Imagens por ressonância magnética (MRI) são mais confiáveis do que mamografias no diagnóstico do câncer de mama – tanto para localizar novos tumores em pacientes com câncer de mama já diagnosticado, quanto para detectar tumores em pacientes com mamas supostamente sadias. É o que afirmam estudos conduzidos por oncologistas da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, apresentados durante o encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO – American Society of Clinical Oncology).

Os estudos também revelaram padrões distintos entre tumores ipsilaterais (na mesma mama afetada) e tumores contralaterais (na mama antes não afetada), que podem guiar o uso da tecnologia de triagem (screening), dizem os pesquisadores.

Os resultados obtidos nos estudos confirmaram que MRIs podem detectar tumores não revelados por exames tradicionais e podem ser vitais no momento em que as mulheres e seus médicos vão definir a forma mais apropriada para o tratamento do câncer de mama“, diz a oncologista especializada em radiação da Clínica Mayo, Laura Vallow.

Ela e outros oncologistas especializados em radiação da Clínica Multidisciplinar da Mama, em Jacksonville, examinam as duas mamas de todas as pacientes com câncer de mama recém-diagnosticado, através de mamogramas e MRIs. Assim, podem comparar os resultados das duas técnicas de triagem (screening) em centenas de mulheres.

No estudo que comparou o emprego de MRI e de mamografia na detecção de câncer de mama ipsilateral ? o primeiro estudo do gênero no país -, os pesquisadores descobriram que exames de MRI detectaram tumores não detectados por mamografias em 16% das 390 pacientes.

Mulheres com tumores ipsilaterais, detectados por MRI, tendiam a ser mais jovens ou tinham um tumor primário na mama, com pelo menos um centímetro. Os tumores primários (os que iniciam o câncer) também pertenciam a muitos subtipos diferentes de câncer de mama; e os tumores recém-diagnosticados eram diferentes do tumor primário em 29% das pacientes.

Essa é uma descoberta importante porque o câncer de mama tende a ser mais agressivo quando diagnosticado em mulheres jovens“, diz a oncologista LauraVallow, a principal pesquisadora do estudo.

“Isso sugere que um exame de MRI de toda a mama pode ser muito conveniente para mulheres jovens, que optam por uma cirurgia conservadora do seio, para combater o câncer recém diagnosticado”, ela afirma.

O segundo estudo, que comparou o uso de MRI contra o de mamografia na detecção de câncer de mama contralateral, mostrou que o exame de MRI detectou tumores não detectados por mamogramas em 3,2% das 401 mulheres estudadas. Algumas mulheres participaram dos dois estudos e, em poucos casos, o exame de MRI detectou tumores que não foram detectados por mamografias.

As pacientes com tumores detectados apenas por exame de MRI se encontravam, na maioria dos casos, na fase pós-menopausa e apresentavam um tipo comum de tumor, o classificado como receptor de estrogênio positivo.

Fonte: Jornal do Brasil. Junho, 21, 2007.

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