Pesquisadores combinaram um hormônio – um peptídeo capaz de matar células – e nanopartículas, para alvejar e matar células do câncer de mama.

Os cientistas, liderados por Carola Leuschner, do Centro de Pesquisas Biomédicas de Pennington, Estados Unidos, esperam descobrir uma forma eficiente por meio da qual eles poderão imagear, alvejar e destruir células primárias e metásticas de câncer de mama, deixando intactas as células normais.

Eles estão tirando vantagem da abundância de receptores para luteinizar hormônios, liberando um hormônio LHRH sobre a superfície das células do câncer de mama e criar um complexo molecular, combinando o LHRH com nanopartículas de 10 nanômetros – óxido de ferro superparamagnético – e um peptídeo que mata células, o Hecate.

Leuschner e seus colegas testaram duas versões diferentes do complexo para ver qual poderia ser a melhor forma para tratar e imagear tumores e metástases no câncer de mama. Em uma versão, a superfície das nanopartículas foi coberta com camadas alternadas de LHRH e Hecate. Na outra, a nanopartícula foi ligada diretamente ao LHRH-Hecate.

Primeiro eles testaram as duas versões “in vitro“, em duas linhas diferentes de células de câncer de mama e em uma célula de rato de controle. Em um estudo de avaliação inicial, eles descobriram evidências que a alternância de LHRH e peptídeo lítico sobre a partícula de óxido de ferro é efetiva na eliminação das células de câncer, sugerindo que o peptídeo eliminador de células funcionou melhor quando ele teve contato direto com a membrana da célula. “É possível que, se o peptídeo lítico não tiver interação com a membrana que ele está alvejando, ele não consegue destruir.“, diz Leuschner.

A seguir, o grupo de pesquisadores voltou sua atenção para camundongos sem pêlos – ratinhos de laboratório sem sistema imunológico – que possuíam heterólogos (“xeno-enxertos”) de câncer de mama humano. Em outro estudo, que procurava comprovar o conceito, eles descobriram que, se uma combinação nanopartícula-Hecato é injetada, a droga não consegue matar as células tumorais porque ela essencialmente não consegue encontrá-las. Quando o LHRH é injetado antes da combinação tripla, ou da combinação LHRH-droga, os receptores LHRH sobre as células tumorais são bloqueados. Esta descoberta sugere um processo mediado pelo receptor.

A mensagem de ir para casa é o que você necessita para ter uma entidade alvejadora para matar as células do câncer“, diz Leuschner. “Sem a metade LHRH, o par nanopartícula-droga não mata as células cancerosas e funciona como uma droga quimioterápica sistêmica geral.

Novamente, a combinação LHRH-óxido de ferro-Hecate teve melhores resultados em alvejar e matar as células do câncer de mama, incluindo células metásticas.

Segundo Leuschner, a abordagem que utiliza nanopartículas tem aplicações promissoras para imageamento e tratamento simultâneos, e poderá também ser utilizada para monitorar respostas de tratamento em pacientes com câncer de mama. A abordagem poderá ser útil também para outros cânceres, como os de cólon, pulmão e ovário, assim como para o melanoma e para o linfoma não-Hodgkin.

O próximo passo é projetar um complexo mais eficiente. “Neste momento nós saturamos a nanopartícula, e pode não ser necessário utilizar toda aquela quantidade da droga,” diz ela. “Isso poderá nos ajudar a otimizar doses para a destruição de células tumorais e melhorar a qualidade das imagens, e cortar custos também.

Fonte: por Warren Froelich para American Association for Cancer Research, no site Inovação Tecnológica. Dezembro, 5, 2005.

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