Nanotecnologia contra o câncer
Em um avanço rumo a novas formas de tratamento para uma das mais sérias formas de câncer, o câncer de cérebro, cientistas da Universidade de Illinois (EUA) anunciaram o desenvolvimento das primeiras nanopartículas capazes de localizar e destruir as células cancerosas sem causar danos às células vizinhas ao redor do tumor.

Nanopartículas são partículas com dimensões na faixa dos nanômetros – 1 nanômetro equivale à milionésima parte de 1 milímetro. A pesquisa foi publicada na revista sobre nanotecnologia Nano Letters.

Câncer de cérebro
A Dra. Elena Rozhkova e seus colegas destacam a necessidade premente de novos tratamentos sobretudo para o glioblastoma multiforme (GBM), que frequentemente leva o paciente à morte apenas alguns meses depois de ser diagnosticado. Outras pesquisas demonstraram que a incidência de câncer de cérebro está aumentando.

Os cientistas já sabiam que as nanopartículas de dióxido de titânio, um tipo de material sensível à luz e que é largamente utilizado em protetores solares, cosméticos e até mesmo no tratamento de água, são capazes de destruir alguns tipos de células cancerosas quando as nanopartículas são expostas à luz ultravioleta.

Contudo tem sido mais difícil fazer com as nanopartículas destruam apenas as células cancerosas, deixando intactas as células sadias ao seu redor.

Bionanopartículas
A solução encontrada pela equipe da Dra. Elena foi ligar as nanopartículas de dióxido de titânio a um anticorpo que reconhece as células do glioblastoma multiforme, ligando-se a elas.

Quando os cientistas expuseram a cultura de células do câncer de cérebro humano a essas nanopartículas híbridas, chamadas “bionanopartículas”, elas mataram até 80% das células cancerosas depois de serem expostas à luz branca durante 5 minutos.

Perigos das nanopartículas
Os resultados sugerem que essas nanopartículas poderão se tornar, no futuro, uma abordagem promissora para novas terapias contra o câncer de cérebro, podendo ser utilizadas durante uma cirurgia, em substituição à remoção mecânica do tecido lesado.

Os testes foram feitos apenas em culturas em laboratório. O uso de nanopartículas diretamente no corpo humano ainda é alvo de sérias controvérsias entre os próprios cientistas. Estas partículas são tão pequenas que poderiam entrar no interior das células, havendo possibilidade de que venham causar efeitos colaterais mais danosos do que os benefícios que proporcionam.

Fonte: Diário da Saúde. Setembro, 18, 2009.

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