Os números do Ministério da Saúde são preocupantes. A previsão para o ano de 1999 era de 14.500 novos casos de câncer de próstata e em torno de cinco mil mortes. Nos Estados Unidos, dados de 1996 apontam para mais de 317 mil casos no ano, sendo que a doença atinge um em cada seis homens. Estes índices alarmantes servem para alertar sobre a importância de se diagnosticar o problema precocemente.

O tumor de próstata está diretamente relacionado à idade do homem. Por isso, conforme aumenta a expectativa de vida da população, maior a probabilidade do homem ser acometido por este tumor.

O que acontece com a próstata
A próstata é uma glândula masculina que pode ser atingida por tumores. Em geral esses tumores têm velocidade lenta de crescimento, o que significa que quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as chances de cura. Os homens acima de 40 anos de idade com história familiar de câncer de próstata devem ser submetidos ao exame de próstata. Apesar do preconceito que muitos homens têm em relação ao exame, essa é a melhor forma de prevenir a doença. O exame é feito através do toque retal, acompanhado de dosagem do antígeno prostático específico ou PSA (Prostatic Specific Antigen), que é um exame feito no sangue. Homens sem história familiar devem iniciar tais exames a partir dos 50 anos.

Fique atento aos sintomas
Os sintomas gerados pelos tumores de próstata ocorrem na minoria dos casos e geralmente surgem em estágios mais avançados da doença, quando a possibilidade de cura já não existe. Daí a importância de se fazer avaliação clínica anualmente. De qualquer forma, o surgimento dos seguintes sintomas deve motivar uma consulta com um urologista: aumento do número de micções, principalmente à noite; jato de urina fraco, com dor ou ardor; ejaculação dolorosa e/ou com sangue e dificuldade em iniciar a micção.

Se o médico suspeita que há um tumor, normalmente ele indica a realização de uma biópsia, que é a retirada de um pequeno pedaço da próstata com uma agulha fina. Nesta amostra de tecido prostático, o patologista busca fazer não apenas o diagnóstico do tumor, mas também classificá-lo em termos de agressividade através do aspecto mais ou menos aberrante das células.

O conhecimento do estágio do tumor é fundamental, pois este define o tipo de resultado que poderá ser alcançado com a terapia proposta. Isto ajuda muito o médico e o paciente na decisão terapêutica.

Escolhendo o melhor tratamento
O tratamento nas fases iniciais da doença tem como objetivo a cura. Existem algumas alternativas terapêuticas, e é sempre prudente ouvir mais de uma opinião antes de iniciar o tratamento. A radioterapia e a cirurgia oferecem resultados semelhantes nos primeiros estágios do câncer. Por essa razão, o médico deve levar em consideração os efeitos colaterais e riscos de cada tratamento no momento da opção.

Além da radioterapia e da cirurgia, há o tratamento hormonal, que pode ser utilizado de forma combinada com a radioterapia ou cirurgia, ou mesmo de forma isolada. Esta hormonioterapia pode ser feita através da retirada cirúrgica dos testículos (orquiectomia) ou com drogas que bloqueiam a síntese e a ação dos hormônios masculinos sobre o tumor da próstata. Nos casos em que já não existe resposta ao bloqueio hormonal, a quimioterapia pode ser utilizada como forma de alívio dos sintomas como, por exemplo, dores ósseas.

Embora o número de novos casos por ano seja elevado, a menor parte deles é capaz de levar o paciente ao óbito. Os avanços no tratamento cirúrgico e com radioterapia possibilitam a cura da doença com pequeno prejuízo na qualidade de vida das pessoas. Contudo, o resultado do tratamento depende fundamentalmente do estágio da doença. Desta forma, todo o esforço deve ser feito de modo que diagnósticos mais precoces possam ser realizados. Em outras palavras: não deixe de visitar seu urologista.

Fonte: Medcenter.

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