A Polícia Civil afirmou no início da tarde desta sexta-feira ter prendido o chefe da organização que desviava medicamentos de hospitais públicos de São Paulo e revendia para hospitais e clínicas de 20 Estados e do Distrito Federal. Além do líder do grupo, foram presos seus três filhos e seu ex-genro. O prejuízo pode chegar a R$ 40 milhões, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.

Ainda de acordo com a polícia, Dahir Fernandes Filho aliciava funcionários dos hospitais e revendia os medicamentos roubados por meio de três distribuidoras pertencentes aos três filhos – duas mulheres e um homem – do suspeito, também presos nesta sexta. Era uma organização familiar, que contava ainda com a presença do ex-genro do suspeito.

A polícia ainda apreendeu medicamentos usados para o tratamento do câncer em residências pertencentes a Fernandes Filho, além da casa de dois de seus filhos.

No total, nove pessoas foram presas durante a operação, sendo uma presa em flagrante. Entre os presos estão donos de distribuidora de remédios, aliciadores e intermediários. Outras duas pessoas permanecem foragidas.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações da 2º delegacia Seccional Sul tiveram início em junho de 2007, após um roubo a farmácia do Hospital do Servidor Público, em que cerca de R$ 600 mil em medicamentos foram levados pelos criminosos. A Secretaria Estadual de Saúde afirmou que o prejuízo pode chegar a R$ 40 milhões para o órgão, durante todo o tempo de ação do grupo.

A polícia afirmou que a quadrilha agia no hospital Mário Covas, no Instituto do Câncer, no hospital do Servidor Público e em um posto de fornecimento no bairro da Vila Mariana. O medicamento roubado desses hospitais era revendido para 20 Estados e para o Distrito Federal, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública).

Em agosto deste ano já tinham sido presos outros sete funcionários dos hospitais suspeitos de roubar medicamento.

A operação – chamada Medula – teve início por volta das 6h, e visa cumprir 10 mandados de prisão, e outros nove de busca e apreensão contra suspeitos. Participam da operação 64 policiais civis e 50 agentes da Vigilância Sanitária. Às 13h30, a operação seguia em andamento.

Fonte: Folha Online, por Tatiana Santiago. Setembro, 18, 2009.

Anúncios