Virgem em Câncer

Radioterapia no Câncer de Mama II

Posted on: setembro 30, 2009

Como pode ser feita a radioterapia para o câncer de mama?
As técnicas de radioterapia foram desenvolvidas de forma que a paciente possa receber o tratamento de uma fonte externa na técnica chamada de telerradioterapia, ou de fontes de radiação implantadas na mama, na técnica chamada de braquiterapia. Por uma questão de clareza e simplicidade, referiremo-nos à técnica de telerradioterapia chamando-a apenas de radioterapia, uso comum e consagrado na prática médica diária.

A radiação pode ser dada à mama intacta, à mama operada em que foi feita uma cirurgia conservadora ou à parede torácica, após cirurgia radical de mama. Cada uma das indicações tem vantagens e desvantagens próprias e só com o estudo detalhado das condições da paciente e dos resultados esperados do tratamento que cada uma das técnicas pode ser indicada.

O radioterapeuta, ou radio-oncologista, é o médico que planeja e executa o tratamento radioterápico. No Brasil, o radioterapeuta é um médico que passou por um período de treinamento em serviço de radioterapia de no mínimo dois anos. Após isso, ele é reconhecido como médico radioterapeuta pelo Ministério da Educação, ou pela Associação Médica Brasileira. É necessário, além do trabalho do radioterapeuta, o auxílio de diversos profissionais, como físicos, físicos-médicos, engenheiros e técnicos especializados para o funcionamento de um serviço de radioterapia. Além das pessoas envolvidas em todo o processo, é necessário um edifício projetado especialmente para alojar o equipamento de radioterapia, o bunker, cujo custo pode ultrapassar o milhão de reais.

Modernamente, a radiação pode ser entregue aos tecidos da mama durante a cirurgia, através de um acelerador linear portátil ou de aceleradores convencionais. A técnica, ainda não amplamente difundida, chama-se radioterapia intra-operatória.

Quantas doses são necessárias para o tratamento de radioterapia?
No tratamento convencional, a mama inteira ou a parede torácica recebem uma dose de 46 a 50 Gy (Grey, unidade de medida de radiação ionizante). A dose é dividida em 25 a 28 frações, uma fração por dia, 5 dias por semana. A quantidade de radiação dada por fração de 1,8 a 2 Gy. Recentemente, o regime de fracionamento convencional apresentado acima foi testado em comparação a esquemas mais curto, de 13 a 15 doses, no START Trial A e B.

Quando é feita cirurgia conservadora da mama, após a dose convencional, um dose adicional de 10 a 15 Gy pode ser dada sobre a área da cicatriz, que é o local da mama mais sujeito a recorrência do câncer. Normalmente, um feixe de elétrons é utilizado na técnica. A dose adicional oferece maior controle da doença, especialmente em mulheres mais jovens.

Fonte: Blog Mastologia.

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4 Respostas to "Radioterapia no Câncer de Mama II"

Porque os blogs que falam sobre radioterapia não explicam que esta também causa efeitos colaterais como diarréia, vômito, muito sono, indisposiçaõ?

Gostei dos comentários maa acho que deveriam ser mais completos.

Tania, boa noite.

Você leu a razão do Blog? Leia “Sobre Virgem em Câncer e Lua na Esperança!“.

Trata-se de um blog, Tania. O conteúdo é gradualmente adicioná-lo na medida em que vejo na administração deste as buscas efetuadas. Para informação completa, surigo uma boa conversa com um oncologista. Sou publicitário. Não sou médico … Contudo, leio muito e bastante e por vocação solidária decidi fazer Virgem em Câncer e Lua na Esperança!

Te desejo grande sorte em sua busca!

Abraços,

Ricardo Menacker
Virgem em Câncer e Lua na Esperança!

http://www.virgemcancer.wordpress.com

Blog para neófitos em neoplasia maligna

Tania, boa noite.

Há algo que você deve ter ignorado. A multiplicidade de tipos de câncer, drogas utilizadas, tipo de tratamento, fases da doença e estado clínico do paciente sugerem que, inclusive, a mesma abordagem pode provocar reações distintas em pacientes. E esta é a observação mais coerente que devo lhe apontar. O caso é empírico. Conheço uma senhora que passou por um ano de quimioterapia neoadjuvante, seis meses em ciclos de 28 dias e seis meses seguintes em ciclos semanais. Esta senhora, usando medicamentos muito fortes, teve tolerância absoluta ao tratamento, não perdeu peso, não teve vômitos, nem tonturas, não apresentou quaisquer dos efeitos colaterais tão doídos e comumente citados por pacientes oncológicos em quimioterapia. Esta senhora tem 67 anos. Esta senhora irá começar radioterapia no próximo mês. Esta senhora é minha mãe.

