bandeira-do-brasilAntes não se pronunciava nem o nome. Era “aquela doença”. Hoje, segundo números do Instituto Nacional do Câncer, o câncer de mama atingiu em 2008 aproximadamente 49 mil brasileiras por ano e 830 no Espírito Santo. E a diferença entre os casos da rede pública e privada é gritante. “Setenta por cento dos casos de câncer na rede privada são precoces e tratáveis. Ao contrário do Sistema Único de Saúde (SUS), onde a mesma porcentagem é de mulheres com a doença em estágio avançado“, lamenta o médico. Infelizmente, ainda muitas mulheres morrem. “Às vezes, por morar longe e devido a falta de informação, quando chegam ao hospital a doença já está muito avançada“, diz o oncologista Roberto Lima.

A jornalista Lu Dressano é um exemplo da importância do diagnóstico precoce. Aos 39 anos, após a quarta gravidez, através um carinho do marido, perceberam algo estranho. “Fui ao médico, mas ele achou que não era nada. Demorou mais de um ano para detectar o câncer“, conta. A reação já é de se imaginar. “Um choque! Abri o resultado no centro de uma cidade grande. Minha cabeça travou. Eu quis morrer“, desabafa.

Depois de um ano de quimioterapia, radioterapia e uma cirurgia, que retirou um quadrante da mama, ela se recuperou. O carinho dos familiares também foi fundamental. “Minha família foi surpreendente cada um a sua maneira. Antes de eu ficar careca, cortei o cabelo curtinho. Meus filhos e marido cortaram do mesmo tamanho para me apoiar. Foi o maior barato“, lembra. O câncer chegou em um momento de estresse, fragilidade e muito trabalho. Segundo a jornalista, ela precisou passar por tudo isso. “Acho que me perdi emocionalmente e acabei ficando muito doente. Não adianta você resistir a nada. O que vem para a vida da gente precisamos aceitar e passar“, reflete.

Qual foi o período mais difícil? “Entender que eu precisa ser forte. Parei de trabalhar. Precisei ficar comigo. Saí do agitado para o zen. Aprendi a meditar, hoje faço ioga e passei a fazer atividades físicas no parque“, diz. Dez anos depois, ela escreveu um livro sobre o que viveu e presenciou naquele momento. “Superado tudo, as coisas foram acontecendo e transformou no Projeto Livro nos Hospitais“, explica. Atualmente, a Lu curte a fase de vovó e trabalha na terceira edição da obra.

Prevenção e tratamento
A mamografia deve ser iniciada aos 35 anos e, a partir dos 40, deve ser anual. “Para o tratamento, o primeiro passo é procurar um especialista. O tratamento básico é a cirurgia. Quando a lesão está pequena não se retira a mama toda. Em casos maiores, realiza-se a mastectomia – retirada da mama. Acima de 1 cm, é indicado fazer a quimioterapia. O tratamento também pode ser feito com radioterapia e hormonioterapia“, orienta o oncologista.

Causas
Estresse, uso de hormônio na pós-menopausa por longo período, má alimentação e excesso de gordura são algumas das causas do câncer de mama. O fator hereditário também conta. “Dez por cento das mulheres com câncer têm histórico familiar. É preciso estudar quatro gerações para ver se essa história familiar é muito forte. Se a mãe teve aos 40 anos, a filha, por exemplo, deve fazer o exame aos 30“, aconselha o médico.

Silicone e reconstituição
É bastante frequente a reconstrução da mama imediata nas mulheres que retiram todo o seio, feita com silicone ou um próprio músculo do corpo. Os resultados são muito bons, principalmente, em relação à auto-estima. Mas o médico alerta às siliconadas para o cuidado extra na hora da mamografia e faz uma ressalva ao exagero de vaidade. “A mulher deve pensar sempre no cuidado consigo mesma. A vaidade é importante, mas a saúde é mais ainda. O silicone tem uma estrutura metálica que dificulta a visibilidade de lesões iniciais na mama. Na verdade, o que interfere é o local da colocação“, observa. A dica do especialista é colocar o silicone por trás do músculo, pois dificulta menos a visibilidade no exame.

Fonte: Por Laila Magesk, da Gazeta Online. Junho, 2, 2009

O Blog Virgem em Câncer e Lua na Esperança! reúne sob diversas categorias e tags centenas de posts dedicados à busca da melhoria de qualidade de vida, e cura, de pacientes oncológicos, bem como prevenção. Contudo não trata o Blog do que não lhe é pertinente: fazer o papel de médicos especialistas. Procure sempre um especialista da área que busca informação. Informação é sempre a melhor ferramenta. Converse com seu médico.

Anúncios