só no Centro Oncológico de Mogi, mas o acompanhamento da gravidez foi com o dr. Waldemir, do começo ao fim”, conta.
Assim que Gabriel nasceu, foram retirados o útero e os ovários de Marileide. Ela não pôde amamentar, mas isso não surtiu qualquer efeito negativo no bebê. “Ele cresceu bem. Se eu disser que não temi quando ele nasceu, que houvesse algum problema, que ele adoecesse fácil ou apresentasse algum problema relacionado com minha doença, estarei mentindo. Mas o tempo ia passando e eu via meu filho sempre bem”, conta. Hoje, Marileide está recuperada, continua em tratamento, mas já voltou ao trabalho.
Segundo Waldemir, o que protege a criança contra a radiação da quimioterapia é a placenta. No entanto, apesar de raro, é possível acontecer metástase do câncer materno com a placenta, atingindo o feto. No entanto, as experiências têm provado que o tratamento é eficaz. “Seja leucemia, linfoma, qualquer doença que se desenvolva durante a gravidez: com o atendimento controlado e multiprofissional é possível obter resultados positivos, sem sequelas para o bebê”, conclui.
Fonte: por Marina Teles para o portal O que eu tenho? Maio, 16, 2011.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: maio 4, 2011
Com o objetivo de mobilizar e conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e a necessidade do tratamento adequado para crianças e adolescentes com câncer, a organização não governamental (ONG) Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc) promove no próximo domingo, na capital paulista, a 11.ª edição da Corrida e Caminhada do Graacc. A proposta da ação também é arrecadar recursos para as obras de ampliação do Instituto de Oncologia Pediátrica, hospital administrado pelo grupo em parceria técnico-científica com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Os organizadores esperam receber 10 mil participantes no evento, com largada marcada para as 8 horas na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), em frente ao Parque do Ibirapuera, na zona sul da cidade. Interessados podem optar por duas modalidades: corrida de dez quilômetros ou caminhada de quatro quilômetros. As inscrições podem ser feitas até amanhã pelo site do Graacc (www.graacc.org.br) ou do clube de corredores Corpore (www.corpore.org.br), parceiro e responsável pela organização do evento.
Depois desse prazo, as inscrições só poderão ser feitas no local de retirada do kit corredor ou caminhante, no Comando Militar do Sudoeste, na Rua Manoel da Nóbrega, atrás da Alesp. Na sexta-feira, as inscrições podem ser feitas das 11 horas às 20 horas e no sábado, das 8 horas às 18 horas. Para os associados da Corpore e doadores do Graacc, o valor da inscrição é de R$ 55; os demais participantes pagam R$ 70.
Os cinco primeiros colocados nas categorias masculino e feminino vão ganhar troféus e somar pontos para o ranking da Corpore. Como a corrida será realizada nos Dia das Mães, as cinco primeiras mães que cruzarem a linha de chegada dos dez quilômetros também vão receber um prêmio. Além disso, os primeiros colocados das categorias geral e faixa etária, masculino e feminino, ganharão uma bicicleta Gift. A 11.ª edição da Corrida e Caminhada Graacc – Combatendo e Vencendo o Câncer Infantil terá como madrinha a atriz Paloma Bernardi.
Fonte: Agência Estado. Maio, 3, 2011.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: maio 4, 2011
Muito se fala dos benefícios do Ômega-3 para a saúde, mas, como tudo em exagero traz problemas, o consumo excessivo desse áxido-graxo pode aumentar o risco de câncer de próstata.
Pesquisa do Centro de Estudos do Câncer Fred Hutchinson, nos Estados Unidos, analisou 3.400 homens e constatou que aqueles com as maiores porcentagens de ácido docosahexanoico, ou DHA (ácido graxo ômega-3 redutor de inflamações geralmente encontrado em peixes) têm 2,5 vezes mais risco de desenvolverem câncer de próstata agressivo de alto grau, em comparação com homens com níveis mais baixos de DHA.
Já os homens com maiores índices de ácidos graxos trans no sangue (que estão ligados à inflamação e doenças do coração e podem ser encontrados em abundância em alimentos industrializados que contêm óleos vegetais parcialmente hidrogenados) apresentaram uma redução de 50% no risco de contrair câncer da próstata agressivo.
Os resultados da pesquisa mostram que no ômega-6, que é encontrado na maioria dos óleos vegetais e estão ligados à inflamação e às doenças cardíacas, não têm conexão com o risco de câncer de próstata.
“Nossos resultados colocam de cabeça para baixo o que sabemos – ou melhor, o que nós pensamos que sabemos – sobre a dieta, a inflamação e o desenvolvimento do câncer de próstata, e mostra a complexidade de se estudar a associação entre a nutrição e o risco de várias doenças crônicas“, diz Theodore Brasky, coordenador da pesquisa.
Fonte: por Diário as Saúde. Abril, 29, 2011.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: maio 4, 2011
Com exceção do de bacalhau, os fígados dos peixes são descartados antes de serem colocados em supermercados e feiras para o consumo. Mas, segundo estudo publicado no Journal of Food Composition and Analysis por pesquisadores da Universidade de Almeria, na Espanha, o fígado do peixe contém substâncias extremamente benéficas para a saúde.
“O fígado de peixe é uma boa fonte de ácidos graxos poliinsaturados, especialmente os da família ômega-3, como o ácido eicosapentaenóico e docosahexaenóico”, explica José Luis Guil-Guerrero, principal autor do estudo.
Estas substâncias previnem e tratam várias condições, como alguns tipos de câncer, doença de Alzheimer, depressão, esquizofrenia, problemas comportamentais e doenças cardiovasculares. Foram avaliados 12 tipos de peixes comuns na Espanha. O peixe-aranha e a anchova foram os que apresentaram os maiores níveis de ácidos graxos totais. Mas todas as espécies apresentaram uma combinação de ômega-3 e ômega-6 benéfica para o consumo humano.
O fígado de peixe pode ser utilizado através de receitas culinárias, como na preparação de molhos.
Fonte: extraído da Fundación Española para la Ciencia y la Tecnología, FECYT, tradução de Maíra Bonilha. Abril, 29, 2011.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: março 30, 2011
A biografia está publicada nos jornais, nos sites, revistas. E houve um momento em que pensei em reproduzir algum trecho, escuro, frouxo, lasso, duma parte da história que toca o Blog por coragem. Vitoriosa Hebe Camargo, vitorioso José Alencar … os anônimos somos nós todos em estado de vigília com os rifles em punho, lutando. A luta nunca cede, nem dá espaço para baixas. Com alta patente ou soldado raso, entre o quintal e o latifúndio, somos solidários na dor e anestésicos, na luta e no cobertor. O caminho de todos está pavimentado, em vida, pela vida forte, sincera, fiel e digna de combatentes. E distante daqui de combalidos.
