Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele. A discussão sobre o câncer de próstata merece atenção especial: em contraste com a elevada incidência, percebem-se, por outro lado, altas taxas de cura dos pacientes quando a doença é detectada em fases iniciais.

Fique atento aos cuidados para prevenir o câncer de próstataAs ocorrências do câncer de próstata aumentam com a idade, sendo que um em cada seis homens com mais de 50 anos e até metade dos que têm mais de 80 anos apresenta câncer de próstata.

Um fato curioso é que os índices da doença são 11 vezes mais comuns em norte-americanos do que em japoneses que residem no Japão. Essa frequência, contudo, se iguala quando os japoneses passam a residir nos Estados Unidos, indicando que são fatores ambientais ou dietéticos, e não só a hereditariedade, os responsáveis pelo fenômeno.

Diferenças no consumo de gordura animal talvez expliquem essas variações geográficas, já que a ingestão de alimentos com alto teor de gordura é elevada nos países ocidentais e baixa nos orientais.

Além da dieta, quem possui antecedentes familiares de câncer de próstata tem maior chance de desenvolver a doença. Os riscos aumentam gradativamente quando um parente de 1º grau (pai ou irmão) é acometido pelo problema, aumentando a probabilidade, frequentemente, antes dos 50 anos.

O diagnóstico dos tumores é feito pelo toque da glândula, e também por meio de exames de sangue que irão medir o PSA. Os exames são de extrema importância e precisam ser desmistificados para que os índices de diagnóstico precoce aumentem, chegando até a 85%-90% de cura.

Durante o exame, quando o médico detecta áreas de maior consistência na glândula e/ou elevação dos níveis séricos de PSA, os pacientes devem ser submetidos à biópsia da próstata. A biópsia, retirada de uma pequena quantidade do tecido para análise, permite diagnosticar e orientar o paciente com relação ao tipo de tumor. Essas alterações traduzem a presença de afecções benignas, infecção prostática, cálculos ou infartos.

O tratamento dos casos de câncer de próstata leva em consideração o tamanho do tumor, grau histológico e condições gerais de saúde do paciente. Os tumores localizados inteiramente dentro da glândula nem sempre precisam ser tratados, mas se for necessário, pode-se recorrer à cirurgia ou à radioterapia.

Quando o câncer atinge os locais em volta da próstata costuma-se indicar tratamento radioterápico associado à terapêutica hormonal. Já quando o tumor se estende para outros órgãos, a doença é tratada com hormônios.

Como os fatores que modificam as células e seu funcionamento, tornando o tumor maligno, ainda não são conhecidos, recomenda-se alimentação com baixo teor de gordura animal, além da realização dos exames periódicos anuais.

Fonte: por Luciano Nesrallah, Urologista do Instituto da Próstata e Doenças Urinárias do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, no portal O que eu tenho? Março, 12, 2011.

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