A forma mais frequente e agressiva de tumor no cérebro, o glioblastoma, não é uma só enfermidade, mas um conjunto de patologias, segundo estudo publicado nesta terça-feira que poderia ajudar a desenvolver tratamentos diretos mais eficazes.

Novas pesquisas genéticas sugerem que o glioblastoma multiforme (GBM) representa várias doenças, cada uma com origem molecular distinta, explicam os cientistas que tiveram seus estudos publicados na revista Cell Press deste mês de janeiro.

Esta descoberta oferece uma base sólida de investigação para o desenvolvimento de novas terapias individualizadas, que poderiam melhorar o prognóstico quase sempre sombrio deste tipo devastador de câncer.

A maioria dos que sofrem deste tumor morrem 14 meses depois do diagnóstico.

Ao recorrer a técnicas de identificação do papel de diferentes genes, os cientistas analisaram de forma detalhada centenas de biópsias de glioblastoma feitas em enfermos. Puderam, assim, identificar quatro subgrupos moleculares distintos deste tumor.

Descobrimos uma série de eventos que, de forma inequívoca, produzem-se quase exclusivamente num destes subgrupos“, explicou Neil Hayes, do serviço de medicina endócrina da Universidade da Carolina do Norte (sudeste) e principal autor do estudo.

Esta descoberta fornece uma “nova compreensão do glioblastoma baseada nas características moleculares únicas do tumor“, indica Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Câncer (NIC) dos Estados Unidos, que financiou o estudo.

Fonte: Da France Presse para o G1. Janeiro, 19, 2010.

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