O tratamento depende do estágio da doença, do tipo de tumor e do estado geral da mulher. A cirurgia ainda é o método mais utilizado, mas, hoje em dia, não se adota mais a retirada total das mamas indistintamente. Para nódulos menores e sem comprometimento da axila, a cirurgia pode ser conservadora.

Os médicos geralmente combinam o procedimento a uma ou mais terapias para frear, de alguma forma, a disseminação da doença para outras regiões da mama ou outros órgãos. Entre as mais usadas estão a quimioterapia, que consiste na administração endovenosa de medicamentos para destruir essas células; a radioterapia, que aplica localmente radiação com a mesma finalidade; e a hormonioterapia, que bloqueia os hormônios femininos dificultando o crescimento das células tumorais.

Contra o câncer de mama, há pouco a fazer em termos de prevenção primária, até porque suas causas não estão bem esclarecidas. Ainda assim, a adoção de hábitos saudáveis sempre pode ajudar a reduzir o risco, como praticar atividade física, não ingerir bebidas alcoólicas com freqüência e controlar o peso, visto que a gordura é um local de depósito do estrógeno. Juntamente com tais cuidados, convém usar anticoncepcionais e terapia de reposição hormonal com parcimônia.

Na prática, contudo, o diagnóstico precoce ainda é a melhor arma disponível para reduzir a mortalidade por esse câncer. Afinal, quanto mais cedo se detecta o tumor, maior é a chance de tratá-lo com sucesso. Por essa razão, existe um consenso de que toda mulher, a partir dos 40 anos, deve se submeter anualmente a um exame clínico das mamas – realizado durante consulta a um ginecologista ou mastologista – e fazer mamografia.

O auto-exame periódico após a menstruação também é recomendável, por ser a chance de perceber alguma alteração mamária, principalmente nas pacientes mais jovens.

Fonte: Núcleo Educacional Científico do Grupo Fleury

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