Previsão é de que 12 mil brasileiras morram da doença em 2010. Número de casos e de óbitos tem aumentado ano a ano.

Neste ano, estima-se que 49.240 brasileiras descubram que têm câncer de mama. Dessas, calcula-se que 37 mil vão conseguir se tratar – às vezes às custas de quimioterapia e até extração da mama – e que 12 mil não resistirão à doença.

O número de casos, estimados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), vem crescendo, pois a doença está ligada a fatores de risco que têm aumentado, como o estilo de vida sedentário e o uso de píluas anticoncepcionais. Já a maior parte das mortes e do sofrimento das mulheres poderia diminuir se a doença fosse detectada com mais eficiência e tratada rapidamente, apontam organizações ligadas ao setor.

De acordo com o Inca, em alguns países desenvolvidos, como os EUA, Canadá e Noruega, há crescimento da incidência do câncer de mama, mas redução da mortalidade. No Brasil, o maior número de casos é seguido de mais falecimentos. O número de mortes saltou de 5.760 em 1990 para 11.860 em 2008, aumentando ano a ano.

Números do Câncer de Mama
É o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo.
Estima-se que 49.240 novos casos apareçam no Brasil em 2010.
Segundo a ACS, os casos no Brasil devem aumentar de 75% a 100% em 2020 em relação a 2002.
Hoje, a incidência da enfermidade é de 49 casos a cada 100 mil mulheres.
Em 2008, 11.860 mulheres morreram da doença.
A mamografia deve ser feita a cada dois anos em mulheres que têm entre 50 a 69 anos, e o exame clínico anual deve ser feito por mulheres com idade entre 40 e 49 anos.
Fonte: Inca e ACS

Para a médica Maira Caleffi, presidente da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio a Saúde da Mama (Femama), a taxa de mortalidade cairá quando as mulheres se dispuserem a fazer exames periódicos de mamografia e a rede de pública de saúde estiver preparada para fazer o teste em todas as mulheres que procurarem.

“Esse é um problema de saúde básica, que não deveria ser tratado em hospitais complexos. A enfermeira do posto de saúde já tem que indicar o exame de mamografia”, recomenda a médica. Ela aproveitou esta quinta-feira (4), véspera do Dia Nacional da Mamografia, para alertar contra a doença em entrevista coletiva concedida em São Paulo (SP).

A mamografia é realizada em um aparelho de raio X especial chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida para fornecer melhores imagens. (Foto: Femama/Divulgação)

Segundo Maira, outro fator que aumenta a mortalidade é a demora no atendimento. Ela explica que o tempo ideal do ciclo de tratamento – desde o exame que descobre o câncer, a biópsia até a cirurgia ou quimioterapia – deveria ser de quatro a seis semanas. Na prática, contudo, as mulheres enfrentam filas de espera nos hospitais enquanto o câncer se desenvolve, e o tratamento pode durar meses.

'O câncer de mama tem cura e pode ser tratado sem mutilar a mulher', afirma a médica Maira Caleffi, à esquerda, presidente da Femama - organização que reúne 42 ONGs de combate à doença. (Foto: Iberê Thenório/G1)

US$ 300 mil
A boa notícia para as mulheres é que a rede de apoio a elas está se fortalecendo. A Femama, criada em 2006, já reúne 42 instituições, que atuam em 18 estados brasileiros. Em 2010, as ONGs querem aproveitar o período eleitoral para convencer candidatos a incluírem em seus planos de governo uma atenção especial à prevenção e controle do câncer de mama.

Uma boa ajuda também está vindo de fora. Nesta semana, durante um fórum que discutiu o problema em São Paulo, a organização norte-americana American Cancer Society (ACS) anunciou a doação de US$ 350 mil (cerca de R$ 645 mil) para fortalecer as ONGs brasileiras.

Esse não é um problema só de hoje, é um problema do futuro”, prevê a diretora da ACS para a América Latina, Alessandra Durstine. De acordo com ela, o Brasil foi escolhido para receber a ajuda porque já conta com organizações capazes de gerir os recursos doados.
Mamografia no lugar do autoexame

De acordo com Gustavo Azenha, diretor de programas da ACS no Brasil, os tratamentos atuais permitem curar de 80% a 90% dos casos de câncer de mama, desde que o diagnóstico seja feito de forma precoce.

Para descobrir a doença, contudo, a associação não recomenda que a mulher faça apenas o autoexame, pois quando a mulher é capaz de tocar os seios e perceber o tumor ele já pode estar em estágio avançado. A melhor forma de descobrir o câncer, de acordo com a ACS e a Femama, é a mamografia, que deve ser feita pelo menos a cada dois anos em mulheres que têm entre 50 e 69 anos.

Fonte: por Iberê Thenório para o G1. Fevereiro, 5, 2010.

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