É recomendável fazer a cirurgia logo após a retirada do tumor, para reduzir o trauma psicológico. Fonte: Getty Images.
O diagnóstico de câncer de mama, o segundo tipo mais frequente da doença, respondendo por 22% dos novos casos por ano, por si só já é um baque para a mulher, e a necessidade da mastectomia (cirurgia de retirada total ou parcial da mama) a fragiliza ainda mais, porque mexe com sua autoestima. Neste Dia Mundial do Câncer, a boa notícia é que dá para driblar o problema da aparência, com a oncoplástica mamária, técnica de reconstrução da mama.

O procedimento, preferencialmente, deve ser realizado logo após a cirurgia de retirada do tumor, reduzindo os impactos psicológicos na paciente, além de aproveitar os mesmos cortes. “Quando tira só uma parte e a mama é grande, a glândula mamária pode ser reorganizada para preencher a região do tumor. Se for pequena, pode-se usar gordura ou músculo de algumas regiões do corpo, como fragmentos da musculatura das costas, gordura próxima à axila ou do abdôme”, disse o cirurgião plástico Alexandre Mendonça Munhoz, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, com mestrado e doutorado em cirurgia de mama e oncoplastia.

Extrair retalhos de gordura ou músculo deixa algumas cicatrizes, mas é uma ajuda para eliminar também os indesejáveis excessos, assim como em uma plástica convencional. No caso da região do abdôme, o traço é horizontal próximo ao púbis e fica escondido pela calcinha ou biquíni. Nas costas, a marca fica embaixo do sutiã.

Se a mama estiver caída, entra em ação a técnica de suspensão. As incisões são feitas em volta da aréola, no sulco do seio e na horizontal, ligando as outras duas e formando uma âncora.

Silicone
De acordo com o médico, a prótese de silicone fica para último caso quando a perda da mama é pequena. Se a mastectomia for total ou atingir 90%, torna-se uma boa aposta. “Para não interferir na radioterapia, trazendo infecções, por exemplo, é colocada atrás do músculo, enquanto o convencional é atrás da glândula mamária. Não existe maior risco de rejeição, desde que bem indicada e realizada com técnicas atuais e com próteses específicas para cada caso.”

O expansor de tecido (prótese vazia) é indicado quando não há a possibilidade de colocar o silicone direto por conta da grande retirada de pele da região. Uma vez por semana, durante um mês e meio, recebe soro fisiológico por meio de uma agulha fina e aumenta de tamanho progressivamente, criando elasticidade sem forçar. “O processo é indolor e feito no consultório.” Depois, uma nova intervenção o substitui pela prótese.

Quem quer aproveitar para turbinar os seios pode ter uma ponta de esperança. Em alguns casos, dependendo do tipo de tumor e localização, é possível.

Segunda cirurgia
A realização da oncoplastia junto com a mastectomia não é recomendada para pacientes inseguras ou indecisas quanto à reconstrução; na presença de doenças clínicas graves e não compensadas, como pressão alta e diabetes; em mulheres fumantes graves e quando o diagnóstico de câncer (e da margem livre de segurança) só pode ser confirmado após exames complementares no pós-operatório. Em todas essas situações, deve-se indicar a reconstrução tardia, em uma segunda etapa.

Fonte: por Patricia Zwipp para o Portal Terra. Fevereiro, 4, 2010.

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