Brava gente que luta, lutou! Gloriosos dias virão, vieram, foram, fazem biografias. A nossa história é de esperança! José Alencar, mui grato pela fonte inspiradora que foi, e é! A paz dos justos e honrados te acompanha. Para aquele que não tinha medo da morte, só da desonra, dobro os joelhos. E me refaço em vento para tocar de brisa a minha luta.
Publicado por: Ricardo Menacker em: março 16, 2011
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, criou uma lista de alimentos que ajudam na prevenção e no combate ao câncer.
O consumo de alimentos com variedade, qualidade e quantidade adequadas é um dos principais fatores para evitar a doença. Algumas substâncias como o Ômega 3, encontrado em peixes, e os polifenóis, presentes na maçã, diminuem a formação de compostos inflamatórios, o envelhecimento celular e, consequentemente, a proliferação de células tumorais.
Já as fibras solúveis, presentes em alimentos como brócolis, couve manteiga e couve-flor, inibem a formação do câncer ao diminuir a possibilidade de mutações genéticas. Hábitos prejudiciais, como o sedentarismo, também podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença. A prática de atividade física diminui a resistência à insulina, tornando menor o risco de câncer colorretal, por exemplo.
A ingestão alimentar excessiva que leva ao aumento de peso prejudica a regulação da glicemia e provoca hiperinsulinemia (excesso de insulina circulante no sangue). Como consequência, cresce o risco de tumor no pâncreas, no fígado e nos rins. Outro efeito da obesidade a longo prazo é a diabete, que está relacionada com o desenvolvimento de câncer de mama, colo do útero, fígado e endométrio.
Na contramão desse consumo saudável, há alimentos que potencializam o desenvolvimento de doenças e devem ser evitados ou consumidos com moderação, já que são ricos em gordura saturada. Alguns exemplos são os produtos de origem animal (carne vermelha, bacon, leite integral e derivados), que podem causar inflamação e alteração dos níveis de hormônios no sangue. A inflamação e o excesso de açúcar no organismo também levam à intoxicação das células, o que favorece o surgimento de tumores.
Fonte: por Solange Spigliatti, do estadão.com.br. Janeiro, 28, 2011.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: março 16, 2011
Consumo de álcool, tabagismo e obesidade são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de nove dos principais tipos de câncer no Brasil. Estudo divulgado, recentemente, pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) aponta que o crescimento da doença está associado à exposição da população a fatores de risco cancerígenos. A taxa de mortalidade que mais cresceu foi a de câncer de próstata, que praticamente dobrou no sexo masculino (95,48%) em 25 anos (1979 a 2004) passou de 7,08 óbitos por 100 mil homens para 13,84 óbitos.
Os dados do INCA são preocupantes, pois, em números absolutos, o câncer de próstata é a segunda causa de morte da população masculina. O indicativo é grave e revela a pouca importância que o brasileiro dá à medicina preventiva, pois o tumor de próstata é passível de diagnóstico precoce, por meio de um exame de sangue e de um exame clínico.
Apostando na prevenção
A pesquisa do INCA sobre a distribuição dos tumores primários mais freqüentes, realizadas de 1999 a 2003, mostra que 30,96% dos casos de colo do útero foram diagnosticados no estádio inicial e 27,23% nos estádios avançados. Nesta situação, foram diagnosticados 70,67% e 40,94% em reto e próstata respectivamente. Quanto mais cedo diagnosticado o câncer, maiores as chances de cura, a sobrevida e a qualidade de vida do paciente.
Segundo o estudo, é importante que a população em geral e os profissionais de saúde reconheçam os sinais de alarme para o câncer, como nódulos, febre contínua, feridas que não cicatrizam, indigestão constante e rouquidão crônica, antes dos sintomas que caracterizem lesões mais avançadas, como sangramento, obstrução de vias intestinais ou respiratórias e dor. Os principais sintomas do crescimento da próstata, segundo o urologista, são os de levantar várias vezes à noite para urinar, dificuldades no ato de urinar e dor à micção, que podem ocorrer nos casos benignos.
O câncer de próstata é silencioso, sem sinais evidentes a não ser em estágios mais avançados, quando já está infiltrado em órgãos adjacentes, ou quando suas metástases em ossos, pulmão fígado se manifestam. Um reforço nas ações de diagnóstico poderia, por exemplo, ajudar a reduzir o câncer de próstata, que, segundo a pesquisa, é detectado no estágio inicial apenas em 7% dos casos. Quando o diagnóstico do tumor primário é feito logo, 90% dos pacientes têm uma sobrevida maior que cinco anos. Já se for detectado tardiamente, essa proporção cai para a metade.
Para fazer o diagnóstico do câncer de próstata de forma precoce é necessário realizar o exame clínico de toque retal associado ao exame que revela a dosagem PSA (sigla de antígeno prostático específico) no sangue. Estes exames podem determinar a realização de uma ultra-sonografia pélvica (ou prostática transretal, se disponível). A ultra-sonografia, por sua vez, poderá mostrar a necessidade de se realizar a biopsia prostática transretal. Estes exames devem ser realizados todos os anos, a partir dos 50 anos. Embora a incidência do câncer de próstata não vá diminuir, por estar ligado ao envelhecimento, o diagnóstico na fase inicial pode reduzir significativamente a mortalidade.
Fatores de risco
A idade é um fator de risco importante, ganhando um significado especial no câncer da próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam, após a idade de 50 anos. Histórico familiar de pai ou irmão com câncer da próstata, antes dos 50 anos de idade, pode aumentar o risco de câncer em 3 a 10 vezes em relação à população em geral. Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, não só pode ajudar a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas metabólicas.
Tratando a moléstia
O tratamento do câncer da próstata depende do estágio clínico da doença. Para doença localizada, cirurgia, radioterapia e até mesmo uma observação vigilante (em algumas situações especiais) podem ser oferecidos. Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados. Para doença metastática, o tratamento habitual é a hormonioterapia. A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após discutir os riscos e benefícios do tratamento com o seu médico.
Fonte: por Dr Ricardo La Roca no Portal Minha Vida: Saúde, Alimentação e Bem-Estar. Abril, 7, 2010.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: março 16, 2011
O ABC da Saúde mantém também uma página sobre o assunto câncer de mama. Texto rápido e corrido para informações sucintas.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: março 16, 2011
Estudos indicam que radiação pode desenvolver câncer em 4% dos pacientes com 35 anos ou mais.
