Com a restrição cada vez maior ao cigarro em locais públicos, os fumantes buscam alternativas como o cigarro eletrônico. O dispositivo, criado por fabricantes chineses, libera doses de nicotina e pode ser recarregado.

No entanto, a FDA – agência norte-americana que regula medicamentos e alimentos – informou, recentente, que o aparelho contém substâncias que podem causar câncer.

Ao contrário do que divulgam os fabricantes, que dizem que as baforadas liberam apenas vapor d’água, análises do governo dos EUA das duas marcas mais vendidas naquele país apontaram a presença de diversos componentes químicos tóxicos, como nitrosamina e dietilenoglicol.

Segundo a FDA, não foram feitas pesquisas que determinem a quantidade de nicotina e de outras substâncias tóxicas liberadas aos fumantes do cigarro eletrônico.

Já os fabricantes chineses dizem que os dispositivos eletrônicos substituem os cigarros comuns, mas sem a emissão das fumaças poluentes, e servem de paliativo para quem quer deixar de fumar, já que podem ser recarregados com cartuchos de diferentes teores de nicotina.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) diz ser contra o dispositivo e orientou os países signatários a proibir a venda. Em comunicado, a FDA afirmou que o cigarro eletrônico não foi submetido à aprovação nos EUA e que, por isso, a venda ainda não é proibida naquele país.

No Brasil, o cigarro eletrônico é ilegal, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), por não ter registro. O Inca (Instituto Nacional de Câncer) informa que não há comprovação dos benefícios.

Porém, mesmo contra a lei, o cigarro eletrônico é vendido em páginas brasileiras na internet e em lojas do comércio popular, como na rua 25 de Março, na região central de São Paulo.

Fonte: Corpo Saun. Julho, 27, 2009.

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