Por Ricardo Menacker

Sentimento, solidariedade e amor se juntam num dia do ano na forma duma ação concreta idealizada para ajudar milhares de crianças e adolescentes com câncer: Mc Dia Feliz.

A vice primeira dama brasileira, Mariza Gomes; Marisa Letícia; Ronald McD, a primeira dama do DF, Flávia Arruda; e a presidente da Abrace, Ilda PelizCriado pelo McDonald’s no Canadá em 1977, o McDia Feliz foi realizado pela primeira vez no Brasil em 1988, em São Paulo. No ano seguinte, chegou ao Rio de Janeiro, e desde 1990, em todos os restaurantes da Rede McDonald’s no país.

S8300410Atualmente a campanha é coordenada pelo Instituto Ronald McDonald, que foi criado em em 8 de abril de 1999, pelo McDonald’s com o apoio de instituições ligadas ao combate ao câncer infanto-juvenil. O principal objetivo do Instituto é contribuir para aumento do índice de cura do câncer em crianças e adolescentes. Para se mensurar a dimensão do do McDia Feliz, no final da década de 80 o índice de cura da doença chegava a apenas 15% dos pacientes. Hoje, 20 anos depois, 85% dos pacientes obtém êxito se o câncer for diagnosticado precocemente. E tratado. McDia Feliz existe para dar apoio às instituições de tratamento. Desde 1988, a campanha já doou cerca de R$ 90 milhões a instituições sociais brasileiras.

Pedindo a McOferta número 1 ou apenas o Big Mac, você já participa do McDia Feliz, que ocorre no último sábado do mês de agosto. Assim, em 2010, prepare-se para comer Big Mac dia 28. 28 de Agosto de 2010 tem McDia Feliz novamente!

Fernanda Takai e DungaNo último dia 29 de Agosto, atores, cantores, atletas, políticos e empresários participaram do McDia Feliz, a maior campanha de mobilização social contra o câncer infanto-juvenil no Brasil. Do presidente da rede McDonald’s no país, Marcelo Rabach, à primeira-dama, Marisa Letícia; do técnico da seleção brasileira de futebol, Dunga, ao atleta paraolímpico Clodoaldo Silva; da cantora Fernanda Takai, à dupla Pedro e Thiago; da atriz Isabel Fillardis, do ator Daniel Marques, da atriz Cristiane Machado, do ator Luigi Matheus a … uma constelação; em todos a tônica era apenas uma: solidariedade.

Casa RonaldE vale lembrar que o ato solidário pode ser contínuo. Certa vez, terna amiga qual Dona Madre Tereza de Calcutá, mas sem mantos e que trato qual minha madre, respondeu uma pergunta. Minha tia-madre organiza anualmente sacolas de Natal para centenas de crianças carentes dos bairros periféricos de Santos, SP, e região. Um par de sapatos, roupas, doces, brinquedo e material escolar para o próximo ano letivo compõe a sacolinha de Natal. Os voluntários chegam de partes diversas. Alguém diz para minha Tia Creuza que quer vestir duas crianças ou três ou uma. Bom coração, ingrediente fundamental do ato voluntário. Um dia, uma pergunta feita de forma jocosa e arrogante ganhou uma resposta muito simples. Mas é só no Natal que vocês ajudam? E o resto do ano não fazem nada? Quem perguntava queria estimular discussão improfícua, ao dissuadir os de bom coração que as sacolinhas de Natal eram nada diante do ano todo e que o assistencialismo gerava indolência naqueles necessitados. E o resto do ano não fazem nada? A Tia respondeu: filho, você pode fazer mais. Você pode participar agora com a sacolinha de Natal vestindo uma criança e pode acompanhá-la durante o ano todo doando cestas básicas para a família desta criança que escolheu. O moço perguntador-atiçador-atacador sumiu. Sequer vestiu uma criança naquele ano. O nome do moço, o rosto do moço, as coisas do moço sumiram da cabeça. A situação vive. Fica como reserva, manancial pensativo para sempre presente e futuro. E essa digressão vem dizer uma coisa: se pensa que um só dia de atenção, McDia Feliz, é pouco para os outros todos dia do ano, consulte a lista das instituições beneficiadas com a campanha e seja um voluntário da casa que escolheu, ou contribua mensalmente com a quantia que puder.

Solidariedade não escolhe dia para existir.

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