No estágio inicial, o câncer de próstata costuma cursar de forma lenta e quase sempre sem sintomas – o que aumenta a importância do rastreamento periódico para permitir o diagnóstico precoce. Os sinais clínicos em geral surgem numa fase mais avançada da doença e incluem necessidade freqüente de urinar, principalmente durante a noite, jato urinário fraco, dor e dificuldade na hora de urinar, presença de sangue na urina, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga após a micção, dificuldade de ter ereção, gânglios aumentados na virilha e dores na região pélvica.

Convém ponderar que os sintomas relacionados com a micção se devem mais diretamente ao aumento da próstata, que pode também ser decorrente de alterações prostáticas benignas.

Como ocorre em outros tipos de câncer, os mecanismos que determinam a multiplicação exagerada das células da próstata não são conhecidos, embora se saiba que haja o envolvimento genético e a participação dos hormônios masculinos, dos quais o tumor também depende para crescer. De qualquer forma, o já mencionado avanço da idade está comprovadamente associado ao aumento da probabilidade de desenvolver câncer de próstata, assim como a história familiar.

Quem possui parentes diretos que tiveram essa doença antes dos 60 anos, como pai e irmãos, apresenta um risco de adquiri-la de três a dez vezes maior que o restante da população masculina.

É oportuno lembrar que o tumor maligno de próstata também afeta mais os afrodescendentes que outras raças. A incidência da doença entre os negros é de 37%.

Fonte: Núcleo Educacional Científico do Grupo Fleury

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