EMN_9964A obesidade está relacionada com uma maior prevalência de câncer.

A União Internacional contra o Câncer, neste ano, está com uma campanha contra a obesidade, que tem como principal objetivo alertar a população sobre a prevenção da obesidade, desde a infância, pois uma criança obesa tem muito mais chances de se tornar um adulto obeso e vir a desenvolver o câncer.

Para a nutricionista Larissa Bussolaro, do Centro de Excelência em Tratamento Oncológico, o Neo Saúde, apesar de alguns tipos de cânceres serem hereditários, há alguns fatores como a obesidade, o fumo, dieta desequilibrada e a falta de atividade física que podem auxiliar no desenvolvimento da doença e, a obesidade, está relacionada com uma maior prevalência de câncer. “Existe um importante estudo publicado há mais de 20 anos, pela Sociedade Americana de Câncer, que indicou uma maior mortalidade por câncer entre indivíduos obesos, comparados com outros indivíduos com peso adequado“, destaca.

A nutricionista explica que o excesso de gordura pode acarretar mais substâncias no organismo que auxiliam o desenvolvimento dos tumores, pois há um aumento na massa adiposa, ou gordura, principalmente, a gordura abdominal, que está fortemente associada à resistência à insulina e a hiperinsulinemia.

Segundo ela, a insulinemia elevada significa que há uma produção excessiva de insulina pelo organismo. “Isto ocorre devido à gordura abdominal e à dieta rica em carboidratos refinados, como os pães brancos, massas em geral e açúcares“, diz.

Com o passar do tempo, a hiperinsulinemia acarreta a diminuição da sensibilidade dos receptores de membrana à insulina e, então, surge a resistência à insulina o que aumenta, ainda mais, a glicemia. “Isso provoca a dificuldade de penetração
da glicose para dentro das células e ocasiona um estresse oxidativo metabólico, aumentando o risco de desenvolver neoplasias, cânceres
“, explica a nutricionista.

Outro fator importante é que a hiperinsulinemia também pode afetar o papel dos hormônios sexuais que, se estiverem em níveis aumentados, também estão relacionados com um risco maior de câncer. “Algumas medidas que reduzem a insulina no sangue e a resistência à insulina, como a restrição calórica, o aumento da ingestão de fibras e exercícios físicos podem ter efeito preventivo ou retardar o crescimento de alguns tipos de câncer“, analisa.

A dieta ideal para prevenir o câncer
Larissa Bussolaro, nutricionista do Centro de Excelência em Tratamento de Câncer, o Neo Saúde, diz que há alguns alimentos que podem ser indicados para consumo devido ao seu alto poder de prevenção do câncer. “Temos diversas investigações epidemiológicas e experimentais que destacam que alguns alimentos têm efeito antitumoral devido a alguns tipos de substâncias“, declara Bussolaro, que completa ensinando que esses são alimentos conhecidos como “funcionais“, pois eles têm a função de melhorar as condições de saúde, promovendo o bem-estar das pessoas e prevenindo o aparecimento precoce de doenças degenerativas, como as cardiovasculares e o câncer. “Como exemplo dessas substâncias temos os flavonóides, as isoflavonas, os polifenóis, os carotenóides [licopeno, carotenos e luteína], os limonóides [limoleno], os tocoferóis, os fitosteróis, os glicosinolatos, o ômega 3, entre outros“, afirma Larissa.

Essas substâncias são encontradas em alimentos como os vegetais crucíferos, como o brócolis, repolho, couve-flor, nabo, agrião, rabanete, rúcula e couve. Além deles, temos o alho, as frutas cítricas e de outras variedades e os vegetais vermelhos, roxos, alaranjados e amarelados [uvas, jabuticabas, caqui, melancia, tomate e seus derivados, goiaba, cerejas, morangos, ameixas, mamão, pitanga, cenoura, pêssego e outros].