Nos últimos cinco anos cardiologistas têm utilizado cada vez mais uma tecnologia chamada Angiografia Cardíaca por Tomografia Computadorizada (CCTA, na sigla em inglês) para localizar artérias bloqueadas no coração. O procedimento tem uma desvantagem: expõe os pacientes a quantidades de radiação que eventualmente podem provocar câncer. De acordo com um estudo recente, a exposição varia de hospital para hospital, mas a dose média de uma simples tomografia equivale a cerca de 600 radiografias (raios X) tradicionais de tórax.
Thomas Gerber, co-autor do estudo e cardiologista da clínica Mayo, em Jacksonville, Flórida, justifica que a vantagem da CCTA é que ela fornece uma visão direta das artérias do coração, revelando minúsculos bloqueios que poderiam não ser notados num exame tradicional de esforço (teste ergométrico), em que a freqüência cardíaca, respiração, pressão sangüínea e ritmo cardíaco são monitorados enquanto o paciente corre na esteira. A maior preocupação com a tomografia, Gerber observa, é que ela produz imagens utilizando raios X, o que pode aumentar o risco de desenvolver câncer.
De fevereiro a dezembro de 2007 Gerber e seus colegas estudaram os efeitos da exposição à radiação de 1.965 pacientes que receberam a CCTA em 50 hospitais nos Estados Unidos, Europa, América do Sul e Ásia. Eles solicitaram aos médicos que realizaram o exame que anotassem, entre outras coisas, a duração total da tomografia e a intensidade da corrente elétrica utilizada.
Com base nesses dados os pesquisadores calcularam a “dose efetiva de radiação” que cada paciente recebeu; valores que levam em conta a quantidade de radiação e o tipo de tecido do corpo exposto à radiação, como pulmões, tórax e seios. Os resultados variaram bastante ─ entre 5 e 30 milisieverts (mSv) ─ de um hospital para outro; a dose média efetiva de radiação foi de 12 mSv, equivalente a 600 radiografias do tórax, de acordo com o estudo.
“Não se conhece bem o potencial desse nível de radiação provocar câncer,” avalia Gerber, “mas não podemos desprezá-lo.”
David Brenner, biofísico especialista em radiação do Centro Médico da Columbia University, considera que uma CCTA típica pode aumentar o risco de desenvolver câncer em 4% dos pacientes com 35 anos ou mais. O risco de câncer associado à exposição à radiação é muito maior em pessoas jovens ─ 10 vezes maior para crianças, por exemplo –, mas essa faixa etária é menos propensa a desenvolver doenças cardíacas, de acordo com a Associação Cardíaca Americana, e portanto, é menos provável que precisem se submeter a uma CCTA.
Andrew Einstein, cardiologista da Columbia University, em New York, escreveu um editorial que acompanhou o estudo e foi consultor das empresas que desenvolveram os tomógrafos CCTA. Ele espera que as descobertas, publicadas no Journal of the American Medical Association, sirvam para encorajar os hospitais a utilizar doses menores de radiação quando utilizarem uma CCTA. Ele observa, por exemplo, que em pacientes magros, a quantidade de radiação é menor, porque os tecidos que absorvem raios X são mais finos.
Hospitais com tomógrafos antigos podem substituir esses aparelhos por modelos mais modernos com níveis de radiação mais baixos, como os escâneres seqüenciais, que produzem raios X pulsados em vez de um feixe contínuo, recomenda Einstein.
“Isso é importante”, avalia Gerber, “para que os médicos conheçam o verdadeiro potencial de risco.”
Fonte: por Coco Ballantyne para Scientific American Brasil. Fevereiro, 12, 2009.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: março 15, 2011
O governo de SP anunciou em 11 de março que a Baixada Santista ganhará unidades de dois dos principais hospitais da capital: Icesp (Instituto do Câncer) e Emílio Ribas.
Os prédios, com custo previsto de R$ 47 milhões, devem ficar prontos no fim do ano.
Eles funcionarão em prédios de hospitais já existentes, que serão reformados.
O Icesp 2, ou Centro de Referência do Câncer, ficará em Santos, onde hoje funciona o hospital Guilherme Álvaro.
Já o Instituto de Infectologia Emílio Ribas 2, que abrigará ainda uma unidade do Instituto Adolfo Lutz, ficará no Guarujá, no hospital Ana Parteira, e terá 54 leitos de infectologia.
Fonte: Folha de São Paulo, no caderno Cotidiano. Março, 12, 2011.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: março 15, 2011
O número de sobreviventes de câncer aumentou para 11,7 milhões em 2007 nos EUA, devido aos avanços na detecção da doença, segundo um relatório divulgado na quinta-feira (10).
O relatório, elaborado em conjunto pelos Centros para o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e o Instituto Nacional do Câncer (NCI), destacou que o número de sobreviventes em 2001 foi de 9,8 milhões de pessoas, enquanto em 1971 foi de três milhões de pacientes.
Segundo o relatório, dos 11,7 milhões de sobreviventes de câncer em 2007, sete milhões tinham, pelo menos, 65 anos de idade enquanto, por outra parte, as mulheres somaram 54% do total.
Os pacientes com câncer de mama formaram o maior grupo de sobreviventes da doença (22%), seguidos pelos que sofriam de câncer de próstata (19%) e dos que tinham câncer colorretal (10%).
Do total de sobreviventes, 4,7 milhões de pessoas tinham recebido o diagnóstico dez anos antes ou mais.
Para as autoridades americanas, um sobrevivente de câncer se define desde o momento em que recebe o diagnóstico até o final de sua vida.
Os autores do relatório assinalaram que o aumento no número de sobreviventes reflete muitos fatores, incluindo um crescimento na população da terceira idade, uma detecção adiantada do câncer, e melhoras nos métodos de diagnóstico, tratamentos e acompanhamento do paciente.
Arica White, especialista em epidemias do CDC, considerou que perante o aumento no número de sobreviventes de câncer é importante que os profissionais da saúde conheçam a fundo os assuntos que afetam os pacientes.
Por sua parte, o diretor do CDC, Thomas R. Frieden, disse em comunicado que estes dados apontam para “a boa notícia de que muitos estão sobrevivendo ao câncer e levando vidas saudáveis e produtivas“.
