Uma mulher, após realizar uma cirurgia para remover um câncer de mama, normalmente recebe uma longa lista de recomendações. Entre elas, estão não levantar peso ou fazer qualquer esforço físico.

O objetivo é prevenir um linfedema, que é um inchaço de uma parte do corpo, mais comum nas extremidades (braço ou perna), devido a uma acumulação do fluido linfático.

Porém novos estudos, publicados na semana passada pelo The New England Journal of Medicine, apontam que a melhor recomendação seria, na maioria dos casos, o exato oposto: fazer exercícios físicos.

A pesquisa foi realizada com 141 pacientes de câncer de mama que tiveram linfedema. Metade continuou com as restrições tradicionais e o restante iniciou de forma lenta e progressiva um programa de levantamento de pesos – a musculação.

Para a surpresa dos cientistas, o grupo dos levantadores de peso teve menos recaídas e complicações do que aquelas que restringiram suas atividades.

Porém, as descobertas não significam que os pacientes devam descartar tudo que os médicos dizem sobre linfedema, que também pode ocorrer em outros tipos de câncer. Uma vez que nódulos linfáticos são danificados ou removidos nos tratamentos, o sistema linfático se torna menos eficiente quando ocorre algum trauma ou infecção e, assim, a dor e o inchaço do linfedema pode aparecer.

Enquanto a fisioterapia ajuda a diminuir os sintomas em algumas pessoas, outros pacientes nunca se recuperam totalmente.

Um editorial que acompanha o estudo na revista sugere que a política de se evitar esforço deva ser substituída pela recomendação de reabilitação, principalmente porque muitas mulheres precisam ignorar as restrições, já que têm filhos pequenos ou trabalhos que requerem serviços manuais.

Os especialistas advertem que as mulheres não devem se animar tanto e resolver criar um programa de exercício para si mesmas, quando estiverem se recuperando.

Elas devem perguntar aos médicos onde podem encontrar um centro de reabilitação ou fisioterapia que ofereça um programa de exercícios para pacientes que corram risco de desenvolver linfedema.

Fonte: Corpo Saun. Agosto, 21, 2009.

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