Melhora na qualidade de vida deu três meses a mais para pacientes com tumor no pulmão.

Médicos constataram que pacientes com câncer pulmonar terminal que começaram a receber cuidados paliativos assim que a doença foi diagnosticada tiveram maior mobilidade, sofreram menos dor à medida que o fim se aproximava e viveram quase três meses mais.

O estudo, publicado anteontem no New England Journal of Medicine, acompanhou por três anos 151 pacientes do hospital Massachusetts General, nos EUA. Eles tinham câncer pulmonar de progressão acelerada e foram designados aleatoriamente para receber apenas tratamento oncológico ou tratamento oncológico associado a cuidados paliativos -analgésicos e outras medidas para melhorar a qualidade de vida.

Os pacientes que receberam cuidados paliativos desde o início relataram menos depressão e vidas mais felizes, conforme medições de dor, náusea e mobilidade.

A oncologista Jennifer S. Temel, autora do estudo, disse que médicos e pacientes costumam ver a medicina paliativa como algo dado a um paciente hospitalizado na última semana de vida. “Achamos que fazia sentido iniciar os cuidados no momento do diagnóstico, e ficamos satisfeitos por ver que o impacto foi tão grande. Isso mostra que a medicina paliativa e a oncológica não são mutuamente excludentes.

O estudo não diz por que as pessoas viveram mais, mas os médicos têm teorias. Sabe-se que a depressão encurta a vida e que pacientes cuja dor é tratada dormem e comem melhor e conversam mais com a família. Além disso, hospitais são lugares perigosos para pessoas muito doentes: elas podem sofrer infecções fatais, pneumonia e escaras ou sucumbir às drogas potentes e à radiação aplicada para atacar seu câncer.

Escolhas
O atendimento paliativo começa com uma longa conversa sobre o que o doente com diagnóstico terminal deseja do que resta de sua vida. São dadas as opções que qualquer oncologista apresenta ao paciente: cirurgia, quimioterapia, radioterapia e seus efeitos colaterais.

Mas a conversa também trata de quanto sofrimento o paciente quer suportar, dos efeitos sobre a família e de questões legais e religiosas.

Os médicos procuram controlar dor, náusea, edemas, falta de ar e outros efeitos colaterais, além de lidar com as preocupações dos pacientes e assegurar que eles, quando não estiverem no hospital, tenham ajuda nas refeições, para tomar banho e se vestir. O próximo passo dos especialistas em medicina paliativa é o estudo de pacientes com outros cânceres, doenças cardíacas, AVCs, demência e enfisema.

Fonte: Por Donald G. McNeil Jr., do New York Times, para a Folha de São Paulo, com tradução de Clara AllainNEW YORK TIMES. Agosto, 20, 2010.

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