Frieden enfatizou que a prevenção do câncer ou sua detecção em uma fase adiantada continuam sendo “extremamente importante” porque isso ajuda que alguns tipos de câncer possam ser tratados com eficácia.
Acrescentou que “não fumar, fazer atividade física regular, consumir alimentos saudáveis e moderar a ingestão de bebidas alcoólicas podem reduzir o risco de muitos cânceres“.
Fonte: da EFE para Folha.com, em Equilíbrio e Saúde. Março, 11, 2011.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: março 15, 2011
Pesquisas já confirmaram que o brócolis pode ser extremamente benéfico para a saúde e possui diversos nutrientes. Ele é rico em vitaminas C e A, folato, proteínas, cálcio, ferro, fibras, etc. Além de ser nutritivo, o brócolis é um aliado potente na luta contra o câncer e pode ajudar a reduzir a incidência de diversos tipos da doença.
Até pouco tempo não se sabia por que o brócolis (assim como outros vegetais crucíferos, como a couve-flor) tem esse potencial de prevenção contra o câncer. Um estudo recente, realizado na Universidade Georgetown (EUA), descobriu que um composto presente em vegetais crucíferos – o isotiocianato – bloqueia o gene p53, associado ao crescimento do câncer.
Os pesquisadores analisaram em laboratório os efeitos do isotiocianato no gene P53 em células cancerígenas de diversos tipos de câncer, como o de pulmão, mama e cólon. Os resultados mostraram que o isotiocianato tinha a capacidade de remover o gene p53 defectivo, deixando que apenas versões saudáveis desse gene permanecessem.
Se pesquisas futuras confirmarem esses resultados, a descoberta poderia abrir portas para novas terapias de tratamento e prevenção do câncer.
O estudo foi publicado no Journal of Medicinal Chemistry.
Fonte: Portal boaSaúde. Março, 15, 2011.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: março 15, 2011
Os cientistas do Centro Integral do Câncer na Universidade de Michigan identificaram um possível tratamento para um tipo agressivo de câncer de próstata, segundo um artigo publicado nesta quarta-feira pela revista Science Translational Medicine.
Um gene chamado SPINK1 poderia ser para o câncer de próstata o que o HER2 se tornou para o de mama, segundo os cientistas.
Da mesma forma que o HER2, o SPINK1 se encontra somente em um pequeno subgrupo de cânceres de próstata, em cerca de 10% dos tumores.
No entanto, o gene é o alvo ideal para um anticorpo monoclonal, do tipo Herceptin, que combate o HER2 e melhorou muito o tratamento deste tipo agressivo de câncer de mama.
Neste ano, 217,730 mil pessoas nos Estados Unidos serão diagnosticadas com câncer de próstata e 32,05 mil morrerão pela doença, segundo a Sociedade Americana do Câncer.
“Já que o SPINK1 pode surgir na superfície das células atraiu nossa atenção como um alvo terapêutico“, explicou o autor do estudo, Azul Chinnaiyan, diretor do Centro para Patologia Translacional de Michigan, e investigador no Instituto Médico Howard Hughes.
“Demonstramos que um anticorpo que ‘bloqueia’ o SPINK1 poderia tornar mais lento o crescimento dos tumores de próstata em ratos que tiveram reação positiva para a proteína SPINK“, disse Chinnaiyan.
Os pesquisadores descobriram, além disso, que o SPINK1 pode se atrair por um receptor EGFR. Os cientistas testaram um composto que bloqueia o EFGR, chamado cetuximab, e que já está aprovado pela agência reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, e perceberam que este também reduzia os efeitos cancerígenos do SPINK1.
Em seus experimentos, os pesquisadores usaram ratos para testar um anticorpo monoclonal, um tipo de tratamento dirigido, desenhado para buscar uma molécula específica (neste caso a SPINK1).
Depois testaram o cetuximab. Os tumores tratados com o anticorpo do SPINK1 diminuíram em 60%, ao mesmo tempo em que os tumores tratados com cetuximab se reduziram em 40%. Com a combinação de ambos os compostos os tumores encolheram 74%.
O efeito foi observado somente nos tumores que apresentam o SPINK1, que são aproximadamente 10% dos pacientes com câncer de próstata.
Outros estudos anteriores que tinham observado os resultados do cetuximab para o câncer de próstata metastático tinham decepcionado e apenas 8% dos pacientes mostrou algum benefício.
Bushra Ateeg, cientista da Escola de Medicina da UM, indicou que “estes estudos deveriam estimular o desenvolvimento de tratamentos que se apoiam em anticorpos contra o SPINK1“.
O SPINK1 pode ser detectado na urina dos pacientes com câncer, o que facilita a realização rotineira de exames.
O estudo indica, no entanto, que os efeitos secundários foram limitados nos ratos e que serão necessários mais estudos para determinar se o tratamento nos humanos afetaria o tecido normal.
Fonte: da EFE para Folha.com, em Equilíbrio e Saúde. Março, 2, 2011.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: março 15, 2011
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele. A discussão sobre o câncer de próstata merece atenção especial: em contraste com a elevada incidência, percebem-se, por outro lado, altas taxas de cura dos pacientes quando a doença é detectada em fases iniciais.
Fique atento aos cuidados para prevenir o câncer de próstataAs ocorrências do câncer de próstata aumentam com a idade, sendo que um em cada seis homens com mais de 50 anos e até metade dos que têm mais de 80 anos apresenta câncer de próstata.
Um fato curioso é que os índices da doença são 11 vezes mais comuns em norte-americanos do que em japoneses que residem no Japão. Essa frequência, contudo, se iguala quando os japoneses passam a residir nos Estados Unidos, indicando que são fatores ambientais ou dietéticos, e não só a hereditariedade, os responsáveis pelo fenômeno.
Diferenças no consumo de gordura animal talvez expliquem essas variações geográficas, já que a ingestão de alimentos com alto teor de gordura é elevada nos países ocidentais e baixa nos orientais.
Além da dieta, quem possui antecedentes familiares de câncer de próstata tem maior chance de desenvolver a doença. Os riscos aumentam gradativamente quando um parente de 1º grau (pai ou irmão) é acometido pelo problema, aumentando a probabilidade, frequentemente, antes dos 50 anos.
O diagnóstico dos tumores é feito pelo toque da glândula, e também por meio de exames de sangue que irão medir o PSA. Os exames são de extrema importância e precisam ser desmistificados para que os índices de diagnóstico precoce aumentem, chegando até a 85%-90% de cura.
