Dentre os tipos de câncer, o de pulmão é o mais comum em homens e mulheres nos Estados Unidos. Lá, cerca de 180 mil pessoas por ano são diagnosticadas como portadoras da doença. O fumo é realmente o grande vilão da história, sendo que seus produtos atingem fumantes e não fumantes. No Brasil, as estatísticas mostram o aumento de câncer de pulmão entre as mulheres após sua emancipação sócio-profissional. Com a conquista do “direito” masculino de fumar, antes considerado uma vergonha para “mulheres de bem”, elas também, infelizmente, passaram a fazer parte da estatística do câncer pulmonar.

O diagnóstico precoce ajuda o tratamento?
Sabe-se que a detecção precoce do câncer ajuda em seu tratamento. Entretanto, o maior problema encontrado por médicos que tratam câncer de pulmão está no fato de apenas 15% dos pacientes terem a doença localizada no momento do diagnóstico.

Quais são as opções de tratamento?
O tratamento ideal é a cirurgia, que deve ser realizada sempre que possível para retirar todo o tumor, livrando o paciente da doença. Infelizmente a cirurgia só é possível em 10% dos casos, pois muitas pessoas têm outras doenças graves que elevam o risco da cirurgia (exemplo: enfisema pulmonar ou doença cardíaca) ou já estão com outros órgãos comprometidos pelo câncer – metastáses – (exemplo: gânglios, fígado, ossos ou cérebro) no momento em que ele é descoberto.

Para os 90% que não podem ser operados, utiliza-se a quimioterapia e a radioterapia para controlar a doença e reduzir os sintomas. Em casos específicos a cirurgia para se tirar a lesão pulmonar e a metástase pode ser realizada. Esta, no entanto, deverá ser complementada com quimioterapia e/ou radioterapia para evitar o surgimento de novas metástases. Hoje, com medicações mais modernas, a quimioterapia causa menos efeitos colaterais e pode ser realizada sem a necessidade de internação.

Quem tem maior risco de ter câncer de pulmão?
A grande maioria dos casos é causada pela inalação de substâncias que diretamente causam alterações em células pulmonares ou simplesmente facilitam o aparecimento de mutações (alterações no código genético da célula). Uma enorme quantidade destas substâncias está presente em cigarros, charutos e cachimbos.

Fumantes ativos têm em média 13 vezes mais chance de ter câncer de pulmão. Já os fumantes passivos (pessoas que convivem com fumantes e respiram a fumaça do cigarro) têm 1,5 vezes mais chance quando comparados aos não fumantes. Mas esses números podem ser ainda maiores. Sabe-se, por exemplo, que uma pessoa que fumou dois maços de cigarro por dia durante 20 anos, aumenta em 60 a 70 vezes a probabilidade de ter câncer comparado a um não fumante. Pessoas cujos pais tiveram câncer de pulmão têm uma probabilidade até duas vezes maior de desenvolver a doença. No entanto, se forem fumantes, este risco aumenta de modo significativo.

Parar de fumar reduz o risco?
Sim. Estudos realizados na década de 70 mostram que ex-fumantes têm seu risco de câncer reduzido anualmente após a interrupção do hábito e podem diminuir este risco em até dez vezes.

Fonte: Medcenter.

O Blog Virgem em Câncer e Lua na Esperança! reúne sob diversas categorias e tags centenas de posts dedicados à busca da melhoria de qualidade de vida, e cura, de pacientes oncológicos, bem como prevenção. Contudo não trata o Blog do que não lhe é pertinente: fazer o papel de médicos especialistas. Procure sempre um especialista da área que busca informação. Informação é sempre a melhor ferramenta. Converse com seu médico.

Anúncios