Mais de 1,5 milhão de pessoas que sobreviveram ao câncer nos Estados Unidos são pais que vivem com crianças até 18 anos de idade, segundo um estudo publicado na terça-feira (29), na revista Cancer.

Os pesquisadores esperam que este levantamento -calculado pela primeira vez- ajude a conscientizar os prestadores de cuidados de saúde sobre essas famílias, afim de lhes proporcionar apoio extra.

Acho que as pessoas subestimam o número de crianças que são afetadas pelo câncer de um dos pais“, disse Paula Rauch, que não participou do estudo.

É mais fácil medir o número de pessoas que morrem de câncer, e muitas vezes as pessoas ainda imaginam que a maioria das mortes por câncer e sobreviventes são idosos e não têm filhos“, acrescentou Rauch, que é fundadora e diretora do programa sobre maternidade no Massachusetts General Hospital, em Boston.

A equipe de Kathryn Weaver, da Wake Forest University Baptist Medical Center, na Carolina do Norte, analisou os dados de 13.385 sobreviventes da doença, que participaram de uma pesquisa de saúde nacional nos EUA, realizada entre 2000 e 2007.

A análise revelou que 18% dos sobreviventes de câncer recém-diagnosticados e 14% de todos os sobreviventes vivem com um ou mais dos filhos menores.

Para refletir a população inteira dos EUA, os autores calcularam que cerca de 1,58 milhão dos sobreviventes vivem com cerca de 2,85 milhões de crianças. Estima-se que 562 mil crianças vivem com pais nas fases iniciais do tratamento do câncer e de recuperação.

Os números provavelmente subestimam o verdadeiro número de sobreviventes que vivem com crianças, dizem os pesquisadores, porque o estudo não inclui os sobreviventes que vivem com os netos, sobrinhos e sobrinhas, ou outros membros jovens da família.

Weaver e seus colegas dizem que os pais que se recuperam da doença podem precisar de apoio extra, mas que falar aos pacientes sobre a família e a vida familiar muitas vezes não é parte do processo de tratamento.

Por exemplo, aqueles que têm câncer sofrem um estresse extra por se preocupar com a possibilidade de não poder acompanhar o crescimento dos filhos. Os cônjuges dos sobreviventes muitas vezes têm que assumir os papéis de ambos os pais durante o tratamento, e os custos podem colocar pressão sobre a família. Além disso, dizem os autores, os filhos podem precisar de conselhos e atenção extra na escola.

Para os prestadores de cuidados de saúde, a coisa mais importante é conversar com todos os membros da família e descobrir quais são seus problemas, disse Weaver. “Algumas famílias certamente podem estar lidando muito bem com isso. Outras podem ter vários membros sofrendo.“.

Fonte: BOL Notícias. Junho, 30, 2010.

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