Ofir Loyola 2409.JPGHá cinco anos a vida de Jacira Pereira começou a passar por diversas mudanças, desde que o marido dela, o aposentado Germano Pinheiro, foi diagnosticado com câncer de próstata. Moradora do município de São Miguel do Guamá, Jacira começou a viajar com frequência até Belém, para acompanhar o marido até o Hospital Ofir Loyola, onde faz tratamento, ou para marcar exames e consultas.

Ontem foi um dos dias em que Jacira veio sozinha para receber os resultados dos últimos exames de Germano e marcar a próxima consulta dele, agendada para o dia 26 deste mês. Dependendo desses resultados, o aposentado talvez precise reiniciar o tratamento com radioterapia, que já fez por duas vezes ao longo desses cinco anos.

Pelos corredores do Ofir Loyola, Jacira ouviu comentários sobre os pacientes que vão ter que viajar para outros Estados para fazer radioterapia, e ficou temerosa com a possibilidade de seu marido também precisar viajar. “Se eles encaminharem e derem condições da gente ir, tudo bem, mas senão, vai ser muito difícil. Eu não sei se ele ia querer ir”.

Mesmo com Germano não estando entre os 150 pacientes do Ofir Loyola que têm a possibilidade de ir fazer radioterapia em outro Estado, o sentimento de apreensão de dona Jacira é o mesmo despertado na maioria das famílias de pacientes que estão nessa situação. “Eles estão animados em poder se tratar em outro Estado, porque aqui não tem a mínima condição, mas ao mesmo tempo estão temerosos. Até o medo de viajar e depois não conseguir voltar eles têm”, conta Ana Klautau, presidente da Associação Voluntariado de Apoio à Oncologia (Avao), que ontem esteve com alguns dos pacientes que poderão viajar para fazer o tratamento radioterápico.

Klautau, que juntamente com os outros voluntários da Avao auxiliam pacientes do Ofir Loyola há quase 10 anos, considera que o encaminhamento de pacientes para outros Estados é uma medida coerente diante da situação em que o hospital se encontra, mas não deixa de ser “uma tristeza” ter que chegar a esse ponto.

Segundo o diretor do hospital, Paulo Soares, diversos equipamentos novos estão comprados, entre eles um novo simulador, um acelerador linear e um novo aparelho de braquiterapia. A previsão é de que, até o final de outubro, esses novos aparelhos já estejam prontos para ser usados.

A assessoria de imprensa do hospital informa que cerca de nove mil atendimentos por mês são feitos no parque radioterápico do Ofir Loyola.

Fonte: Diário do Pará. Agosto, 8, 2009

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