Os principais sintomas do câncer pulmonar incluem tosse persistente, dor no peito, expectoração com sangue, falta de ar, chiado no peito, rouquidão e infecções pulmonares de repetição. Sintomas gerais como fadiga, perda de apetite e de peso e inchaço no pescoço e na face também podem estar presentes.

Ou seja, tratam-se de sinais clínicos muito semelhantes aos que o fumante já apresenta em conseqüência á sua exposição crônica a um dos maiores irritantes para os pulmões, que é o cigarro. A dica, portanto, é consultar regularmente um especialista para uma avaliação adequada dos sintomas pulmonares, sobretudo quando houver alguma modificação ou piora das queixas.

Como já mencionado, 90% dos casos de câncer de pulmão decorrem do tabagismo. O risco de morte por esse tumor é 22 vezes maior entre os fumantes do que entre as pessoas que nunca fumaram. Ocorre que, para se defender das agressões da fumaça e das 4 mil substâncias nocivas presentes no cigarro, a mucosa dos pulmões modifica suas características e adquire um aspecto mais grosseiro, semelhante ao da pele. Essa transformação se dá à custa de inúmeras alterações celulares, que podem gerar células anormais e com isto formam-se lesões locais e adjacentes.

Existem outros irritantes da mucosa pulmonar com potenciais riscos para câncer de pulmão, dentre eles destacam-se aqueles causados por exposição ocupacional a produtos químicos, especialmente arsênico, asbesto, berílio, radônio, níquel, cromo, cádmio e cloreto de vinila.

Além desses, somam-se fatores genéticos, como história familiar desse câncer, hábitos alimentares, associados ao baixo consumo de frutas e vegetais e o histórico de moléstias pulmonares prévias, como a tuberculose. A presença de cicatrizes deixadas por infecções pulmonares anteriores pode ser um gatilho para o desenvolvimento dessa doença.

Descartadas essas hipóteses, o câncer de pulmão deve ser considerado como de causa desconhecida.

Fonte: Núcleo Educacional Científico do Grupo Fleury

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