Fabricar drogas para alcançar as células do câncer depois que elas tenham se espalhado a partir do local do tumor original tem continuamente frustrado os médicos e pesquisadores. Mas agora, cientistas estão combinando um novo tipo de “nanocomplexo”, consistindo de um liposomo microscópico, à base de lipídios, e um anticorpo, junto com terapia genética, em uma abordagem que, eles esperam, irá tanto detectar quanto alvejar células metastatizadas de câncer, destruindo-as.

Esther H. Chang e seus colegas de pesquisa da Universidade Georgetown, criaram uma nanopartícula de liposomo com mais ou menos um milionésimo de polegada de diâmetro, com anticorpos espalhados sobre sua superfície, que consegue localizar as células tumorais qualquer que seja o local do corpo para onde elas tenham se espalhado.

O liposomo encapsula o gene p53, que produz uma proteína que ajudar a iniciar o processo de auto-destruição, chamado apoptose, nas células com danos genéticos. O complexo liposomo-anticorpo encontra a célula de câncer ligando-se ao receptor transferrina, que está presente em grande número na superfície das células de câncer. Quando isto acontece, a “carga” de p53 se tranfere para a célula tumoral.

Se nós queremos ter uma terapia efetiva contra o câncer, nós teremos que ser capazes de tratar lesões metastatizadas“, diz Chang. “O problema é a destinação para cada tumor específico, e a chave é despachar esse nanocomplexo sistemicamente. Nós estamos utilizando um sistema sintético para enviar os genes porque vetores virais não são confiáveis.

Mais da metade dos cânceres apresentam mutações no gene p53, que tem sido chamado de “guardião do genoma”, devido à sua habilidade para se livrar de células geneticamente danificadas. Os pesquisadores acreditam que construir uma versão que opere sobre as células de câncer, irá aumentar a eficácia da quimioterapia e da radiação, que causam danos ao longo do tratamento.

Em um trabalho pré-clínico, Chang e seu grupo descobriram que a terapia nanopartícula-p53 melhorou o tratamento do câncer por quimioterapia e radiação, levando à morte as células danificadas. Eles também demonstraram que o nanocomplexo atinge somente as células cancerosas, deixando intacto o tecido normal, já tendo utilizado este enfoque para testar várias outras terapias genéticas em animais.

A terapia genética utilizando p53 para alvejar tumores e metástases está indo para testes clínicos como um protótipo de estratégia de transporte de genes para esta tecnologia“, destaca ela. “É uma plataforma tecnológica.” A fase I de estudo da estratégia já começou no Centro Médico da Universidade de Georgetown e inclui 20 pacientes com avançados tumores sólidos, incluindo cânceres de cabeça e pescoço, próstata, pâncreas, mama, bexiga, cólon, cervical, cérebro, melanoma e pulmão.

Como o nanocomplexo alveja sistemicamente tanto tumores primários quanto metástases, esta tecnologia poderá também despachar agentes de contraste diretamente para o tumor, melhorando a detecção, assim como a resolução e a definição da imagem do tumor.

Fonte: por Warren Froelich para American Association for Cancer Research, no site Inovação Tecnológica. Dezembro, 5, 2005.

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