O tratamento das lesões precursoras do câncer do colo do útero é individualizado para cada caso. Varia desde o simples acompanhamento cuidadoso, a diversas técnicas, incluindo a crioterapia (congelamento) e outras formas de cauterização, até retirada da área da lesão.

O tratamento do câncer propriamente dito depende do estágio e da extensão e do estado da mulher, mas, em geral, combina cirurgia para a remoção do útero e dos gânglios próximos com radioterapia e/ou quimioterapia para eliminar as células malignas e impedir seu desenvolvimento.

Hoje em dia, já é possível preservar parte do útero para quem ainda desejar engravidar – desde que, evidentemente, se trate de um tumor em estágio inicial e limitado ao colo. Nos casos mais graves, ao contrário, pode ser necessário retirar, além do útero, outros órgãos e estruturas pélvicas.

O fato é que, assim como ocorre no câncer de mama, quanto mais precoce for a detecção do tumor, menos complexa será a intervenção cirúrgica. Vale lembrar que tanto o diagnóstico de lesões pré-cancerosas quanto cancerosas, mesmo após adequadamente tratadas requerem um acompanhamento médico bem estrito para controlar o aparecimento de novas alterações do gênero.

A prevenção do câncer de colo de útero passa por cuidados para evitar a infecção pelo HPV, o que implica o uso de preservativo em todas as relações sexuais, a boa observação das medidas de higiene pessoal, a distância do tabagismo e, principalmente, o acompanhamento ginecológico uma vez por ano, após o início da atividade sexual.

A realização do Papanicolau, exame de alta eficácia e baixo custo, é fundamental, pois consegue identificar alterações celulares compatíveis com a infecção pelo HPV antes mesmo que haja alterações visíveis. No caso de existir infecção, convém esclarecer que o parceiro sexual também precisa ser tratado para garantir a erradicação do vírus e a proteção contra o câncer.

Outra medida preventiva de destaque é a vacinação contra o HPV, indicada para mulheres de 9 a 26 anos, de preferência antes de começarem sua vida sexual. A vacina protege contra subtipos do HPV responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo uterino e por 90% dos casos de verrugas genitais e deve ser aplicada em três doses, a segunda depois de um mês e a terceira depois de seis meses, com reforço após cinco anos.

Contudo, a imunização deve ser associada às demais medidas preventivas para aumentar a proteção contra o câncer – e jamais substituí-las –, uma vez que não dá cobertura contra outros subtipos do vírus e contra outras graves doenças sexualmente transmissíveis, como a aids, por exemplo.

Fonte: Núcleo Educacional Científico do Grupo Fleury

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