Em 90% dos casos, as mutações celulares que deflagram a doença surgem ao longo da vida da mulher devido aos tais fatores de risco. Nos outros 10% o câncer é hereditário. Ou seja, é causado por genes que já foram herdados com uma mutação — como o BRCA1 mutado investigado por Eva Lee. “Nesse caso a doença pode surgir mais cedo, a partir dos 25 ou 30 anos, e os tumores são mais difíceis de tratar”, diz Nazário.

A descoberta dos “genes maus” é feita por meio de testes genéticos. “Antes de recomendar esse procedimento, é preciso examinar o histórico familiar da paciente e ver se há mesmo boas chances de ela ter herdado genes alterados”, opina o mastologista Sílvio Bromberg, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Se o exame confirmar o risco, os médicos podem recorrer a duas alternativas. A primeira é a mastectomia preventiva, cirurgia de retirada total da mama para evitar que, mais dia, menos dia, ela seja alvo de tumores.

“É um procedimento pouco comum e tem que ser bem avaliado”, pondera Mário Mourão Netto. Outra opção, menos radical, é recorrer aos quimiopreventivos, que inibem a ação dos hormônios femininos. “Um dos mais usados é o tamoxifeno, que diminui o risco dos carcinomas”, conta Sílvio Bromberg. Outras substâncias, como o raloxifeno e o inibidor de aromatase, também estão sendo usadas. E, dependendo do resultado dos próximos estudos, o mifepristone, mencionado no início desta reportagem, poderá somar esforços na luta de muitas mulheres para se livrar dessa triste herança.

Quando sofrem alterações, os genes BRCA1 e BRCA2 são responsáveis pela maior parte dos casos de câncer de mama e ovário hereditários. Os tumores na mama relacionados ao BRCA1 são mais freqüentes. Por isso, esse foi o gene estudado pela equipe da Universidade da Califórnia. Na pesquisa, publicada na edição de dezembro da revista científica Science, o grupo testou camundongos com mutação no BRCA1. Durante um ano as cobaias que receberam a droga antiprogesterona não apresentaram a doença. Nas demais, o câncer de mama evoluiu depois de cinco a nove meses.

Fonte: Revista Saúde é Vital, por Michele Veronese.

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