O bronzeado pode até deixar você com uma aparência saudável, mas por trás daquela cor morena, está o perigo do melanoma. Este é o câncer de pele mais agressivo, e se não for diagnosticado em suas formas iniciais, pode levar à morte. Mas não se apavore. Com informação e cuidados preventivos é possível evitá-lo.

A pele muda de cor quando nos expomos ao sol por causa do melanócito, célula responsável pela produção do pigmento melanina. Se a exposição solar for muito intensa e a pele não possuir quantidade suficiente de melanina, ficamos vermelhos e ardidos como conseqüência da queimadura solar. As pessoas com pele mais escura possuem mais melanina e, portanto, são mais protegidas da luz solar. É importante alertar que com o passar do tempo o acúmulo da exposição solar pode provocar o aparecimento de câncer de pele.

Os primeiros sinais
O melanoma inicia-se como uma mancha escura na pele, muito semelhante às pintas (nevos) que todas as pessoas possuem em quantidade variável. Quanto mais cedo o melanoma for diagnosticado, maiores serão as chances de cura. E todo o cuidado é pouco. Nas últimas cinco décadas aumentou o número de casos da doença. Os motivos não são conhecidos, mas atribui-se este aumento à mudança de hábitos sociais, como a maior exposição solar – uso de roupas mais decotadas, cultura do “bronzeamento” – e à maior quantidade de raios ultravioletas (UV) que chegam à Terra.

Pessoas de pele clara são as que possuem maior risco de desenvolver o melanoma. Sobretudo as que têm sardas, dificuldade de se bronzear, história de melanoma na família, exposição solar excessiva na infância, presença de muitas pintas e vivem em país de clima tropical. Já as pessoas de pele escura estão mais protegidas e desenvolvem melanoma com menor freqüência, mas mesmo assim não devem deixar de ter cuidado com o sol. Uso freqüente de protetor solar é uma regra que vale para todos.

Dicas para identificar
O melanoma pode surgir de repente numa pele anteriormente normal, ou pode se desenvolver sobre ou próximo a uma pinta preexistente. Existem algumas regras simples que permitem diferenciar uma pinta de um melanoma: os nevos ou pintas geralmente apresentam contornos bem definidos, bordas regulares, cor castanho-claro a castanho-escuro com a mesma tonalidade em toda a lesão e raramente ultrapassam seis milímetros de diâmetro. O melanoma se caracteriza por lesões de contornos assimétricos, bordas irregulares, várias tonalidades de cor dentro da mesma lesão e áreas negras. Seu diâmetro pode ultrapassar seis milímetros.

Outro detalhe a ser observado, é que as pintas costumam estar presentes por períodos prolongados sem sofrer grandes modificações. A pessoa que possui melanoma é capaz de notar alterações em curto ou médio prazo, como aumento do diâmetro da lesão, alteração da cor, surgimento de dor, coceira, ocorrência de feridas espontâneas sobre a lesão, sangramento ou eliminação de qualquer tipo de secreção.

Comece já o tratamento
O melanoma é um tumor muito grave que pode se disseminar para outras partes do corpo pelo sangue ou pela linfa. As chances de cura serão maiores, quanto mais cedo a doença for diagnosticada. A cirurgia de tumores diagnosticados nas fases iniciais, antes deles terem se disseminado para outras partes do corpo, apresentam taxas de cura próximas a 100%. Por outro lado, quando ocorre invasão dos gânglios linfáticos próximos ao tumor ou disseminação para áreas mais distantes do corpo, são classificados em estágios mais avançados da doença e sua gravidade é maior.

Além da cirurgia para a retirada do tumor e dos gânglios linfáticos próximos ao melanoma, pessoas nos estágios mais avançados da doença poderão receber terapia adicional – quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia. Infelizmente, não está ainda disponível um tratamento eficaz para os casos mais avançados e nos casos em que existe resistência à quimioterapia e à radioterapia.

Novas formas de tratamento estão em pesquisa, como: novas substâncias imunoterápicas (substâncias presentes em nosso organismo que controlam as funções das células brancas), terapia genética (que leva a alterações nas células brancas, tornando-as mais ativas ou modificando as células tumorais, deixando-as mais vulneráveis) e vacinas contra o melanoma (cujo processo é a injeção de substâncias das células tumorais que possam causar uma resposta imunológica no paciente contra o tumor).

Olho vivo
A melhor maneira de combater o melanoma é através da identificação das formas iniciais deste tumor, para que o mesmo possa ser retirado cirurgicamente antes que se dissemine. Nos países ensolarados, de clima tropical, como das Américas central e latina, da África ou ilhas dos mares do sul do Pacífico, por exemplo, uma grande parcela da população está em risco de desenvolver esta doença e é fundamental que todos saibam as informações básicas e sempre busquem atendimento médico para o diagnóstico. Por isso, ao identificar uma lesão suspeita, procure imediatamente um dermatologista.

Fonte: Medcenter.

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