Por Ricardo Menacker

Caos

Dormi às 3, acordei às 7. Pela manhã, fui ler as notícias do dia. E ver as notícias do dia. Fui despertado pelas agruras que pacientes do Hospital Ofir Loyola estão passando no “Bom Dia Brasil”, da Rede Globo. Parti para pesquisas na rede e pude ver que a situação tem se arrastado por muito tempo em Belém, PA. Sou completamente solidário aos familiares e pacientes que buscam tratamento adequado e digno, bem como ao valoroso trabalho de Ana Klautau Leite, presidente da Associação Voluntariado de Apoio à Oncologia, Avao. Curioso notar como um hospital considerado como referência no tratamento oncológico nas regiões Norte Nordeste chega tal ponto.

Também não encontrei mais referências sobre a conclusão do Hospital do Câncer Infantil do Ofir Loyola, em obras desde a época do governo Almir Gabriel, ou sobre a operacionalização de uma nova unidade de tratamento contra o câncer no Hospital Universitário Barros Barreto, cujas obras terminaram, já possuem equipamentos necessários, mas necessitam de profissionais especializados para pleno funcionamento. Foi o que li nas publicações locais.

O Hospital João de Barros Barreto está localizado na rua dos Mundurucus, bairro do Guamá, periferia de Belém. O hospital conta com 300 leitos credenciados pelo Sistema Único de Saúde, mas apenas 260 estão sendo usados para o atendimento dos pacientes nas especialidades que fazem parte do perfil do Hospital. Quarenta leitos estão sem utilização porque a reforma da enfermaria ainda não foi concluída.

A reforma do Hospital João de Barros Barreto é uma incógnita para mim. De acordo com o Sindmepa, Sindicato dos Médicos do Pará, no Diário do Pará de 8 de agosto de 2009 a reforma está acabada. Contudo, no dia anterior o mesmo Sindmepa, no site da instituição, afirma que a enfermaria do João de Barros Barreto não está pronta. Acabou? Não acabou?

De tão longe e de tão perto espiamos tudo. De tão longe ou tão perto expiamos tudo.

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