Em geral o tumor cresce de forma silenciosa, sem sintoma clínico específico associado, principalmente nas fases iniciais, quando as lesões somente são encontradas por meio de métodos diagnósticos, como, por exemplo, as microcalcificações agrupadas que só são visíveis ao exame de mamografia. Este período apresenta a maior chance de cura.

Em fases mais avançadas, porém, o tumor costuma ser palpável e, muitas vezes, é detectado pela própria mulher ou em uma consulta ginecológica de rotina. Outros sinais clínicos que podem alertar a mulher incluem alterações no tamanho e na pele das mamas, que podem ficar com aspecto semelhante a uma casca de laranja, secreções sanguinolentas das aréolas e presença de caroços também nas axilas.

Como em muitos outros cânceres, a causa do tumor mamário ainda não está bem estabelecida. Existe uma associação entre predisposição genética e hábitos, como o aumento da exposição ao estrógeno, o hormônio que confere as características femininas. A mulher de hoje tem filhos mais tarde, em número menor que no passado, e não raramente entra na menopausa depois dos 50 anos, ficando mais tempo sob essa ação hormonal.

Além disso, outros fatores, como a história de tumor de mama ou de ovário, pessoal ou em parentes de primeiro grau – mãe e irmã –, presença de marcadores genéticos (BRCA 1 e 2), o consumo regular de álcool, ainda que em dose moderada e o próprio envelhecimento podem contribuir para o aparecimento da doença.

Fonte: Núcleo Educacional Científico do Grupo Fleury

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