Fumar durante a juventude pode aumentar o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama, de acordo com um estudo realizado pela pesquisadora Karin Michels, da Harvard Medical School.

O estudo mostrou que fumar antes da menopausa, especialmente antes de ter filhos, aumentou ligeiramente o risco de câncer de mama entre um grande grupo de mulheres que participaram do Nurse’s Health Study (Estudo da Saúde das Enfermeiras). Foi observado que o risco de câncer de mama é 18% maior entre aquelas que começaram a fumar antes de dar à luz seu primeiro filho e 4% maior para aquelas que começaram a fumar após o nascimento do primeiro filho, mas antes da menopausa.

No estudo foram observados 30 anos de dados sobre mais de 110.000 mulheres que faziam parte do Nurse’s Health Study. Ao todo, as participantes do estudo relataram 8.772 casos de câncer de mama invasivo durante esse período.

O câncer de mama é o tipo mais comum de câncer entre mulheres no mundo. Nos EUA o câncer de mama é a segunda causa mais comum em número de mortes, perdendo apenas para o câncer de pulmão.

O fumo do tabaco contém diversas substâncias conhecidas que causam câncer, porém estudos anteriores sobre a relação entre tabagismo e câncer de mama proporcionaram resultados inconsistentes e, por vezes, controversos. Os pesquisadores alegaram que essa era uma questão importante a ser observada, pois é difícil medir a exposição ao fumo durante toda a vida, uma vez que os danos do fumo ativo e passivo são praticamente impossíveis de serem distinguidos.

Câncer de mama no Brasil
No Brasil, o câncer de mama é a principal causa de morte entre as mulheres. Segundo dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), foram 11.735 óbitos no ano de 2008. Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver a doença, tais como ingestão regular de álcool, exposição a radiações ionizantes antes dos 35 anos, obesidade, primeira menstruação precoce, menopausa tardia, primeira gravidez após os 30 anos ou nuliparidade (não ter filhos), além de curto tempo de amamentação.

O histórico familiar também é um importante fator de risco, especialmente se uma ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) tiveram a doença antes dos 50 anos. Mas, apesar disso, o câncer de mama de caráter hereditário corresponde a apenas 10% dos casos.

Fonte: por Marcus Sousa Idmed, notícia produzida com informações do site BrestCancer.org e Instituto do Câncer. Janeiro, 31, 2011.

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