O câncer oculto de mama, ou carcinoma oculto da mama, é o nome dado à situação clínica em que existe metástase de adenocarcinoma em linfonodos axilares em mulher na qual não é encontrado nenhum tumor primário, na mama ou em outro órgão.

Estima-se que o câncer oculto de mama represente 0,3 a 1% de todos os cânceres de mama. Normalmente, a paciente busca atendimento por detectar aumento dos linfonodos axilares, ou uma massa de linfonodos fusionados. O exame físico comprova a existência de alteração na axila, e pode ser inespecífico em relação à mama. No caso de existirem alterações ao exame físico da mama, como nódulos, à histopatologia eles corresponderão a alterações benignas. A mamografia mostra os linfonodos aumentados e, assim como no exame físico, pode mostrar alterações radiológicas da mama que terão diagnóstico final de benignidade.

O diagnóstico de carcinoma oculto de mama é confirmado após a biópsia excisional do linfonodo ou massa de linfonodos, com resultado anátomo-patológico positivo para metástase de carcinoma. Os demais exames de imagem e endoscópicos permanecerão negativos para neoplasia. O tratamento cirúrgico da doença é feito com a linfadenectomia axilar da cadeia comprometida, e o estadiamento final em relação ao tumor é TxpN(1,2 ou 3)M0. O tratamento sistêmico segue o protocolo de tratamento quimioterápico de carcinoma de mama. A radioterapia das cadeias de drenagem segue a mesma indicação utilizada no câncer de mama: 3 ou mais linfonodos comprometidos, ou massa de linfonodos fusionados, ou extravasamento extra-capsular.

Fonte: Blog Mastologia.

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