E porque ainda não passamos pela radioterapia e porque você é a primeira pessoa a expor tais fatos, não tenho muito a lhe dizer. A esmagadora maioria de pacientes em radioterapia pouco passam pelo que acaba de relatar.

Reitero: a natureza, gravidade e duração dos efeitos colaterais depende dos órgãos que receberam a radiação, do tipo de tratamento, e do paciente. A maioria dos efeitos colaterais é previsível e esperada. Efeitos colaterais da radiações geralmente são limitados à área do organismo sob tratamento. Tais efeitos podem ser imediatos ou tardios. Dependem do tipo de radiação. Se superficial, semiprofunda, profunda ou braquiterapia, cada qual tem um efeito, e estes efeitos das radiações são bem tolerados, desde que sejam respeitados os princípios de dose total de tratamento e a aplicação fracionada.

Quando imediatos, manifestam-se clinicamente por anovulação ou azoospermia, epitelites, mucosites e mielodepressão e devem ser tratados sintomaticamente, pois geralmente são reversíveis. Os efeitos tardios são raros e ocorrem quando as doses de tolerância dos tecidos normais são ultrapassadas. Os efeitos tardios manifestam-se por atrofias e fibroses. As alterações de caráter genético e o desenvolvimento de outros tumores malignos são raramente observados.

Os efeitos colaterais agudos comuns incluem cansaço, náuseas, particularmente se o abdômen superior estiver sendo irradiado, e perda de cabelo se os feixes passarem pelo escalpo. Geralmente não é permanente, embora possam ocorrer falhas onde o cabelo não volta a crescer se a radioterapia é dada em doses relativamente altas para o tratamento de tumor no cérebro. A medula óssea, a fábrica de células sangüíneas, também é muito sensível à radiação. Fadiga geral e outros efeitos colaterais agudos podem, às vezes, interferir significativamente na vida normal, contudo, como já disse, a grande maioria dos pacientes apresenta apenas leves efeitos colaterais.

Sinto muito. Você está numa parcela diminuta que sofre efeitos colaterais agudos da radioterapia.

Te desejo grande sorte no tratamento. E que, numa eventual segunda visita, relate o restabelecimento de sua saúde e pleno vigor de suas atividades.

Boa sorte!

Ricardo Menacker
Virgem em Câncer e Lua na Esperança!

http://www.virgemcancer.wordpress.com

Blog para neófitos em neoplasia maligna

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O excelente texto aborda de forma clara e precisa todos os aspectos do tratamento: cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapias combinadas e efeitos colaterais. Relaciona, inclusive, diversos tipos de câncer e porcentagem de indivíduos livres da doença após cinco anos de tratamento.

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Sou publicitário. Não sou médico.

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A Terapia Nutricional com Vitaminas Antioxidantes e o Tratamento Quimioterápico Oncológico
O artigo aponta os principais benefícios encontrados com a administração concomitante de vitaminas antioxidantes e drogas antineoplásicas.


A Importância da Alimentação
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Câncer, faça valer os seus direitos
A legislação brasileira assegura aos portadores de câncer alguns direitos, este guia irá ajudá-lo a exercer esses direitos.


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Da origem ao fim do câncer
From the origin to the end of cancer


O documentário aborda o Método Kovacsik, desenvolvido Estevam Kovacsik para tratamento e cura do câncer através da radiestesia. Realizado em 2007, o diretor, Daniel Kovacsik, bisneto de Estevam, resgata a memória do tempo e nos mostra a visão simples e prática dum tratamento que não mais requer drogas nem cirurgias. Da origem ao fim do câncer, de Daniel Kovacsik. São Paulo, 2007, DVD, cor, 98’

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O site Tumor Ósseo traz textos em profusão sobre o tema, abordando o assunto de forma clara e acessível.


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Em duas entrevistas, o Dr. Ricardo Felts de La Roca elucida pontos importantes sobre crescimento benigno e câncer de próstata.

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