O tratamento depende do tipo, do tamanho e do estágio do tumor, assim como da idade da pessoa e de seu estado de saúde. Na maioria dos casos, porém, combina a retirada completa da tiróide – procedimento chamado de tiroidectomia total –, com ou sem a retirada de gânglios do pescoço. Na maioria dos casos de carcinomas papilíferos e foliculares, a cirurgia é seguida do tratamento com iodo radioativo, para destruir células tiroidianas e células cancerosas remanescentes.

Após esses tratamentos, o paciente é iniciado em terapia com hormônio tiroidiano, que serve não só para reposição hormonal mas também para evitar a recidiva do tumor. A radioterapia convencional tem indicação apenas em alguns casos e a quimioterapia não costuma ser utilizada para tratar esse tipo de câncer.

Pacientes com história de câncer de tiróide necessitam ser monitorados periodicamente. No monitoramento, é importante a avaliação clínica feita pelo médico, exames de imagem como a ultra-sonografia e a obtenção de marcadores tumorais, como a tireoglobulina no caso de tumores papilíferos e foliculares, e a calcitonina e o CEA no caso do carcinoma medular.

Como a herança genética e a história de exposição à radiação estão envolvidas com boa parte dos casos do câncer de tiróide, parece fundamental que a pessoa com qualquer um desses fatores de risco visite periodicamente o endocrinologista, que determinará o intervalo dos exames de rastreamento caso a caso. Quem desconhece essa informação deve, no mínimo, ter contato com um médico de confiança pelo menos uma vez por ano, na vida adulta, para um check-up geral.

Por último, vale lembrar que qualquer achado anormal no pescoço deve ser valorizado e corretamente esclarecido quanto antes. Em se tratando de câncer, as chances de cura são sempre maiores quanto mais precoce for o diagnóstico.

Fonte: Núcleo Educacional Científico do Grupo Fleury

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