A soja e seus derivados também são grandes aliados. O chá preto e o chá verde estão na lista dos benéficos. Os peixes, principalmente os marinhos [sardinha e salmão], são os mais ricos em ômega 3. Para complementar, os óleos vegetais, como o azeite de oliva, o óleo de linhaça, as nozes e castanhas, complementam a lista dos alimentos benéficos.

Antioxidantes versus radicais livres
Larissa Bussolaro diz que os radicais livres, em excesso no nosso organismo, são os responsáveis por um aumento na incidência de câncer e no envelhecimento. “Eles são moléculas instáveis e roubam elétrons de outros lugares para se estabilizarem e os antioxidantes são os bloqueadores dos radicais livres diminuindo, assim, o risco de diversos tipos de câncer“, informa.

Os tomates e os produtos derivados dos tomates, como o suco, extrato e os molhos são a maior fonte de licopeno da dieta humana. Frutas como melancia, goiaba e a uva roxa, também são boas fontes de licopeno, porém, segundo a nutricionista, ainda temos outros exemplos de antioxidantes, como a Vitamina C encontradas nas frutas cítricas [laranja, limão, cidra, tangerina, maracujá, abacaxi e outros] e os flavonóides, encontrados nas frutas vermelhas [uvas, jabuticabas], no vinho tinto, no chá verde ou preto e no chocolate amargo.

Alimentação diferenciada para pacientes com câncer
No caso de pessoas que já tem diagnóstico de câncer é importante ter uma dieta diferenciada. “É muito importante reforçar que, quando temos câncer, muitas vezes, não podemos pensar em prevenção, temos que pensar em tratamento”, analisa Bussolaro. “A alimentação saudável, com frutas, hortaliças e cereais, por exemplo, também integram parte do tratamento, porém, existem certas ocasiões no tratamento do câncer que alguns alimentos ditos como ‘proibidos’ ou ‘restritivos’, acabam sendo consumidos devido a algumas situações especiais, como por exemplo, a anemia, muito comum no paciente oncológico“, explica.

Nesta situação, segundo a nutricionista, é dado preferência à carne vermelha, pois é mais rica em ferro. Em uma possível diminuição da imunidade durante a quimioterapia, as hortaliças e as frutas cruas são excluídas, sendo as cozidas, as que devem ser ingeridas pelos pacientes. “Durante o tratamento é importante um acompanhamento nutricional para que sejam dadas as orientações específicas para cada caso“, diz a especialista.

Dicas da nutricionista para uma dieta preventiva e saudável:
• Fazer uma alimentação variada, baseada em alimentos de origem vegetal, minimamente processados e ricos em fibras;
• Consumir cinco ou mais porções por dia de frutas e hortaliças variadas durante todo o ano;
• Ingerir mais de sete porções ao dia de cereais variados [pães integrais, arroz integral, quinua, aveia, massas integrais de uma forma geral], leguminosas [feijão, soja, ervilha, lentilha, grão de bico], raízes e tubérculos [cenoura e beterraba];
• Limitar o consumo de açúcares refinados, principalmente, as bebidas açucaradas;
• Evitar ou limitar o consumo de bebidas alcoólicas;
• Limitar o consumo de carne vermelha [gado, porco, carneiro e derivados], optando, preferencialmente, por peixes e aves;
• Limitar a ingestão de gorduras, principalmente, de origem animal, optando por quantidades moderadas de óleos vegetais [de preferência monoinsaturados, encontrados no azeite de oliva extra-virgem e óleo de linhaça];
• Limitar o consumo de alimentos salgados ou em salmouras, e o sal de cozinha;
• Usar ervas e especiarias para temperar os alimentos [alho, cebola, cheiro verde e outros];
• Evitar o consumo de alimentos queimados, fritos, defumados ou curados, preferindo os cozidos, assados ou grelhados [sem a chama direta, como em churrascos];
• Evitar bebidas com alta temperatura [por exemplo, chimarrão], pois está relacionada com alguns tipos de câncer, como o de esôfago.

Fonte: Artigo de Larissa Vigano Bussolaro, CRN/PR 5111. Nutricionsita da Clínica Neo Saúde

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