As imagens dos astros em filmes de Hollywood ainda registram uma época em que o cigarro era relacionado ao glamour. Se a indústria do tabaco não poupou esforços, durante décadas, para vender ideias e formar fumantes, agora são os órgãos de saúde e organizações antitabagistas que se empenham em estratégias de combate ao cigarro. E, ao que parece, os alertas constantes sobre os danos provocados pelo cigarro têm ajudado na redução do consumo.

De acordo com estudo do Ministério da Saúde, divulgado no começo do mês, o consumo entre jovens brasileiros entre 18 e 24 anos caiu mais de 50% nos últimos 20 anos. Os dados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) revelam que, em 2008, 14,8% dos jovens tinham o hábito de fumar. Em 1989, caiu para 29%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A tendência também mostrou-se forte em outras faixas etárias. Em 1989, a Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição revelou que 35% da população adulta no Brasil era fumante. De acordo com o Vigitel, em 2008, o índice caiu para 15,2%, sendo maior entre homens (19,1%) que em mulheres (11,9%). O consumo intenso de tabaco – 20 ou mais cigarros por dia – também foi mais comum entre os homens.

Para Tânia Cavalcanti, chefe da divisão de combate ao tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (INCA), medidas antitabagistas, como restrição de propagandas de cigarro, alertas com fotos no verso dos maços, leis contra o fumo em lugares fechados e campanhas colaboram para uma conscientização da população e redução no consumo

Enquanto a indústria do tabaco tenta, com estratégias de marketing, aumentar o número de consumidores de cigarro, principalmente jovens, e entra com liminares na Justiça para combater as medidas tomadas contra o cigarro, nós tentamos seguir na conscientização e combate a ele.

Entre as ações na luta contra o vício este mês, há o conjunto de medidas econômicas, que levou a um aumento nos impostos incidentes sobre o cigarro, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o custo dos maços para o consumidor. Além disso, a aprovação da lei contra o fumo em lugares fechados em São Paulo. E, quem diria, até o cinema entrou no debate. Depois de filmes como Obrigado por Fumar, o documentário Fumando Espero, de Adriana L. Dutra, estreia no fim do mês e mostra o drama de quem quer largar o vício.

Precoce
Porta de entrada para o cigarro, a adolescência é uma das principais preocupações da OMS, já que 90% começam a fumar quando jovens.

L.A., começou a fumar aos 18 anos em festas e aumentou o consumo de cigarros consumidos depois que começou a trabalhar

Sei que estou fazendo mal à minha saúde, mas o cigarro me relaxa. Não me considero viciada, acho que posso parar“, disse.

Quem pensa que o cigarro está relacionado apenas ao câncer, doenças pulmonares e cardiovasculares, engana-se. Com mais de 4.500 substâncias em sua composição – como níquel, arsênico e monóxido de carbono – o fumo pode acarretar enfermidades ósseas, dermatológicas, reprodutivas e dentárias.

Entre problemas às mulheres, o tabagismo pode provocar desde câncer do colo do útero e bexiga até aborto ou nascimento de bebês prematuros. Entre os homens, impotência sexual e ejaculação precoce.

O tabagismo passivo é a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, ficando atrás do tabagismo ativo e do consumo excessivo de álcool. O ar poluído contém três vezes mais nicotina, monóxido de carbono, e cinquenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro.

Não adianta ligar ventilador ou exaustores, a fumaça afeta quem não fuma, podendo levar ao câncer e demais enfermidades. Por isso, recomenda-se a quem já possui problemas nos vasos sanguíneos, riscos de enfarte ou trombose, que não frequente lugares onde é permitido fumar“, afirma Tânia.

O Brasil é o 4º maior produtor de tabaco no mundo, ficando atrás da China, EUA e Índia, e ocupa o 1º lugar na exportação mundial.

Fonte: por Carolina Leal para o Jornal do Brasil. Abril, 18, 2009.

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