Durante o exame, quando o médico detecta áreas de maior consistência na glândula e/ou elevação dos níveis séricos de PSA, os pacientes devem ser submetidos à biópsia da próstata. A biópsia, retirada de uma pequena quantidade do tecido para análise, permite diagnosticar e orientar o paciente com relação ao tipo de tumor. Essas alterações traduzem a presença de afecções benignas, infecção prostática, cálculos ou infartos.
O tratamento dos casos de câncer de próstata leva em consideração o tamanho do tumor, grau histológico e condições gerais de saúde do paciente. Os tumores localizados inteiramente dentro da glândula nem sempre precisam ser tratados, mas se for necessário, pode-se recorrer à cirurgia ou à radioterapia.
Quando o câncer atinge os locais em volta da próstata costuma-se indicar tratamento radioterápico associado à terapêutica hormonal. Já quando o tumor se estende para outros órgãos, a doença é tratada com hormônios.
Como os fatores que modificam as células e seu funcionamento, tornando o tumor maligno, ainda não são conhecidos, recomenda-se alimentação com baixo teor de gordura animal, além da realização dos exames periódicos anuais.
Fonte: por Luciano Nesrallah, Urologista do Instituto da Próstata e Doenças Urinárias do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, no portal O que eu tenho? Março, 12, 2011.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: fevereiro 2, 2011
Outras pesquisas já haviam sugerido anteriormente que os cães são capazes de farejar câncer de pele, de bexiga, de pulmão, de ovários e de mama.
Acredita-se que a biologia do tumor inclui um cheiro distinto, e uma série de estudos já usou cachorros para tentar detectá-los.
Os pesquisadores da Universidade Kyushu, no Japão, dizem que seria difícil e custoso usar cachorros em testes de rotina para detectar câncer, mas que o estudo poderia levar ao desenvolvimento de sensores eletrônicos no futuro.
Amostras
Na pesquisa, o labrador Marine, de oito anos, foi apresentado a cinco amostras, uma das quais era de um paciente com câncer e quatro de pessoas saudáveis.
Nos testes com amostras de hálito o animal detectou a amostra com câncer em 33 de 36 vezes. Com as amostras de fezes, o cachorro acertou 37 das 38 vezes.
Mesmo o câncer de intestino em estágio inicial foi detectado, o que é conhecidamente difícil.
Segundo alguns estudos, os testes mais comuns para detectar câncer de intestino, que tentam identificar pequenas quantidades de sangue nas fezes, revelam apenas um em cada dez casos em estágio inicial.
“Pode ser difícil introduzir o julgamento do faro canino na prática clínica por conta do custo e do tempo necessário para o treinamento do cão. A habilidade do faro pode variar entre os cães e também no mesmo cão em dias diferentes”, afirma o coordenador do estudo, Hideto Sonoda.
Nariz eletrônico
Algumas pesquisas anteriores já indicaram o potencial de um “nariz canino eletrônico” para a realização de testes para identificar o câncer pelo cheiro.
“O cheiro específico do câncer existe, mas os componentes químicos (que provocam o odor característico) não estão claros. Somente o cachorro conhece a resposta”, disse Sonoda à BBC.
“Por isso é necessário identificar os compostos orgânicos voláteis específicos detectados pelos cães para desenvolver um sensor precoce de câncer”, afirmou.
Segundo ele, porém, o desenvolvimento de um sensor do tipo ainda vai exigir tempo e novas pesquisas.
Fonte: UOL Bichos. Fevereiro, 1, 2011.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: fevereiro 2, 2011
A labrador Marine, 8, dá diagnósticos de câncer no intestino com 95% de acerto cheirando amostras de fezes.
Outros cães já tinham mostrado habilidades similares, mas não se sabe que substância, afinal, eles identificam.
Marine gosta tanto de correr atrás de bolinhas de tênis que se tornou uma “médica” brilhante só para brincar mais com elas.
Tudo bem que, no canil onde vive, no Japão, ela não chega a ser um Gregory House, aquele personagem de série de TV que, com meia dúzia de sintomas, descobre doenças raríssimas nos pacientes. Mas, na doença em que Marine se especializou, câncer de intestino, seus diagnósticos estão certos em mais de 95% dos casos.
A exemplo de House, Marine, uma labrador preta de oito anos, também não gosta muito de ver os pacientes: a cadela se concentra nas suas amostras de fezes. Fareja por um instante e, quando sabe que o sujeito está com a doença, senta-se em frente à amostra. Se ele estiver saudável, segue andando.
Marine deixou os cientistas japoneses da Universidade Kyushu muito intrigados. Eles não fazem ideia de qual é o composto químico que Marine identifica nas fezes (e também em sacos plásticos com o ar expirado pelos doentes, descobriu-se).
Cientistas suecos até conseguiram relacionar moléculas à base de carbono com câncer de ovário (leia abaixo), mas o grupo japonês não está muito esperançoso sobre o câncer de intestino. Nas palavras do médico Hideto Sonoda, “eu tenho alguns palpites, mas é difícil descobrir. Somente os cachorros sabem a resposta“.
A equipe de Sonoda vinha acompanhando vários relatos, nos últimos anos, de colegas cientistas pelo mundo sobre a capacidade canina de farejar vários tipos de câncer (como no pulmão, mama e ovários), com uma boa taxa de acertos (um estudo de 2004 mostrava 41% de acertos com câncer de bexiga).
Começaram, então, a treinar Marine em 2005. Colocavam-na para cheirar amostras de fezes de pacientes com câncer no intestino e de voluntários saudáveis. Ensinaram que, se ela sentasse só quando cheirasse amostras de doentes, ganharia o direito de brincar correndo atrás de uma bolinha de tênis.
Marine, uma cachorra especialmente entusiasta da atividade de gandula, deixou-se subornar com facilidade pelas bolinhas, e passou a sentar rapidamente ao farejar amostras “doentes”, ansiosa por brincar.
Os cientistas perceberam que ela tinha talento para a coisa. No começo de 2009, viram que ela já estava apresentando ótimos resultados. Acharam que era a hora de calcular seu nível de acerto.
Marine foi então apresentada a amostras (inéditas, para ela) de 48 voluntários com câncer no intestino e a 258 amostras de pessoas saudáveis. Errou em menos de 5% dos casos. Foi bem mesmo quando a doença ainda estava em estágio inicial, segundo artigo publicado agora na revista científica “Gut”.
Pode parecer promissor, mas existem, porém, dificuldades para utilizar cães em hospitais para fazer diagnósticos. Primeiro, o treinamento canino leva quase tanto tempo quanto uma faculdade de medicina humana. Marine levou quatro anos até estar craque – e a “vida útil” de um cão é bem menor do que a de um médico.
