O câncer de cólon é uma doença comum. A idade é o fator de risco mais importante, com um pico da doença próximo aos 75 anos. Entretanto, há outros fatores que aumentam a chance de desenvolvimento da doença em pessoas mais jovens, como história familiar.

São consideradas pessoas com risco para o desenvolvimento de câncer de cólon as que têm história familiar:

• de câncer de cólon em vários parentes de primeiro grau;
• de câncer de cólon num parente de primeiro grau diagnosticado antes dos 55 anos;
• de duas doenças hereditárias raras chamadas câncer colorretal hereditário (síndrome de Linch) e poliposes adenomatosas múltiplas – um grupo de doenças caracterizadas pela presença de inúmeros pólipos de cólon do tipo adenomatoso na biopsia.

Pessoas que pertencem a um destes grupos devem procurar o médico. A colonoscopia, exame endoscópico de todo o intestino grosso, é o procedimento mais adequado para realizar esta vigilância. À medida que causas genéticas vão sendo descobertas, a doença torna-se mais clara e marcadores genéticos também poderão ser usados para identificar pacientes de alto risco.

Há maior risco para os parentes de pacientes com câncer de cólon?
A história familiar de câncer de cólon é um fator de risco muito importante para o desenvolvimento de câncer do intestino grosso. O grau de risco depende de dois fatores: a idade à época do diagnóstico do câncer e o número de parentes afetados. O risco de desenvolver câncer de cólon triplica quando se tem um parente com câncer de cólon com menos de 55 anos e quadruplica nas pessoas com menos de 45 anos. O risco de desenvolver câncer de cólon é mais do que o dobro naqueles que têm dois parentes de primeiro grau afetados pela doença. Em vista destes dados, nos parentes de primeiro grau de pacientes com câncer de cólon, a avaliação deve se iniciar por volta dos 40 anos ou cinco anos antes da idade em que o parente mais jovem foi afetado. Neste caso, a colonoscopia deve ser realizada a cada 3 a 5 anos.

As poliposes adenomatosas múltiplas representam um alto risco de desenvolvimento de câncer de cólon. Praticamente todos os membros da família poderão desenvolver câncer de cólon se não tratados, já que o gene responsável pela doença foi identificado.

Os pólipos adenomatosos, que são uma condição pré-maligna, começam a aparecer após os 10 anos de idade e em torno dos 30 a 40 anos são centenas. Por volta dos 40 anos de idade, o diagnóstico de câncer de cólon é extremamente comum nestes pacientes. Pessoas que não apresentaram a doença até os 35 anos têm um risco menor de desenvolvê-la no futuro.

Nos países em que há disponibilidade, testes genéticos realizados a partir de uma amostra de sangue podem identificar a presença ou ausência do gene. Esta informação determinará o intervalo de acompanhamento de um ano, para os indivíduos com teste genético positivo, e de três anos, para os com teste negativo. Caso não seja possível realizar um teste genético, é mais seguro fazer a vigilância todos os anos.

Nas pessoas que não desenvolveram a doença até 35 anos, o intervalo dos exames também pode aumentar para três anos. O único tratamento efetivo contra o câncer de cólon naqueles que desenvolvem a polipose é a cirurgia para retirada do cólon, denominada colectomia. Como corre também o risco de desenvolver câncer do duodeno, estes pacientes devem ser avaliados periodicamente com endoscopia digestiva alta.

O câncer colorretal hereditário (síndrome de Linch) é raro e caracteriza-se pela presença de câncer em um ou mais pedaços do cólon em jovens. Em algumas ocasiões, é associado a câncer de outros órgãos, como útero, ovário e mama. A maioria dos parentes de primeiro grau de um indivíduo com câncer colorretal hereditário poderá apresentar a doença. A idade em que os tumores começam a aparecer varia de família para família e esta informação é importante para planejar a vigilância preventiva, que deve ser iniciada aos 25 anos ou cinco anos antes da idade em que o paciente mais jovem foi acometido naquela família e, depois, uma vez ao ano.

Nas famílias com história de outros tumores além do intestino, exames pélvico e de mama rotineiros devem ser realizados. A história familiar de câncer de cólon proporciona a oportunidade de prevenir e tratar precocemente o câncer de cólon, se medidas de vigilância forem seguidas corretamente.

Fonte: Medcenter.

O Blog Virgem em Câncer e Lua na Esperança! reúne sob diversas categorias e tags centenas de posts dedicados à busca da melhoria de qualidade de vida, e cura, de pacientes oncológicos, bem como prevenção. Contudo não trata o Blog do que não lhe é pertinente: fazer o papel de médicos especialistas. Procure sempre um especialista da área que busca informação. Informação é sempre a melhor ferramenta. Converse com seu médico.

Anúncios