Os sinais clínicos mais comuns do tumor colorretal incluem alterações do hábito intestinal, com alternância de diarréia e/ou prisão de ventre, dor e desconforto abdominal, presença de sangue e muco nas fezes, evacuações dolorosas, fraqueza, afinamento no calibre das fezes, perda de peso inexplicada, náuseas e vômitos e flatulência constante. Às vezes, porém, o único sintoma pode ser a presença de anemia sem causa determinada.

O surgimento do câncer colorretal está associado à presença de alterações genéticas que ativam genes específicos, relacionados com tumores, e desativam genes protetores da mucosa intestinal. Se a pessoa nascer com uma ou mais dessas mutações, será mais sujeita a desenvolver a doença ao longo de sua vida, sobretudo se essa predisposição for combinada a outros fatores de risco, como uma dieta pobre em fibras, vegetais e folato – uma vitamina do completo B – e rica em gorduras e carne vermelha, consumo excessivo de álcool, sedentarismo e tabagismo.

No conjunto, esses aspectos explicam a causa de 75% dos casos de câncer colorretal. Os demais 25% possuem história familiar desse tumor e/ou de síndromes hereditárias específicas que afetam o cólon ou, então, são portadores de doença inflamatória intestinal, como retocolite ulcerativa e doença de Crohn. Indivíduos com um ou mais parentes de primeiro grau com câncer colorretal têm aproximadamente o dobro da chance de desenvolver uma lesão maligna de uma pessoa sem esse histórico.

Fonte: Núcleo Educacional Científico do Grupo Fleury

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