Além disso, apesar de Marine, na sua modéstia de quem só quer correr atrás de bolas amarelas, não saber disso, ela é muito melhor do que a maioria dos cães. A capacidade de farejar varia de cão para cão. E, mesmo que o cachorro seja um bom farejador, nem todos se entusiasmam com o treinamento (ou com bolinhas) como Marine.
Fonte: por Ricardo Mioto para Folha de São Paulo, no caderno Ciência. Fevereiro, 1, 2011.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: fevereiro 2, 2011
Método capta diferença de odor entre órgãos sadios e com câncer.
Ainda que tenham dificuldades para imitar a habilidade dos cães, os cientistas já estão conseguindo desenvolver mecanismos artificiais que utilizam o odor para diagnosticar o câncer.
Suecos criaram um sistema de detecção – um nariz eletrônico – que identifica com 92% de precisão o câncer de ovário em estágio inicial. O diagnóstico é possível porque órgãos afetados pelo tumor têm odor sutilmente distinto dos saudáveis por causa de algumas moléculas à base de carbono.
Seus responsáveis afirmam que, até agora, não havia nenhum método que detectasse com precisão esse tipo de câncer na etapa inicial.
“Em estágio inicial, o câncer de ovário pode ser curado em 90% dos casos. Mas as taxas de sobrevivência hoje estão abaixo dos 50% devido ao diagnóstico tardio“, diz o ginecologista Gyorgy Horvath, do Hospital Universitário Sahlgrenska (Suécia).
O câncer de ovário é o tumor ginecológico com diagnóstico mais difícil e com menor chance de cura.
Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), cerca de 75% dos cânceres desse órgão estão em estágio avançado na hora do diagnóstico.
O chefe do Serviço de Ginecologia do instituto, Luiz Figueiredo Mathias, relativiza o avanço representado pelo estudo e diz que as análises de sangue e de ultrassom, juntas, ajudam a diagnosticar a doença.
“É necessário valorizar alguns sintomas, como o aparecimento de uma vaga dor abdominal, a vontade de urinar com mais frequência e a sensação de ter o estômago cheio“, diz ele.
No entanto, a rapidez de diagnóstico – 20 segundos – do novo método é uma das vantagens que o tornam especialmente interessante.
“A sensibilidade variou um pouco dependendo do algoritmo escolhido. Esperamos chegar a cerca de 95% de precisão“, diz Horvath.
O nariz eletrônico tem previsão de lançamento no mercado internacional em 2015. E os estudos continuam: os pesquisadores querem agora testar o sistema em amostras de sangue e planejam aplicá-lo a outros tipos de câncer.
Fonte: por Denise Mota para Folha de São Paulo, no caderno Ciência. Fevereiro, 1, 2011.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: fevereiro 2, 2011
Mulheres que usaram hormônios antes ou no início da menopausa têm o dobro de risco de desenvolver câncer de mama em comparação àquelas que nunca usaram.
A conclusão é de um amplo estudo inglês, da Universidade de Oxford, com 1,13 milhão de mulheres entre 50 e 59 anos, que adotaram a TRH (terapia de reposição hormonal) combinada (estrógenos e progesterona).
Esse é mais um capítulo na polêmica novela da terapia hormonal. Em 2002, o estudo Women Health’s Initiative mostrou que a TRH aumentava os riscos de câncer da mama, mas dizia que ele surgia após cinco anos de uso.
Em 2009, outro estudo reduziu o período de segurança para dois anos. Desde então, há médicos indicando a terapia mais cedo, até antes do início da menopausa.
Publicado no The Journal of National Cancer Institute, o novo estudo inglês mostrou que entre as mulheres que nunca fizeram a terapia hormonal, a taxa de risco para o câncer foi de 0,3%.
O índice passou para 0,46% em mulheres que começaram a tomar os hormônios cinco ou mais anos após a menopausa começar. Já entre aquelas que adotaram a terapia antes ou até cinco anos após a menopausa, a taxa foi para 0,61%.
Segundo a autora principal do estudo, Valerie Beral Dame, professora de Oxford, o risco continuou aumentado em mulheres que tomaram a droga por menos de cinco anos. “A questão não é o intervalo de uso, mas o tipo de terapia hormonal que as mulheres usam.“. A terapia só com estrógeno demonstrou ter menos risco.
Para o ginecologista César Eduardo Fernandes, presidente da Sogesp (sociedade de ginecologia paulista), os benefícios da terapia hormonal ainda suplantam “folgadamente” os riscos.
Nos primeiros anos de menopausa, as mulheres sofrem uma aceleração do processo aterogênico, por conta da alteração do metabolismo das gorduras e dos açúcares, além de perda óssea.
“Os sintomas incidem nessa época. É quando as mulheres têm as ondas de calor, sono alterado, fadiga e irritabilidade. Essa é a época apropriada para entrar com a terapêutica hormonal“, diz ele.
O ginecologista Renato Kalil concorda. “Não tem jeito. Se a massa óssea está despencando e a qualidade de vida está piorando por conta dos sintomas, tem que entrar com a terapia hormonal.“.
Fernandes reconhece, porém, que o trabalho inglês “joga uma mácula” sobre os benefícios da terapia hormonal no início da menopausa.
Edmundo Baracat, professor da USP, diz que o estudo é importante, mas que os resultados precisam ser confirmados por outros para que haja mudança de conduta.
Linha do Tempo
Década de 1970
A terapia com estrógeno é associada ao aumento de risco de câncer do endométrio
Década de 1980
Surgem as terapias de reposição combinando estrógeno e progesterona, que não aumentam o risco de câncer do endométrio
Década de 1990
Boom da terapia hormonal; há a hipótese de que a reposição protegeria as mulheres de riscos cardiovasculares
2002
O primeiro grande estudo controlado sobre reposição hormonal é interrompido, porque foi observado aumento de casos de câncer de mama, tromboses e AVC nas mulheres que tomavam os hormônios
2006
Estudos observacionais sugerem que se a reposição for iniciada mais precocemente o risco cardiovascular diminui
2009
A Sociedade Americana de Câncer reduz para dois anos o período de segurança para tratamento com hormônio. Após esse período, o risco de câncer de mama aumenta
2011
Estudo britânico com mais de 1 milhão de mulheres na menopausa indica que quem inicia a terapia de reposição mais cedo tem risco mais alto de câncer de mama
Fonte: por Cláudia Collucci para UOL Equilíbrio e Saúde. Fevereiro, 1, 2011.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: fevereiro 2, 2011
Fumar durante a juventude pode aumentar o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama, de acordo com um estudo realizado pela pesquisadora Karin Michels, da Harvard Medical School.
