Doença silenciosa e que apresenta poucos sinais, o câncer de boca tem sido a principal consequência do hábito de fumar, aliado a ingestão de bebidas alcoólicas e fatores ambientais. Na tentativa de prevenir e alertar a população, a Dra. Rovena Carneiro Rodor Saad, executa em sua clínica um trabalho preventivo contra a doença há dois meses.

A grande dificuldade encontrada no precoce diagnóstico tem sido os poucos sinais da doença que não é hereditária. “Manchas escuras, lesões eritematosas (avermelhadas), lesões ulceradas e nódulos que não cicatrizam espontaneamente em 20 dias, são sinais que podem identificar o câncer oral. A leucoplasia (lesão branca), também têm sido freqüentes entre os fumantes. O excesso de traumas desenvolve a doença. Por isso, as pessoas devem procurar o mais rápido possível um profissional para fazer a biópsia“, relata Dra. Rovena, que possui mestrado em doenças tropicais.

A ausência de dor no início também dificulta a descoberta da doença. “Ele não dói. Quando está no estágio avançado é que apresenta a dor“, explica a dentista que afirma as características de pessoas com o tipo de câncer. “Devido a radiação solar, geralmente são as pessoas da zona rural que estão com o câncer. Por isso, o câncer é mais freqüente no lábio inferior e na língua. Quem não possui boa higienização também corre riscos“.

O fumo aliado a outras situações contribui para o surgimento da doença. “Baixa imunidade, desnutrição e stress, são fatores entrelaçados ao cigarro que podem desenvolver o câncer de boca. 90% das causas é o cigarro. Quando é utilizado com a ingestão de bebidas alcoólicas, o indivíduo passa a ter 100% de chances de tê-lo em relação a uma pessoa que não fuma e nem bebe“, diz a Dra. Rovena.

Se diagnosticado precocemente, as chances de cura são grandes. “Assim que o dentista envia a suspeita para a biópsia que acusar o câncer, o paciente deve fazer o tratamento com oncologista. Se for precoce, apenas a cirurgia é o suficiente para a retirada do câncer“, explica a dentista.

Há dois meses, Dra. Rovena, intensificou o trabalho de combate ao câncer bucal. “Estamos atendendo todos os policiais militares. São 4.800policiais,com seus familiares. Realizamos palestras e exames clínicos para investigar acirradamente possíveis sintomas. A população deve ir ao dentista de seis em seis meses”, afirma a dentista.

Pessoas que possuem características com potencial de trauma interno também devem procurar o dentista. “Quem possui prótese mal adaptada, restaurações traumáticas e dentes pontiagudos, devem realizar o tratamento, pois desenvolvem traumas constantes“, aponta a Dra. Rovena.

Em sete anos como professora universitária, presenciou algumas situações da doença. “Dei aula sete anos na área de estomatologia. Foram quatro casos de câncer que presenciei. Mas, desde 1987, acompanho a doença, pois acompanhava serviços no Hospital Hélio Angotti. Ainda não diagnostiquei nenhum caso na clínica“, relata Rovena.

Ela ainda faz questão de ressaltar a importância do auto exame e da compreensão dos familiares. “Todos devem fazer o auto exame. É importante falar também que o câncer de boca não pega, assim como nenhum outro. Algumas famílias rejeitam, pois não tem a mesma consciência de nós profissionais da saúde“.

Auto Exame
[1] Verifique a pele do rosto e do pescoço. Veja se há algum sinal que não tenho notado antes;
[2] Apalpe os lábios (superior e inferior);
[3] Afaste a bochecha com o dedo indicador (dentro da boca) e examine sua face interna;
[4] Apalpe toda a gengiva com a ponta do indicador;
[5] Coloque o dedo indicador embaixo da língua e apalpe todo assoalho das boca;
[6] Incline a cabeça para trás, abara a boca o máximo possível e examine o céu da boca e o fundo da garganta. Apalpe o céu da boca;
[7] Ponha a língua para fora da boca, segure-a movimentando de um lado para o outro e examine-a de todos os lados;
[8] Examine o pescoço. Apalpe e o lado direito com a mão esquerda e vice-versa;
[9] Apalpe por baixo do queixo.

Fonte: por Rodolfo Natálio para o Jornal de Uberaba. dezembro, 13, 2009.

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