O tratamento é individualizado e dependente do estágio clínico da doença, podendo usar isoladamente ou de forma combinada a cirurgia para a retirada da próstata, a radioterapia para reduzir as dimensões do tumor e eliminar as células malignas e a hormonioterapia, que bloqueia a ação dos hormônios masculinos com medicamentos ou mesmo com intervenções cirúrgicas, como a extração dos testículos.

A impotência sexual costuma ocorrer como resultado do tratamento em cerca de 50% a 80% dos casos, apesar de as cirurgias procurarem preservar a função erétil do indivíduo – algo mais viável em tumores menores, o que mais uma vez reforça a importância do diagnóstico precoce. Ainda assim, esse problema pode ser revertido com a variedade de recursos terapêuticos atualmente disponíveis.

Como as causas da multiplicação celular que provoca o câncer de próstata não são conhecidas, há pouco a fazer em termos de prevenção primária. De qualquer modo, algumas medidas contribuem para diminuir o risco de adquirir a doença à medida que os anos passam, como praticar exercícios físicos regularmente e manter uma alimentação saudável, pobre em gorduras de origem animal e rica em vegetais, verduras, grãos, cereais e frutas, notadamente os que contêm minerais como o selênio e antioxidantes como o licopeno, que exercem um papel comprovado na manutenção da saúde da próstata.

Contudo, a arma mais efetiva para o homem é visitar anualmente um urologista a partir dos 45 anos para rastrear a existência de lesões no estágio inicial, com exame clínico e dosagem de PSA. Para os afrodescendentes e os indivíduos com história desse câncer na família, o rastreamento deve começar mais cedo, a partir dos 40 anos. Nada muito diferente dos cuidados tomadas pelas mulheres da mesma faixa etária para prevenir e combater o câncer de mama.

Fonte: Núcleo Educacional Científico do Grupo Fleury