O estudo mostrou que fumar antes da menopausa, especialmente antes de ter filhos, aumentou ligeiramente o risco de câncer de mama entre um grande grupo de mulheres que participaram do Nurse’s Health Study (Estudo da Saúde das Enfermeiras). Foi observado que o risco de câncer de mama é 18% maior entre aquelas que começaram a fumar antes de dar à luz seu primeiro filho e 4% maior para aquelas que começaram a fumar após o nascimento do primeiro filho, mas antes da menopausa.
No estudo foram observados 30 anos de dados sobre mais de 110.000 mulheres que faziam parte do Nurse’s Health Study. Ao todo, as participantes do estudo relataram 8.772 casos de câncer de mama invasivo durante esse período.
O câncer de mama é o tipo mais comum de câncer entre mulheres no mundo. Nos EUA o câncer de mama é a segunda causa mais comum em número de mortes, perdendo apenas para o câncer de pulmão.
O fumo do tabaco contém diversas substâncias conhecidas que causam câncer, porém estudos anteriores sobre a relação entre tabagismo e câncer de mama proporcionaram resultados inconsistentes e, por vezes, controversos. Os pesquisadores alegaram que essa era uma questão importante a ser observada, pois é difícil medir a exposição ao fumo durante toda a vida, uma vez que os danos do fumo ativo e passivo são praticamente impossíveis de serem distinguidos.
Câncer de mama no Brasil
No Brasil, o câncer de mama é a principal causa de morte entre as mulheres. Segundo dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), foram 11.735 óbitos no ano de 2008. Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver a doença, tais como ingestão regular de álcool, exposição a radiações ionizantes antes dos 35 anos, obesidade, primeira menstruação precoce, menopausa tardia, primeira gravidez após os 30 anos ou nuliparidade (não ter filhos), além de curto tempo de amamentação.
O histórico familiar também é um importante fator de risco, especialmente se uma ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) tiveram a doença antes dos 50 anos. Mas, apesar disso, o câncer de mama de caráter hereditário corresponde a apenas 10% dos casos.
Fonte: por Marcus Sousa Idmed, notícia produzida com informações do site BrestCancer.org e Instituto do Câncer. Janeiro, 31, 2011.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: fevereiro 1, 2011
Estudo pode ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos para vários tipos da doença.
Cientistas britânicos desvendaram como atua uma promissora droga contra o câncer, descoberta inicialmente em um cogumelo selvagem. A equipe da Universidade de Nottingham acredita que seu trabalho possa ajudar a tornar a droga mais eficiente e útil para o tratamento de uma ampla gama de cânceres.
A cordicepina, comumente usada na medicina chinesa, foi originalmente encontrada em um raro tipo de cogumelo parasita que cresce em lagartas.
O cogumelo Cordyceps, também conhecido como cogumelo da lagarta, tem sido estudado por pesquisadores desde os anos 1950. Porém apesar do potencial mostrado pela droga, ela era rapidamente degradada no organismo.
Ela pode ser administrada com uma segunda droga para evitar essa degradação, mas essa segunda droga pode provocar efeitos colaterais que limitam seu uso potencial.
Como consequência, os pesquisadores voltaram suas atenções para outras possíveis drogas contra o câncer, e a ação da cordicepina sobre as células humanas se manteve pouco estudada até hoje.
Tratamentos
“Nossa descoberta abrirá a possibilidade de investigar uma variedade de diferentes tipos de câncer que poderão ser tratados com a cordicepina”, afirma a pesquisadora Cornelia de Moor.
“Será possível prever que tipos de cânceres poderão ser sensíveis (à droga) e com quais outras drogas contra o câncer ela poderá ser combinada“, explica.
Segundo ela, “isso também pode servir como base para o desenvolvimento de novas drogas contra o câncer que atuam sob o mesmo princípio“.
Os pesquisadores também desenvolveram um método para testar o quão efetiva a droga é ao ser misturada com outras substâncias, o que poderá ajudar a resolver o problema da rápida degradação no organismo.
Proteínas
O estudo, publicado na revista especializada Journal of Biological Chemistry, observou dois efeitos sobre as células – em doses pequenas, a cordicepina inibe o crescimento descontrolado e a divisão das células, e em altas doses ela impede que as células se unam umas às outras, o que também inibe o crescimento.
Ambos os efeitos têm provavelmente o mesmo mecanismo por trás – uma interferência da cordicepina com a maneira como a célula produz proteínas.
Em doses baixas, a cordicepina interfere com a produção de RNAm (RNA mensageiro), a molécula que dá instruções sobre como montar uma proteína.
Em altas doses ela tem um impacto direto sobre a produção de proteínas.
“Este projeto mostra que podemos sempre voltar a fazer perguntas sobre a biologia fundamental de alguma coisa para refinar a solução ou resolver questões não respondidas“, afirma Janet Allen, diretora de pesquisa do Conselho de Pesquisas em Ciências Biológicas e de Biotecnologia, que financiou o estudo.
“O conhecimento gerado por esta pesquisa demonstra os mecanismos de ação da droga e poderá ter um impacto em um dos mais importantes desafios da área de saúde“, disse.
Fonte: Da BBC para o G1. Dezembro, 29, 2009.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: fevereiro 1, 2011
Mulheres que sofrem de enxaqueca podem ter pelo menos um consolo: o distúrbio que causa intensas dores de cabeça está associado a um risco menor de câncer de mama. Essa é a conclusão de um estudo publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention. A pesquisa foi feita com cerca de 3.400 mulheres de Seattle, Estados Unidos, que já tinham passado pela menopausa. Mais da metade tinha diagnóstico de câncer de mama.
Os resultados mostraram que aquelas com histórico de enxaqueca estavam até 30% menos propensas a desenvolver tumores de mama dependentes de estrógeno ou progesterona, a forma mais comum da neoplasia da mama, o que sugere que esses hormônios desempenhem papel significativo no desenvolvimento da patologia. Também se sabe que a enxaqueca em mulheres é, com freqüência, causada em razão de variações hormonais.
Fonte: Revista Scientific American Mente & Cérebro. Fevereiro, 4, 2009.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: fevereiro 1, 2011
Ligações entre doenças
Pessoas com Mal de Alzheimer podem ter menor risco de desenvolver câncer. E pacientes com câncer teriam chances menores de desenvolver Alzheimer. A relação entra as doenças foi descrita em artigo publicado no site da revista Neurology, publicação da Academia Norte-Americana de Neurologia.
