O câncer do colo de útero é o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres de todo o mundo. A doença, caracterizada pelo crescimento anormal de células da parte inferior do útero, tem sua maior incidência na faixa dos 45 aos 49 anos, mas mulheres mais jovens, a partir dos 20 anos, podem também ser afetadas.

O perigo é que não há sintomas iniciais. Por isso, o exame preventivo periódico é fundamental, já que é o único meio de diagnosticar a doença em seu estágio inicial.

Apesar da extensa faixa de idade que o câncer do colo do útero atinge, ele é o que tem mais chance de cura, quando diagnosticado precocemente. O famoso papanicolau – cujo nome se refere ao nome do seu criador, o médico greco-americano – pode facilmente identificar a doença. É preciso conscientizar a população feminina da importância de realizá-lo, pelo menos, uma vez por ano, a partir dos 18 anos (ou da primeira relação sexual) até os 65 anos de idade.

O HPV, ou vírus do papiloma humano, principal causador desse tipo de câncer, é a doença sexualmente transmissível mais prevalente no país, atingindo cerca de 15% das mulheres. Na faixa dos 16 aos 25 anos, estima-se que a incidência chegue a assustadores 40%. Ele causa alterações nas células do colo do útero, que podem se transformar em lesões pré-cancerigenas.

Como o HPV é silencioso, muitas mulheres não procuram o ginecologista até começarem a sentir sintomas mais graves como sangramento vaginal, corrimento e dor. Por meio do exame de papanicolau, o médico pode identificar células atingidas em sua fase precoce, o que amplia enormemente a chance de cura.

Hoje já é possível também prevenir o câncer de colo de útero com a vacina contra o HPV, lançada recentemente. Mas é importante enfatizar, que ela não protege contra todos os subtipos do vírus e só é indicada para quem nunca teve entrado em contato com o papiloma, ou seja, adolescentes que ainda não iniciaram a vida sexual. Por isso, o exame preventivo continua sendo a melhor forma de combate ao câncer do colo do útero, mesmo em mulheres vacinadas.

Hoje, a única forma de prevenção realmente eficaz contra todos os subtipos do vírus é a camisinha. Além disso, fortalecer o sistema imunológico, que combate naturalmente o vírus, também é muito importante. Assim, ter hábitos saudáveis como uma boa alimentação, não fumar e praticar atividades físicas, bem como manter uma higiene íntima adequada e visitar periodicamente o ginecologista, são fundamentais para ficar longe desse mal.

Fonte: por Dra. Maria Cecília Erthal, ginecologista obstetra e diretora-médica do Centro de Fertilidade da Rede D’Or, para o Jornal do Brasil. Abril, 30, 2009.

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