“Descobrir as ligações entre essas duas condições poderá nos ajudar a compreendê-las melhor e a abrir novos caminhos para possíveis tratamentos“, disse Catherine Roe, da Escola de Medicina da Universidade Washington em Saint Louis, uma das autoras do estudo.
Demência versus câncer
Os pesquisadores analisaram 3.020 pacientes com mais de 65 anos, que foram acompanhados por uma média de cinco anos cada um, de modo a verificar se desenvolviam demência e por uma média de oito anos para observar o desenvolvimento de tumores.
No início do estudo, 164 pessoas (5,4%) estavam diagnosticadas com Alzheimer e 522 (17,3%) com câncer. Durante a pesquisa, 478 pessoas desenvolveram demência, característica associada à doença de Alzheimer, e em 378 houve nova manifestação de câncer invasivo.
Chances menores
De acordo com o estudo, para aqueles que tinham Alzheimer no início da pesquisa, o risco de desenvolver câncer foi reduzido em 69% em comparação com aqueles que não tinham Alzheimer.
Para indivíduos caucasianos que tinham câncer no começo do estudo, o risco de desenvolver Alzheimer foi reduzido em 43% em relação àqueles que não tinham diagnóstico de câncer. Os resultados, segundo os pesquisadores, não foram evidentes para grupos minoritários.
Fonte: Agência Fapesp para o Diário da Saúde. Janeiro, 12, 2010.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: fevereiro 1, 2011
A observação de que a incidência de diversos tipos de câncer é menor em pacientes tratados com medicamentos antipsicóticos abre uma nova linha de pesquisa na oncologia. Um estudo publicado no periódico International Journal of Cancer mostra que a droga pimozida, usada no tratamento da esquizofrenia e na síndrome de Tourette, foi eficaz contra tumores de mama, pulmão e cérebro, em experimentos realizados in vitro. Os pesquisadores da Universidade do Sul de Gales, no Reino Unido, suspeitam que o princípio ativo mate as células cancerígenas por meio do bloqueio da síntese e do transporte de colesterol, componente essencial para a divisão celular acelerada dos tumores. Os cientistas obtiveram resultados semelhantes em testes com outro antipsicótico, a olazapina. Segundo os autores do estudo, as doses usadas nos experimentos foram bem menores que as indicadas para pacientes psiquiátricos, o que pode resultar em efeitos adversos mais amenos. A próxima etapa da pesquisa deve ser realizada em animais.
Fonte: Revista Scientific American Mente & Cérebro. Outubro, 16, 2009.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: fevereiro 1, 2011
A cada dois dias, um profissional de enfermagem de São Paulo é acusado de erro durante atendimento. Foram 980 queixas entre 2005 e 2010 (250 delas no ano passado). Os dados são do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP). Em 20 desses casos, a falha resultou na morte do paciente ou em danos definitivos.
O balanço foi divulgado ontem (31), em meio à denúncia de que uma criança de 1 ano teve parte do dedo mindinho decepada por uma auxiliar de enfermagem do Hospital do Mandaqui, administrado pelo governo, enquanto retirava um curativo. A auxiliar, afastada de suas funções, alega que o acidente foi causado por erro na forma como o curativo foi feito, segundo seus familiares. A menina deve ser encaminhada nesta semana para o setor de reimplantes do Hospital das Clínicas, informou o governo.
O presidente do Coren, Claudio Alves Porto, não soube dizer quantas denúncias terminam em punições para profissionais de enfermagem. “Em todos os casos é instaurado procedimento administrativo. O profissional e a instituição são investigados e têm direito à defesa. Se comprovada falha na instituição, a denúncia é levada ao Ministério Público. Se o erro é do profissional, ele é punido”. Ele culpa a escalada de erros de enfermeiros e técnicos e auxiliares de enfermagem à má formação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: da Agência Estado para o UOL Ciência e Saúde. Fevereiro, 1, 2011.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: janeiro 27, 2011
Cirurgiões do hospital Germans Trias i Pujol, em Barcelona, desenvolveram um gel de plaquetas que restitui o volume da mama após a extração do tumor, colocado no mesmo ato cirúrgico e permite conservar o formato do peito.
A técnica, elaborada em colaboração com o Banco de Sangue e Tecidos da Universidade Autônoma de Barcelona, é pioneira no mundo e já foi aplicada em 50 mulheres com bons resultados, como informa a centro em comunicado.
O tratamento é fruto de um projeto de pesquisa liderado pelo cirurgião Joan Francesc Julián e constitui uma nova tecnologia aplicada à cirurgia que não requer reconstruções posteriores, nem a colocação de próteses mamárias para atenuar o vazio gerado pela extração de um tumor mamário.
Conforme os médicos, as plaquetas são obtidas do sangue de um doador e com elas é elaborado um gel com uma consistência similar à da mama, que restitui o volume e regenera paulatinamente as fibras de colágeno perdidas.
Embora circulem pelo sangue, as plaquetas não são células, mas fragmentos celulares, de modo que embora sejam de um doador não geram rejeição do receptor. Além disso, contêm fatores de crescimento e imunomoduladores que aceleram a reparação e regeneração do tecido.
Atualmente, sete de cada dez mulheres que têm câncer de mama precisam de uma tumorectomia ou extração do tumor, enquanto três de cada dez precisam de mastectomia, que representa a extração total do seio.
No caso das tumorectomias, até agora não se reconstruía a mama no momento da extração do tumor, mas posteriormente, e uma vez surgida uma deformidade, se recheava a área com ácido hialurônico e gordura da paciente, mas nem sempre com os resultados esperados.
A nova tecnologia foi patenteada pelas três instituições envolvidas no projeto, o hospital e o instituto Germans Trias, a Universidade Autônoma de Barcelona e o Banco de Sangue e Tecidos.
Fonte: da EFE para o UOL Equilíbrio e Saúde. Janeiro, 26, 2011.
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Publicado por: Ricardo Menacker em: janeiro 22, 2011
Esta é a semana em que marcamos 100000 visitantes. O primeiro post, em julho 8, 2009, ganhou outros 714 até o momento. E assim seguimos. A você, visitante, desejo sorte. Encontre seu caminho, encontre a cura. Nunca perca a esperança! Boa sorte!
Publicado por: Ricardo Menacker em: dezembro 23, 2010
Por Ricardo Menacker
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Feliz Natal